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Rivalidade entre potências e vacinas entram em debate climático

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Primeiros-ministros, presidentes e príncipes vêm e vão no maior palco climático do mundo. É a natureza das negociações climáticas internacionais anuais organizadas pelas Nações Unidas, conhecidas como Conferência das Partes. A lista de convidados muda com os partidos que estão no poder. Só alguém como Jennifer Morgan, que comanda o Greenpeace International, consegue ser presença constante na COP. E, em mais de duas décadas, ela nunca viu o cenário geopolítico mudar tão drasticamente como antes da COP26 em Glasgow, na Escócia.

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A pandemia que pressiona governos e abala suposições sobre investimentos futuros também aumentou a rivalidade entre EUA e China. Isso pode tornar a diplomacia climática muito mais difícil, diz Morgan, mesmo com o presidente dos EUA, Joe Biden, tendo devolvido a nação mais rica do mundo à mesa e uma série de eventos climáticos devastadores tenha aumentado a pressão sobre líderes no mundo todo.

Há também o vasto abismo de desigualdade entre países ricos e pobres. Tem sido uma falha persistente nas negociações climáticas, agora exacerbada pela distribuição desigual de vacinas contra a Covid que salvam vidas. Níveis recordes de dívida e até mesmo divisões persistentes sobre o Brexit podem dificultar o progresso em duas questões importantes: acabar com o uso do carvão e canalizar a ajuda climática de nações mais ricas para as mesmas economias em desenvolvimento que dependem do combustível fóssil mais barato e poluente.

Este tenso pano de fundo diplomático diminuiu as expectativas de um avanço global semelhante ao Acordo de Paris de 2015, de acordo com Morgan e outros veteranos da COP. O atraso em agir, no entanto, terá consequências catastróficas. As temperaturas globais já aumentaram 1,1°C em relação aos níveis pré-industriais. Os países precisam reduzir pela metade as emissões de retenção de calor até o final da década para cumprir a famosa meta de limitar o aquecimento a 1,5ºC, adotada após a COP21. A ONU alerta sobre um aumento de 2,7°C de aquecimento com base nas metas nacionais agora em vigor.

A tensão entre a China e os EUA é um dos maiores obstáculos, afirma um funcionário do governo europeu que comparecerá à COP26 e pediu para não ser identificado. Um acordo entre essas duas superpotências em 2014 foi o que possibilitou o consenso internacional em torno de 1,5°C, com a posterior adesão de outros países. Desta vez, a China não fará nada que possa parecer ceder à pressão dos EUA, disse o funcionário.

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