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"Risco de desabastecimento", alertam distribuidoras de combustíveis

·3 min de leitura
Petrobras poderá não ser capaz de atender a todos pedidos feitos para o próximo mês
Petrobras poderá não ser capaz de atender a todos pedidos feitos para o próximo mês
  • Pedidos para o mês de novembro teriam superado capacidade produtiva da petroleira;

  • Com a alta do dólar, importações encareceria muito o preço dos produtos;

  • Petrobras hoje opera com melhor desempenho do que em anos passados.

Seguindo uma "demanda atípica" de pedidos por parte das distribuidoras de combustíveis, a Petrobras confirmou que será incapaz de satisfazer a demanda, o que aumentaria o risco de escassez dos produtos no mercado nacional.

“Para o mês de novembro, a Petrobras recebeu pedidos muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção. Apenas com muita antecedência, a Petrobras conseguiria se programar para atender essa demanda atípica”, aponta a gigante do petróleo nacional.

De acordo com a Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom, na semana passada a petroleira, então, avisou sobre “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel”. Conforme a nota divulgada, há casos em que os cortes atingem mais de 50% do volume de pedidos.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Autônomos (Abrava) já havia comunicado, nesta segunda-feira (18), sobre o aumento do risco de greve por parte dos caminhoneiros devido ao aumento projetado do preço do diesel no mês de novembro.

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A capacidade de refino da Petrobras hoje é insuficiente para atender a demanda do mercado interno. Segundo a empresa “Nos últimos anos, o mercado brasileiro de diesel foi abastecido tanto por sua produção, quanto por importações realizadas por distribuidoras, terceiros e pela companhia, que garantiram o atendimento integral da demanda doméstica”.

Com o aumento do dólar, no entanto, os preços internacionais encareceram muito, tornando as distribuidoras dependentes da produção da petroleira nacional. "As distribuidoras, hoje, tentam comprar da Petrobras, porque está mais barato do que importar e, como ela não tem produto para oferecer, está reduzindo as cotas de vendas futuras para não ficar sem produto às distribuidoras", disse a Brasilcom.

O alinhamento de preços do combustível nacional ao valor internacional, adotado no Brasil em 2016 é defendido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). “O Brasil é um importador líquido de derivados, quadro que não deve se alterar na próxima década”, disse o instituto. “Sem a percepção clara por parte dos agentes econômicos de que os preços variarão segundo regras de mercado, como ocorre com todas as demais commodities, não há segurança para a ampliação do parque de refino nacional”, ressaltou.

Em comunicado, a Petrobras destacou que a demanda por diesel aumentou 20% em comparação com 2019, já a gasolina sofreu um aumento na demanda de 10% no mesmo período. A companhia também realçou que está operando seu parque de refeino com fator de utilização de 90% no acumulado de outubro, em contraste a 79% no primeiro semetrste do ano. Em 2020 o fator também foi de 79%, superiores aos de 019 (77%) e 2018 (76%).

Em sua nota, a petroleira conclui: "“A Petrobras segue atendendo os contratos com as distribuidoras, de acordo com os termos, prazos vigentes e sua capacidade. Além disso, a companhia está maximizando sua produção e entregas, operando com elevada utilização de suas refinarias.”

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