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Rio interrompe vacinação contra Covid-19 por falta de imunizantes

·2 minuto de leitura
Faixa indica local de vacinação contra Covid-19 perto do Maracanã, no Rio de Janeiro

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de anunciar inúmeras antecipações no calendário de vacinação contra a Covid-19 e até planejar um possível terceira dose em idosos, a prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu nesta sexta-feira a aplicação da primeira dose de imunizantes contra a doença por falta de vacinas.

A campanha de imunização da cidade, que essa semana estava focada em pessoas com 35 anos, será retomada assim que chegarem novas doses, mas não há previsão no curto prazo, de acordo com a prefeitura.

As autoridades do Rio reclamam que a logística do Programa Nacional de Imunização (PNI) está demorada, com intervalo entra o recebimento das doses pelo Ministério da Saúde e a entrega para Estados e municípios de cerca de 15 dias.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, cobrou celeridade do ministério na distribuição das doses.

“Essa semana o Ministério da Saúde recebeu cerca de 7,5 milhões de doses de vacina e até o presente momento não temos notícia de quando receberemos. Divulgamos nosso calendário de acordo com as chegadas informadas pelo ministério. Se não cumprirem corremos o risco de atrasar”, disse Paes em publicação no Twitter, antes da confirmação da suspensão da vacinação na cidade.

Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Em nota, a prefeitura informou que interrompeu o calendário da primeira dose porque é preciso guardar vacinas para aplicação de segunda dose na população.

A suspensão da vacinação ocorreu no encerramento de uma semana em que houve uma corrida aos postos de saúde da cidade para a repescagem da vacina, com mais de 70 mil doses aplicadas em um único dia, sendo que a média diária é de aproximadamente 35 mil.

Segundo uma fonte da área de saúde do Rio, parte da corrida ocorreu por haver maior disponibilidade da vacina da Pfizer, considerada a favorita dos cariocas. “As pessoas souberam que tinha Pfizer e teve um boom“, disse a fonte.

O Rio de Janeiro já vacinou 70% da população adulta com a primeira dose e quase 30% com as duas doses ou com a vacina de dose única.

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