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Ricardo Eletro reverte falência na Justiça após ficar 45 dias sem faturamento

Ricardo Eletro reverte falência na Justiça após ficar 45 dias sem faturamento
Ricardo Eletro reverte falência na Justiça após ficar 45 dias sem faturamento
  • A Ricardo Eletro conseguiu reverter a falência na Justiça nesta terça-feira;

  • Decisão judicial anterior previa que a empresa parasse de comercializar produtos online;

  • Sem lojas físicas, a empresa aposta no comércio eletrônico.

A Ricardo Eletro pode estar voltando ao comércio eletrônico em breve. Isso porque a varejista conseguiu reverter a falência na Justiça nesta terça-feira, 13, após mais de 45 dias da decisão que a obrigou a parar de vender produtos de forma online.

O faturamento da empresa chegou a R$ 10 bilhões ao ano. Ultimamente, a receita mensal é estimada em R$ 600 mil - e zero nos quase dois meses que passou sem operar.

"O Grupo Máquina de Vendas fica honrado com a posição do Poder Judiciário, após o árduo trabalho dos advogados, e trabalhará rapidamente para retomar suas operações nos próximos dias, com foco em entregar os produtos comprados com o menor tempo possível e disponibilizar aos consumidores a oferta de mais de 3.000 itens já cadastrados no site", afirma Pedro Bianchi, CEO da Máquina de Vendas.

Como a Ricardo Eletro não tem mais lojas físicas no país, a empresa dedicará agora seus esforços para voltar a vender produtos via internet. Para que isso seja concretizado, ainda são necessários alguns ajustes legais. A companhia comunicou que buscará o administrador judicial e todas as partes envolvidas no processo para dar sequência aos trâmites.

Entenda o histórico da crise

Fundada em 1989 pelo empresário Ricardo Nunes, então com 18 anos, a varejista cresceu a partir de uma agressiva estratégia de fusão com concorrentes. A maior delas foi realizada em 2010, quando a Ricardo Eletro se juntou à Insinuante para formar o grupo Máquina de Vendas.

Lojas Insinuante, City Lar, Eletro Shopping, Clique Eletro e Salfer são outras marcas que, com o passar dos anos, foram devoradas pela Máquina de Vendas. Aos poucos as bandeiras deram lugar àquela que leva o nome do fundador. Em 2011, ficou entre as cinco maiores varejistas do país, segundo o Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado).

Mas os problemas começaram a aparecer em 2018. Naquele ano, a Máquina de Vendas viu seu faturamento cair à metade do que registrava no auge. As fusões não deram o resultado esperado no longo prazo e desde 2014 a companhia registrava prejuízos. De 2015 a 2018, foram fechadas mais de 600 lojas, mas as contas ainda não fechavam.

Com dívidas na casa dos R$ 2,5 bilhões, em 2019 a empresa entrou em recuperação extrajudicial, renegociando dívidas com credores sem envolver a Justiça. O plano não deu certo e as dívidas só aumentaram.

Em julho de 2020, Ricardo Nunes foi preso no âmbito de uma operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. O empresário, que já não tem mais ligação com a Máquina de Vendas ou com a Ricardo Eletro, é acusado de sonegar R$ 400 milhões em impostos durante cinco anos, quando ainda trabalhava com a varejista.

A Ricardo Eletro foi mais uma das cadeias que sofreram com quedas drásticas na demanda por conta da pandemia do coronavírus. Segundo dados da Máquina de Vendas, o faturamento chegou a cair mais de 92% nos primeiros meses de 2020.

Com isso, a empresa decidiu fechar suas 300 lojas físicas em 17 estados e demitiu cerca de 3.600 funcionários.