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Rio registra 2,6 mil novos casos de Covid-19 e tem 219 pessoas na fila por UTI no estado

Felipe Grinberg
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RIO — O Estado do Rio registrou, nesta sexta-feira, 82 mortes e 2.626 novos casos de Covid-19. Ao todo, são 370.267 infectados e 23.099 vidas perdidas desde março. Este foi o oitavo dia com aumento expressivo na média móvel de casos. Em paralelo, em toda a rede pública estadual, continua a pressão na Saúde por leitos exclusivos para o novo coronavírus: há lotação de 83% nas vagas de UTI. São 219 pacientes aguardando na fila de transferência por uma vaga de terapia intensiva

Com os dados deste sábado, a média móvel passa a ser de 80 mortes e 2.501 casos. Há aumento de 56% no número de novos infectados, em relação a 14 dias atrás. São 17.507 fluminenses com diagnóstico positivo apenas nos últimos sete dias.

Em relação à média móvel de óbitos, há uma queda de 18% na comparação com duas semanas, mas o cálculo é prejudicado pelas quatro datas em novembro em que os números de vítimas não foram atualizados devido a um problema no sistema do Ministério da Saúde. Neste momento, os dados que mostram com mais precisão a situação da pandemia no Rio são os que vêm dos hospitais. Há fila por leitos em todo o estado.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a taxa de ocupação, considerando todas as unidades da rede estadual destinadas à Covid-19, está em 83% em leitos de UTI e em 63% em leitos de enfermaria. No total, na rede pública, 424 suspeitos ou confirmados de coronavírus aguardam transferência para leitos de internação, sendo 219 para UTI, que, de acordo com a pasta, podem ser regulados para diferentes redes, seja ela municipal, estadual ou federal.

O Rio pode não ter voltado ao cenário do auge da pandemia: a realidade pode ser ainda pior. Enquanto se discute se a cidade enfrenta uma segunda onda ou um repique de casos do novo coronavírus, os registros de síndrome gripal não param de crescer, nas últimas semanas. O município registrou 29.790 casos na semana epidemiológica, entre os dias 22 e 28 de novembro. O maior número até então tinha sido na semana mais crítica na cidade, entre os dias 26 de abril e 2 de maio, que teve 23.844 casos. O salto foi de 25% em relação ao pico.

Nesta sexta-feira, o governador em exercício Claudio Castro e o prefeito Marcelo Crivella anunciaram as medidas que serão tomadas para tentar conter o avanço da Covid-19. Ambos rejeitaram a possibilidade de voltar com as restrições, mas, além da abertura de novos leitos exclusivos para coronavírus, anunciaram também nova suspensão das aulas presenciais da rede municipal de ensino e a ampliação no horário de funcionamento de centros comerciais, que agora poderão funcionar 24 horas.