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Ricos dos EUA acumulam US$ 121 bi em contas com isenção fiscal

Suzanne Woolley
Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo, também é um dos filantropos mais conhecidos do mundo (Foto: Michael Cohen/Getty Images for The New York Times)

É melhor dar do que receber, diz o ditado. Mas doar, receber uma dedução do imposto de renda imediata e depois distribuir dólares caridosos como quiser é ainda melhor, a julgar por um novo relatório.

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Em 2018, mais de US$ 37 bilhões foram destinados a fundos assessorados por doadores (DAFs, na sigla em inglês) com isenção de impostos, de acordo com o 13º relatório anual do National Philanthropic Trust.

O volume representa um ganho de 20,1% em relação a 2017 e significa uma quantia recorde de US$ 121,4 bilhões em contas DAF. Enquanto isso, a parcela dessas contas paga às instituições de caridade caiu para 20,9% em 2018 em relação aos 22,8% em 2017. É a primeira vez em cinco anos em que a taxa de crescimento das alocações ultrapassa o ritmo de doações.

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Os DAFs são contas individuais patrocinadas por instituições de caridade, como a NPT, unidades de empresas financeiras como Fidelity Investments, bem como organizações de caridade de causa única e fundações comunitárias. Doações de ações listadas ou privadas, imóveis e até moedas digitais podem ser transferidas a um patrocinador DAF, que passa a controlar os ativos.

A reforma tributária nos Estados Unidos provocou uma corrida aos DAFs, e contribuintes juntaram vários anos de doações planejadas em um ano fiscal para exceder o valor da dedução padrão, disse Eileen Heisman, presidente da NPT, que administra US$ 8,1 bilhões em contas DAF.

“Entre a reforma tributária e os mercados em alta, o crescimento do DAF foi muito robusto”, disse.

O número de contas atingiu um recorde, aumentando 55% em 2018 para 728.563, depois do salto de 60% em 2017, em grande parte porque mais empregadores ofereceram acesso às contas DAF por meio de deduções na folha de pagamento.