Mercado fechado
  • BOVESPA

    107.557,67
    +698,80 (+0,65%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.918,28
    +312,72 (+0,62%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,76
    -0,29 (-0,40%)
     
  • OURO

    1.785,50
    +0,80 (+0,04%)
     
  • BTC-USD

    50.443,42
    -101,92 (-0,20%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.308,39
    -12,89 (-0,98%)
     
  • S&P500

    4.686,75
    +95,08 (+2,07%)
     
  • DOW JONES

    35.719,43
    +492,40 (+1,40%)
     
  • FTSE

    7.339,90
    +107,62 (+1,49%)
     
  • HANG SENG

    23.983,66
    +634,28 (+2,72%)
     
  • NIKKEI

    28.808,98
    +353,38 (+1,24%)
     
  • NASDAQ

    16.335,25
    +17,25 (+0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3438
    +0,0041 (+0,06%)
     

Risco fiscal assombra e derruba Ibovespa para faixa de 110 mil pontos

·3 min de leitura

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Notícias do plano do governo para financiar seu programa de auxílio social confirmaram nesta terça-feira os temores de iminente rompimento do teto de gastos, avivando um pessimismo que derreteu as ações brasileiras.

Pressionado pelas perdas de 90 de 91 dos papéis da carteira teórica, o Ibovespa desabou 3,28%, a 110.672,76 pontos. O giro financeiro da sessão somou 36,7 bilhões de reais.

O gatilho para a derrocada do índice veio com informações de que o governo federal planeja ampliar o pacote de auxílio social e ao mesmo tempo abrir mão do plano de cobrar imposto de renda sobre dividendos. Ou seja: gastar mais e arrecadar menos.

"Isso piora drasticamente a expectativa quanto ao fiscal brasileiro e beira ao que nenhum investidor quer ver mais no Brasil: irresponsabilidade fiscal", afirmou em nota o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro.

Foi a senha para uma piora generalizada das previsões para o Orçamento federal, o que deflagrou também uma escalada dos juros futuros e do dólar contra o real. Isso, mesmo num dia de ambiente externo positivo, com alta das bolsas de Nova York.

O Ibovespa ainda saiu das mínimas (chegou a baixar dos 110 mil pontos), após informações de que o governo adiou o anúncio do programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.

DESTAQUES

- AZUL perdeu 10,36% e GOL encolheu 7,4%, com a escalada conjunta do dólar e dos preços do petróleo piorando o cenário de custos para companhias aéreas já combalidas pelos efeitos da pandemia.

- MRV teve queda de 7% após anunciar recuo na divisão principal de construção de prédios de apartamentos no Brasil no terceiro trimestre. Em nota a clientes, o BTG Pactual frisou os resultados fracos e o consumo de caixa, mas manteve recomendação de compra para as ações.

- BANCO DO BRASIL perdeu 4,9%, com os grandes bancos também acusando a perspectiva de piora fiscal, mesmo com a informação de que o governo pode desistir do Imposto de Renda sobre dividendos. BRADESCO cedeu 3,1%, enquanto ITAÚ UNIBANCO teve queda de 2,4%.

- PETROBRAS foi desvalorizada em 4,9%. A companhia afirmou ter tido "demanda atípica" de pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção.

- B3 perdeu 3,1%, após anunciar a compra de 100% da empresa de big data e inteligência artificial Neoway por 1,8 bilhão de reais, em dinheiro.

- EDP BRASIL caiu 1,6% após anunciar a venda de 3 empreendimentos de transmissão de energia para a Actis por 1,32 bilhão de reais, além do plano de vender hidrelétricas até o fim do ano.

- AMERICANAS cedeu 0,1%, após anúncio da véspera de que pode antecipar seu plano de fusão com a Lojas Americanas, que recuou 1,6%.

- GETNET UNIT disparou 17,9%, com o braço de pagamentos do Santander estendendo os fortes ganhos da véspera, quando fez sua estreia na bolsa paulista.

- CESP, fora do índice, subiu 1,36%. Na segunda-feira à noite, Votorantim e CPP Investments anunciaram planos para consolidar seus ativos de energia no Brasil, com a criação de uma empresa que será controladora da Cesp. Em nota a clientes, o Credit Suisse avaliou que a transação deve permitir que a empresa tenha melhor estrutura de alavancagem e se beneficie da atual alta demanda com fontes renováveis. "Porém, os termos propostos parecem não favorecer os acionistas minoritários."

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos