Revolução dos sensores se instala na CES das telas gigantes

Fernando Mexía.

Las Vegas (EUA), 8 jan (EFE).- A feira internacional mais importante da eletrônica de consumo, a Consumer Electronics Show (CES), abriu nesta terça-feira suas portas em Las Vegas (EUA) com uma alta gama de televisores de última geração e a evidência de que a revolução digital entrou nos lares e já chegou à cozinha.

Além da guerra de polegadas e nitidez na qual estão enredadas companhias como Sony, Samsung, LG, Panasonic e Sharp, na qual a escalada de tamanhos das telas não parece ter fim, são as coisas pequenas que trouxeram frescor ao evento.

A empresa sueca Tobii apresentou no Centro de Convenções de Las Vegas o primeiro periférico do mercado que detecta o movimento dos olhos do usuário de um computador e permite conduzir o ponteiro no monitor apenas com o olhar.

O dispositivo Tobii Rex, com o tamanho de uma mão e que se conecta a um computador através de uma entrada USB, foi criado para Windows 8 e será comercializado a partir do final deste ano de forma limitada e em 2014 com distribuição generalizada.

Segundo explicou à Agência Efe a porta-voz da empresa, Sara Hyleen, embora seja possível operar todo o software apenas com os olhos, esse sistema "não é muito eficiente para o usuário médio", pelo que é "mais rápido" se for usado "em combinação com outras teclas".

O Tobii Rex é uma demonstração de ficção científica sobre como os sensores estão mudando a forma de interagir com o meio, empenhados em transformar os objetos do cotidiano em algo "inteligente" graças a sua simbiose com os smartphones.

Uma recente incorporação a essa família "smart" é o garfo HAPIfork, criado pela empresa francesa Hapilabs e que será vendido partir deste ano por um preço estimado em US$ 99, segundo confirmou à Efe o seu inventor, Jacques Lepine.

A ideia do garfo inteligente ocorreu a Lepine por sentir-se frustrado devido a sua incapacidade para comer mais devagar. O inventor então desenvolveu um sistema que emite um alerta quando o usuário está levando o dispositivo à boca em intervalos muito curtos de tempo.

"Vários relatórios médicos demonstraram que comer depressa favorece o sobrepeso, os problemas digestivos e o diabetes", indicou Lepine, cujo dispositivo envia os dados recolhidos a um aplicativo de celular via bluetooth, o que permite ao usuário ter o registro dos seus hábitos à mesa.

Também foi apresentada na feira a balança doméstica Smart Body Analyzer, da empresa Withings, que ajuda a medir, além do peso, o ritmo cardíaco e as condições do ar.

Já companhias como a Iris fabricam sensores para ser instalados nas casas a fim de centralizar o controle de termostatos, aquecedores de água, persianas e luz a partir de um telefone.

Com esse afã de tornar a vida do cidadão mais fácil nasceu o Flower Power, um aparelho que deve ser cravado na terra para detectar a luz, a umidade, a temperatura e fertilização necessárias para nutrir uma planta. A ferramenta, que será lançada neste ano nos EUA e na Europa, conta com um registro de 6 mil variedades de plantas.

No concorrido universo dos telefones celulares, cujas telas estão fixando o novo padrão entre 4,5 e 5 polegadas, foram apresentados sistemas nanotecnológicos como o Liquipel, que cobre o smartphone com uma camada protetora invisível para protegê-lo da água, e o Armortech, uma lâmina transparente que deixa os telefones resistentes a quedas e até golpes de martelo.

Entre os dispositivos mais surreais que foram vistos nesta terça-feira na CES está o PSiO, um equipamento de estímulos audiovisuais cujos criadores suecos asseguram que tem capacidade hipnótica.

A ferramenta consta de óculos que emitem sequências de luzes coloridas e de fones de ouvido para gerar o isolamento visual e sonoro do usuário. O sistema foi posto à venda este mês por US$ 349 e serve tanto para tratamento de relaxamento como de ativação. EFE

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