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Risco de contrair COVID nas Olimpíadas é "zero", defende presidente do COI

·2 minuto de leitura

A menos de 10 dias da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio, a capital japonesa notificou, nesta quinta-feira (15), 1.308 novos casos da COVID-19. Para a cidade, este é o maior número diário de infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2 desde o final de janeiro. No entanto, o aumento de casos não deve interferir nos jogos, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Hoje, o presidente do COI, Thomas Bach, afirmou que existe um risco "zero" de participantes dos Jogos de Tóquio infectarem moradores do Japão com a COVID-19. "O risco para outros moradores da Vila Olímpica e o risco para o povo japonês é zero", defendeu Bach, diante do aumento de casos.

Organizador das Olimpíadas aposta que não há risco de novos casos da COVID-19 para os japoneses (Imagem: Reprodução/Pexerls/Pixabay)
Organizador das Olimpíadas aposta que não há risco de novos casos da COVID-19 para os japoneses (Imagem: Reprodução/Pexerls/Pixabay)

Segundo o presidente do COI, os atletas e as delegações da Olimpíada passaram, no total, por mais de oito mil exames de coronavírus, sendo que apenas três foram positivos. Esses casos foram isolados, e seus contatos próximos também estão sujeitos a protocolos de quarentena, ressaltou Bach.

Críticos dos Jogos de Tóquio

Vale lembrar que as Olimpíadas já foram adiadas no ano passado por causa da pandemia da COVID-19, no entanto, a situação ainda não foi completamente superada. No Japão, os jogos têm pouco apoio público. Isso porque os temores são generalizados de um novo surto de coronavírus, causado pela vinda de tantos estrangeiros.

Inclusive, críticos da realização dos Jogos de Tóquio apresentaram uma petição que já reuniu mais de 450 mil assinaturas neste mês, segundo a imprensa do país. Os organizadores das Olimpíadas pretendem criar "bolhas" para evitar transmissões da COVID-19 entre os estrangeiros, mas especialistas entendem que a medida não será suficientemente, já que haverá pelo menos a circulação de funcionários.

Brasil e a Copa América

No recente caso brasileiro, a vinda de estrangeiros para a Copa América não foi tranquila. Identificada pela primeira vez na Colômbia, a variante B.1.621 do coronavírus chegou oficialmente ao Brasil através destes jogos. De acordo com as autoridades da saúde brasileira, dois homens, de 37 e 47 anos, que integravam as delegações do Equador e da Colômbia, testaram positivo para a COVID-19. Em exames detalhados, verificou-se a nova cepa, considerada mais transmissível.

Inicialmente, os dois casos da variante colombiana foram diagnosticados em Cuiabá, no Mato Grosso, pelo Laboratório Central do Mato Grosso (Lacen-MT). Depois, análise genética no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmou que ambos traziam a variante inédita do coronavírus para o país. Além da importação de uma variante, atletas também testaram positivo durante os jogos.

Fonte: Canaltech

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