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Risco de volatilidade por eleições nos EUA aponta para dezembro

Joanna Ossinger
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A volatilidade mostra queda em várias classes de ativos com a possibilidade de vitória de Joe Biden contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas operadores ainda não estão fora de perigo, já que vários catalisadores podem reativar as oscilações de preços, de acordo com estrategistas.

Mesmo que Biden ganhe - e isso ainda não é certo - ainda há muito a caminho pela frente. Batalhas legais relacionadas aos resultados em estados-chave, a composição ainda incerta do Senado e possíveis protestos nas ruas se o resultado depender de votos contestados têm potencial de aumentar a volatilidade.

“O mercado atualmente acredita que é uma eleição prolongada, não necessariamente uma eleição contestada”, disse Amy Wu Silverman, estrategista de derivativos da RBC Capital Markets, em relatório na quarta-feira. “Se o mercado acreditar genuinamente que entramos em uma disputa feia e confusa, acho que veremos um aumento da volatilidade.”

O Índice de Volatilidade da Cboe (VIX) caiu seis pontos na quarta-feira, ficando abaixo de 30 pela primeira vez em mais de uma semana, conforme os resultados favoreciam o candidato democrata. O índice ICE BofA MOVE, que acompanha as oscilações nas opções de títulos do Tesouro dos EUA, mostrou a maior queda desde 2014. Indicadores de moedas e volatilidade de crédito também recuaram.

Transferência do risco

A atual contagem das eleições prolonga a precificação de risco elevada, disse Stuart Kaise, estrategista do UBS, em relatório na quarta-feira. A possibilidade de um resultado adiado ou contestado atrasaria o estabelecimento de um piso para o VIX e poderia deslocar alguma precificação de risco para dezembro, acrescentou.

Silverman, da RBC, observa aumento da demanda relativa por proteção contra baixas em fundos de índice que seguem indicadores de referências mais amplos dos EUA, como S&P 500 e Russell 2000. A curva da volatilidade no mercado futuro agora mostra um salto perceptível de novembro a dezembro, antes de indicar tendência de baixa novamente, disse a estrategista.

“Um aumento da volatilidade não seria surpreendente, principalmente porque investidores analisam a retórica estridente, o prazo para a resolução e o impacto das contestações judiciais ao longo do caminho”, escreveram estrategistas da Columbia Threadneedle Investments em blog na quarta-feira.

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