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Líder do governo Bolsonaro detona Anvisa e diz que agência não está "nem aí" para pandemia

·2 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Felipe Dana
Foto: AP Photo/Felipe Dana

O deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), ex-ministro da Saúde, afirmou ao "Estado de S. Paulo" que vai “enquadrar” a diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), referindo-se a uma suposta demora da agência em eliminar burocracias para aprovação de vacinas contra a Covid-19.

Barros, que é líder do governo Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara, afirmou que os diretores da Anvisa estão “fora da casinha” e “nem aí” para a pandemia.

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Até o momento, a agência deu aval a duas vacinas para aplicação no Brasil: Coronavac e AstraZeneca/Oxford. Com uma mudança no procedimento de aprovação, a expectativa é que se acelere o registro da Sputnik V, de origem russa.

“Estou trabalhando. Eu opero com formação de maioria. O que eu apresentar para enquadrar a Anvisa passa aqui (na Câmara) feito um rojão. Eu vou tomar providências, vou agir contra a falta de percepção da Anvisa sobre o momento de emergência que nós vivemos. O problema não está na Saúde, está na Anvisa. Nós vamos enquadrar", disse o deputado ao “Estadão".

Barros considera a mudança de métodos na aprovação uma “enganação", ele reforçou o pedido de agilidade devido ao aumento dos números da pandemia, que tem matado mais de mil pessoas por dia há mais de 10 dias no país.

“Não é possível que tenha 11 vacinas aprovadas em agências no mundo inteiro e nós só temos duas, e eles não estão nem aí com o problema. A Anvisa precisa estabelecer normas compatíveis com a emergência. Normas de segurança, eficácia e agilidade. Ela está só na segurança e na eficácia e agilidade nenhuma, zero. Nem aí com o problema. Cada dia inventam mais exigência. Hoje mesmo tiraram a fase três e colocaram mais dez gravetos no lugar. Querem enganar quem? Estão achando que sou trouxa?”, questionou.

Barros tem um histórico tenso com a agência, sempre reclamando, segundo ele, do excesso de burocracia. Em 2019, ele foi alvo de uma ação do Ministério Público Federal por um contrato de cerca de R$ 20 milhões fechado em sua gestão, cujos medicamentos não chegaram ao país por terem sido barrados pela Anvisa.