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Risco fiscal e eleição voltam a ditar ritmo do mercado local

(Bloomberg) -- Os riscos fiscais e eleitorais voltaram a ser os principais propulsores dos mercados no Brasil, com temores que a eleição presidencial de outubro desencadeará mais gastos públicos.

Investidores reduziram apostas de valorização do real, correram para comprar títulos indexados à inflação e causaram uma disparada nos DIs com a proposta do governo de reembolsar estados pela arrecadação perdida, se concordarem em reduzir a zero o ICMS sobre combustíveis e gás. A medida para combater a inflação e reduzir os preços de energia deve ter um impacto de R$ 30 bilhões nas contas públicas.

Os resultados fiscais mais fortes do que o esperado nos últimos meses levaram os investidores a ignorar o risco de deterioração das finanças públicas após as eleições. Os gestores focaram em eventos internacionais, como o aperto monetário do Federal Reserve nos EUA e as preocupações com as cadeias de suprimentos globais. Agora, isso está mudando.

“A curva de juros mostra que hoje o investidor olha para frente e não sabe como será endereçada a questão fiscal e isso está causando prêmio na curva”, disse Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual em São Paulo e ex- secretário do tesouro. “Qualquer quer que seja o governo, o desafio é o mesmo.”

Almeida disse que a alta dos DIs mostra que os investidores não esperam que a melhora fiscal dure muito. Em termos reais, as taxas de longo prazo estão tão altas quanto antes da implementação do teto de gastos, disse.

Há quase um consenso entre gestores de recursos e economistas de que tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – os favoritos nas pesquisas – mudariam uma regra que limita os gastos públicos para impulsionar a economia no próximo ano. Espera-se que eles apresentem medidas para compensar parcialmente o aumento de gastos, mas ainda há poucas pistas sobre qual é o plano.

O teto de gastos, aprovado como emenda constitucional pelo ex-presidente Michel Temer em 2016, limita o crescimento das despesas públicas à taxa de inflação do ano anterior, reduzindo espaço fiscal para novos subsídios. Embora os investidores concordem que a regra é insustentável, dizem que o próximo governo deve criar uma forte âncora fiscal para substituí-la.

“Uma mudança no teto de gastos é inevitável, não importa quem vença a eleição”, disse Carlos Menezes, gerente de portfólio da Gauss Capital em São Paulo. “A grande questão agora é qual regra a substituirá e qual será o plano econômico do próximo governo.”

Lula, que lidera as pesquisas, costuma criticar a regra fiscal, dizendo que um governo “sério” não precisa de um teto de gastos e acrescentando que a regra impede a implementação de políticas para melhorar a vida dos brasileiros. Enquanto isso, Bolsonaro foi criticado pelos investidores depois que flexibilizou as regras fiscais para acomodar mais gastos à medida que sua popularidade diminuía.

“2023 será ruim independente do presidente que vencer a eleição”, disse Fernando Genta, economista-chefe da XP, que também trabalhou no Ministério da Economia. “Vai ser difícil tirar o teto e não colocar nada no lugar.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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