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Rio de Janeiro perdeu mais de 700 mil postos de trabalho desde 2016

Letycia Cardoso
·2 minuto de leitura
Foto: Fabiano Rocha / Fabiano Rocha

O Estado do Rio de Janeiro perdeu 741.479 empregos com carteira assinada entre dezembro de 2015 e outubro de 2020, o que representa uma redução de 19,3% do total de vagas. O levantamento foi feito pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e diretor fiscal da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Mauro Osório, com base em dados do Ministério da Economia.

A diminuição de oportunidades de trabalho no Rio é maior que a de São Paulo: no mesmo período, o estado perdeu 629.413 vagas de carteira assinada (-5%). No país, o total de postos fechados foi de 1.923.899, o equivalente a 4,7% dos empregos formais.

Em 2020, ano da pandemia, foram perdidos, até outubro, no Estado do Rio, 166.108 empregos com carteira assinada contra 171.139 em todo o Brasil. Isso porque os demais estados tiveram uma leve recuperação de vagas: foram criados 394.999 empregos no país este ano, enquanto apenas 16.271 deles foram no Rio de Janeiro.

Para Osório, o problema econômico da região é histórico, com início na transferência da capital para Brasília. Segundo ele, desde os anos 70, o Rio de Janeiro possui a economia que menos cresce em comparação a outros estados.

— O Estado do Rio vem sofrendo uma crise estrutural. Tivemos uma transferência da capital do Rio pra Brasília sem compensações, perdendo muita verba. Além disso, apesar da cidade do Rio ser referência para o Brasil, assim como Nova York é dos Estados Unidos, mesmo sem serem capitais, falta uma reflexão regional — opina o professor: — Muita gente acha que o turismo é a nossa principal atividade econômica, mas uma cidade de 6 milhões de habitantes não pode viver só disso. É preciso pensar um sistema positivo de atividades que possam alavancar a saída desse longo círculo vicioso.

Mauro Osório ainda lista outras questões que contribuem para a situação complicada do Rio:

— Desde a ditadura militar, criou-se uma lógica política de clientela com os militares que permanece até hoje. Podemos pensar... Por quê o Rio é o local que mais tem milícias? O estado já vinha desestruturado até que sofreu mais um golpe em 2015. Tivemos o impacto do fim das obras dos megaeventos, crise da operação Lavajato que afetou várias empresas daqui e, agora, a pandemia — listou o professor.