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Risco hidrológico para hidrelétricas deve ficar em 85% na média de 2023, diz consultoria

Imagem da hidrelétrica de Furnas em São José da Barra

SÃO PAULO (Reuters) - As condições de chuvas previstas para este ano devem fazer com que o risco hidrológico para as geradoras hidrelétricas se situe na faixa de 85% na média de 2023, segundo estimativas da Ampere Consultoria divulgadas nesta terça-feira.

O indicador, também conhecido como "GSF", deve ficar em patamar médio próximo ao estimado para 2022, quando o regime de chuvas mais favorável ajudou a encher os reservatórios do país, que atingiram os melhores níveis em mais de 10 anos, afastando riscos ao suprimento de eletricidade após a crise hídrica enfrentada no ano anterior.

Segundo o cenário projetado pela Ampere, o primeiro semestre deve indicar uma melhora significativa do GSF na comparação com 2022, em função dos reservatórios mais cheios e da ausência de geração termelétrica fora da ordem de mérito.

Por outro lado, para o segundo semestre, a consultoria prevê um cenário mais pessimista em 2023, em razão da maior geração de usinas eólicas, beneficiadas pela "safra dos ventos" no inverno.

O diretor da Ampere André de Oliveira explica que, como a fonte eólica não é controlável, essas usinas acabam passando na frente das hidrelétricas no atendimento da carga quando os recursos para geração estão mais favoráveis. Esse "deslocamento" da geração hidrelétrica, em favor da geração eólica, causa impacto no GSF.

Ele destaca ainda outros fatores que contribuem para uma piora do GSF no período, como o aumento da produção de energia em usinas a biomassa e a redução da carga nos meses mais frios, quando há menor uso de ar-condicionado em todo o país.

Com isso, o GSF deve variar entre 67% (previsão para setembro) e 106,7% (em abril) em 2023, pelos cálculos da Ampere.

O risco hidrológico mede a razão entre a energia produzida por usinas hidrelétricas e a soma de suas garantias físicas (métrica de quanta energia os empreendimentos podem comercializar). Quando as usinas geram abaixo do previsto, por questões como o baixo nível dos reservatórios, elas precisam comprar energia no mercado para cumprir compromissos comerciais.

A Ampere apontou ainda que, caso se confirmem, esses valores de GSF devem garantir que a bandeira tarifária permaneça verde aos consumidores ao longo de todo o ano de 2023, sem cobrança adicional na conta de luz.

(Por Letícia Fucuchima)