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Rio quer retomar protagonismo nas finanças com 'Bolsa Verde'

·4 minuto de leitura

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A Prefeitura do Rio de Janeiro vem estudando a criação de uma Bolsa de Valores focada na negociação de ativos sustentáveis.

Desde junho deste ano, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria Municipal de Fazenda tem se reunido para desenvolver uma plataforma de transação de ativos ambientais e créditos de carbono.

A ideia é reanimar o mercado financeiro na cidade, mas com uma pegada ESG (sigla em inglês para os princípios ambientais, sociais e de governança corporativa).

"O Rio sempre foi referência para o mercado financeiro, mas, infelizmente, nos últimos anos a gente andou perdendo esse protagonismo que buscamos retomar. O segundo ponto é que a cidade tem um potencial muito grande na questão dos créditos de carbono", afirma Chicão Bulhões, secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio de Janeiro, órgão que também tem participado da discussão.

Segundo ele, um dos objetivos do projeto é estimular o mercado de carbono no país, que vem ganhando importância recentemente e sobre o qual o Rio de Janeiro tem potencial para se destacar.

"O Rio tem muita área verde, muitos parques. Com essas concessões de saneamento, também pode ter oportunidades ligadas a essas medidas, que vão afetar positivamente o meio ambiente", diz.

Para o secretário, a capital fluminense tem condições de se tornar um hub nacional de ativos verdes, o que ajudaria a incentivar esse ecossistema no Brasil.

"Nossos técnicos brincam que, assim como a Arábia Saudita tem o petróleo, o Rio poderia ter o potencial de mercado de carbono."

Com a crescente pressão de consumidores e investidores por boas práticas ESG, algumas empresas têm apostado na compensação de suas emissões de gases de efeito estufa como forma de reduzir a pegada ambiental dos negócios.

Nesse sistema, as companhias compram créditos de carbono gerados por instituições que preservam florestas e oceanos, por exemplo. Cada crédito equivale à compensação de uma tonelada de CO2.

É diferente de um mercado regulado, em que o governo limita a quantidade de gases de efeito estufa em determinados setores e concede permissões de poluição.

De acordo com Bulhões, a "Bolsa Verde" que a prefeitura do Rio quer estimular não ficaria restrita aos projetos de crédito de carbono gerados localmente. No entanto, uma das ideias é criar fomentos para que as empresas se instalem na cidade.

"Enquanto a gente aguarda uma regulação mais robusta do governo federal, queremos estimular essas empresas que já atuam [nesse mercado] a se instalarem aqui no Rio, e permitir que aquelas que já estão aqui possam aproveitar incentivos para que a gente comece a explorar essa questão da economia verde", diz.

Além das secretarias de Fazenda e Desenvolvimento Econômico, o grupo de trabalho é formado pela secretaria municipal de Meio Ambiente, pela Procuradoria Geral do Município e pela agência Invest.Rio.

Por enquanto, os representantes ainda estão avaliando a viabilidade da plataforma de transação de ativos, e estudando qual modelo seria mais adequado e como a cidade poderia atrair agentes para esse mercado.

Segundo o grupo, a iniciativa conta com o apoio técnico do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e vem obtendo o suporte da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O Rio teve seus anos dourados no mercado acionário nacional na segunda metade do século 20. No entanto, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro começou a perder protagonismo para a antiga Bovespa com a explosão e queda das Bolsas em 1971.

O esvaziamento da BVRJ se intensificou a partir de 1989, com o episódio do investidor Naji Nahas, que passou vários cheques sem fundos e causou um rombo de US$ 400 milhões. Em 2000, a centralização do mercado acionário brasileiro na Bovespa arrematou o processo.

O grupo de trabalho da prefeitura defende que a cidade tem vocação para estimular a implantação de uma Bolsa Verde. Entre os motivos apontados estão a força que a "marca Rio" tem no exterior e a identidade que a Eco 92 -Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio-- proporcionou à capital no tema da sustentabilidade.

"Se atores como a própria B3 se animarem, quem sabe realmente voltar com tudo no Rio de Janeiro, para que aqui seja a grande sede desses temas que envolvem o ESG e as novas oportunidades de produtos financeiros ligados à questão ambiental e às mudanças climáticas", afirma Bulhões.

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