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REEDIÇÃO-Risco de crise de dívida em mercados emergentes é menor, mas América Latina está mais exposta, diz Moody's

Clientes fazem compras em supermercado em Buenos Aires

(Corrige para esclarecer que relatório é da Moody´s Analytics, e não da Moody´s Investors Service)

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Mercados emergentes menores não estão mais sob risco de enfrentar uma crise de dívida soberana mais forte, disse a Moody's Analytics nesta quarta-feira, mas moedas mais fracas, desemprego e taxas de juros altas ainda são obstáculos para seu crescimento econômico. Grandes exportadores de commodities, como Brasil e Indonésia, tiveram um desempenho "surpreendentemente bom" após a invasão da Rússia à Ucrânia, se beneficiando bem do aumento nos preços de energia, metais e commodities agrícolas, afirmou a Moody's em um relatório. Esses fatores, disse a Moody's, limitaram os danos às moedas dos mercados emergentes e aos mercados de ações do ciclo de política monetária mais restritiva nas economias desenvolvidas, liderado pelo Federal Reserve. Apesar disso, uma maior dependência dos preços das commodities, moedas voláteis e menos recurso para uma política fiscal anticíclica podem levar os países emergentes latino-americanos a uma contração mais acentuada do que em outras regiões emergentes, apontou a Moody's. O Brasil deve crescer 0,8% em 2023, mas um cenário de crise da dívida poderia levar a economia nacional a contrair 3,2%. A economia da China, por outro lado, deve crescer 4,3% em 2023, disse a Moody's, dada sua capacidade de limitar "o declínio do iuan, o que contribui para um salto menor na inflação importada e permite que os formuladores de política monetária adotem estímulos mais cedo, sem medo de alimentar pressões de preços."

(Por Carolina Pulice)