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Rio é finalista em competição global entre cidades com projeto de escaneamento de áreas de favelas

·4 minuto de leitura

A cidade do Rio foi anunciada nesta terça-feira entre as 50 finalistas do Global Mayors Challenge 2021, uma competição mundial que identifica e acelera projetos inovadores que propõem respostas à pandemia da Covid-19. A ideia carioca, batizada de Favelas 4D Laboratório Urbano, prevê o escaneamento a laser de áreas de comunidades para gerar dados refinados sobre sua complexa ocupação espacial, com objetivo de dar suporte ao desenvolvimento de políticas públicas e quantificar possíveis riscos à saúde da população. Recife, no Nordeste, metrópoles como Paris e Londres, na Europa, e capitais latino-americanas, como Bogotá, na Colômbia, e La Paz, na Bolívia, também concorrem.

O desafio entra agora numa fase em que, de junho a outubro, as cidades finalistas vão aprimorar os projetos com assistência técnica e uma rede de especialistas da Bloomberg Philanthropies, que desenvolve o concurso. No início de 2022, será revelado o resultado das 15 vencedoras, que vão receber prêmio de US$ 1 milhão cada, além de apoio para implementar suas propostas.

A do Rio já foi testada num trecho da favela da Rocinha, durante pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo arquiteto e urbanista Washington Fajardo, hoje secretário municipal de Planejamento Urbano. Em parceria com o Senseable City Lab do Massachusetts Institut of Technology (MIT), o projeto utiliza tecnologia de escaneamento a laser LIDAR (Light Detection And Ranging), na qual feixes de luz refletida permitem medir a distância exata entre diferentes objetos.

Com isso, é produzido um mapeamento da área com uma série de avanços em relação ao convencional (feito a partir de imagens áreas). É possível detalhar construções, ruas, vielas e a topografia da comunidade, gerando dados que, associados a inteligência artificial, levam a informações como a circulação de ar e incidência solar nesses espaços — questões essenciais não só nos cuidados contra a Covid-19, mas também no combate, por exemplo, à tuberculose, doença que aflige milhares de cariocas anualmente.

— Vamos usar a tecnologia mais avançada existente para um mapeamento altamente detalhado das favelas, o maior desafio social do Rio de Janeiro. Utilizando big data para assentamentos informais, queremos otimizar recursos e gerar políticas públicas transformadoras. Este projeto vai gerar uma visão urbanística inteira para integrar toda a cidade. Será desafiador e tenho a certeza que o Rio será um modelo de ação para o mundo — afirma o prefeito Eduardo Paes.

Se escolhida, a ideia é que o município selecione uma favela para a execução completa do escaneamento. Ao todo, o primeiro Global Mayors Challenge teve mais de 630 inscrições de 99 países. Os projetos se dividem em quatro grandes eixos: recuperação econômica e crescimento inclusivo (no que o do Rio está inserido); saúde e bem-estar; clima e meio ambiente; e boa governança e igualdade. Um comitê de seleção copresidido pelo membro do conselho da Bloomberg Philanthropies, Mellody Hobson, Co-CEO e Presidente da Ariel Investments, e David Miliband, Presidente e CEO da International Rescue Committee, avaliou as inscrições para determinar os finalistas.

Os Estados Unidos, com 14 cidades nesta reta final, é o país com mais representantes, entre elas Nova Orleans, Baltimore e Phoenix. Da América Latina, são dez cidades, incluindo Bogotá e Cartagena, na Colômbia, e Rosário, na Argentina. África e Europa têm, cada continente, oito representantes. Há ainda quatro cidades do Sudeste Asiático. A Índia tem duas concorrentes, mesmo número de cidades do Oriente Médio e da Oceania.

A outra finalista brasileira, Recife, propõe vincular um programa de microcrédito a serviços voltados para as mulheres — estima-se de 57,5 mil delas perderam seus empregos na cidade no ano passado, e muitas não retornaram ao mercado porque estavam sobrecarregadas com as responsabilidades de cuidar de filhos, familiares idosos e de suas casas durante a pandemia. A ideia da capital pernambucana é oferecer treinamento profissional, capacitação e autonomia financeira a 15 mil mulheres até 2024.

De La Paz, na Bolívia, vêm os planos de criar nove centros urbanos para redistribuir a ocupação e reduzir a pressão sobre a infraestrutura da área central da metrópole andina. Paris, na França, propõe instituir uma Academia do Clima, para treinar jovens de 9 a 25 anos para liderar a transformação ecológica da cidade. Londres quer dar apoio às pessoas sem-teto, problema que se agravou na pandemia. A Cidade do Cabo, na África do Sul, pretende atacar a crise da fome que atingiu parte da população do país na emergência do coronavírus. E Freetown, em Serra Leoa, também na África, pretende dar incentivos financeiros à população para replantar árvores, como forma de reduzir riscos de inundações e deslizamentos.

— Embora 15 cidades acabem levando para casa grandes prêmios, todas as 50 cidades receberão treinamento de especialistas renomados mundialmente e suporte para melhorar suas ideias e seu potencial para melhorar vidas — diz James Anderson, Chefe de Inovação Governamental da Bloomberg Philanthropies.

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