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Risco fiscal seguirá presente mesmo com teto mantido, diz Megale

Daniela Milanese e Cristiane Lucchesi
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- O Brasil permanecerá sob estresse fiscal mesmo que o teto de gastos seja mantido neste ano, como prevê o economista-chefe da XP, Caio Megale. “Temos de financiar uma dívida de 100% do PIB”, disse ele, em entrevista.

Em seu primeiro cenário macroeconômico no cargo assumido há um mês, depois de ter deixado posto no ministério da Economia, Megale parte da premissa de que o país irá virar o ano sob o atual arcabouço fiscal.

Para isso, o governo acabará mantendo seu novo programa social no tamanho do atual Bolsa Família, de cerca de R$ 30 bilhões.

Isso permitirá que a Selic fique estável em 2% até o terceiro trimestre de 2021, para fechar o ano em 3%, prevê. O câmbio deve ficar em R$ 5,20 no final de 2020 e voltar para R$ 4,90 no próximo.

A estimativa de PIB do próximo ano foi elevada de +3% para +3,4%, considerando a retomada mais forte que o esperado, o juro baixo e a volta dos recursos até então destinados à poupança circunstancial feita nos primeiros meses de pandemia. Para este ano, a queda prevista do PIB foi reduzida de -4,8% para -4,6%.

Caso a situação saia do seu cenário-base e acabe levando ao que ele chama de “calombo” no teto de gastos, com algum tipo de acomodação de despesas extras, o BC teria de começar a subir os juros já no primeiro semestre e elevar a Selic para 3,5% no fim de 2021.

A ação conjunta do Banco Central e do Tesouro com atuação em títulos mais curtos anunciada na sexta-feira, na sequência do apaziguamento entre o ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, trouxe alívio aos ativos financeiros.

De qualquer forma, Megale afirma que os prêmios dos juros devem seguir elevados, até porque deve haver pressão política por mais gastos. “Independentemente de qualquer coisa, o Tesouro tem um ritmo de vencimentos e necessidade de financiamento por conta da pandemia muito grande.”

Inflação

A inflação está sob pressão no curto prazo, por uma situação considerada “disfuncional” da economia, em meio aos estímulos para combater a pandemia e à retomada da China. A estimativa da XP para o IPCA foi elevada de 2,6% para 3,1% neste ano.

Entretanto, deve haver alívio para 2021, cuja previsão ficou mantida em 2,6%.

Segunda onda

Uma segunda onda do cononavírus é vista pelo economista-chefe da XP como o principal risco global -- assim como o problema fiscal do Brasil é o maior risco interno.

“O risco de se materializarem não é desprezível, mas não é o cenário-base.”

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©2020 Bloomberg L.P.