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Revlon pede recuperação judicial 90 anos depois de lançar seu 1º esmalte

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A multinacional americana de cosméticos Revlon informou nesta quinta-feira (16) que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A empresa apresentou petição voluntária de reorganização sob o Capítulo 11 do Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York –mesmo recurso usado pela companhia aérea Latam em maio de 2020.

O chamado "Chapter 11" (capítulo 11) é uma tentativa de recuperar a empresa por meio da renegociação de suas dívidas, envolvendo inclusive mudanças nas datas de pagamentos e valores. É o último recurso para que a empresa não vá à falência, e permite que a companhia continue operando normalmente.

"O arquivamento do Capítulo 11 permitirá que a Revlon reorganize estrategicamente sua estrutura de capital herdada e melhore sua perspectiva de longo prazo, especialmente em meio a restrições de liquidez causadas por desafios globais contínuos, incluindo interrupção da cadeia de suprimentos e aumento da inflação, bem como obrigações com seus credores", informou a empresa em comunicado.

Segundo a fabricante de cosméticos fundada em 1932, ano em que lançou o seu primeiro esmalte, a empresa espera que, após receber o aval da justiça para prosseguir com a recuperação, seja contemplada com um financiamento de US$ 575 milhões (R$ 2,94 bilhões) feito por um grupo de credores. A companhia tem dívidas de US$ 3,3 bilhões (R$ 16,8 bilhões).

"O arquivamento de hoje permitirá que a Revlon ofereça aos nossos consumidores os produtos icônicos que entregamos há décadas, ao mesmo tempo em que fornece um caminho mais claro para nosso crescimento futuro", disse Debra Perelman, CEO da Revlon, em comunicado.

"A demanda do consumidor por nossos produtos continua forte –as pessoas adoram nossas marcas e continuamos a ter uma posição de mercado saudável. Mas nossa estrutura de capital desafiadora limitou nossa capacidade de lidar com questões macroeconômicas para atender a essa demanda", afirmou.

A operação tem a PJT Partners como consultora financeira e a Alvarez & Marsal como consultora de reestruturação. A consultoria jurídica fica a cargo de Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison LLPestá.

Em 2021, a companhia registrou receita líquida de US$ 2,078 bilhões (R$ 10,6 bilhões), alta de 9,2% sobre 2020. No período, o prejuízo foi reduzido em dois terços, para US$ 206,9 milhões (R$ 1,05 bilhão). No primeiro trimestre deste ano, a receita líquida cresceu 7,8% na comparação anual, para US$ 479,6 milhões (R$ 2,45 bilhões), enquanto o prejuízo somou US$ 67 milhões (R$ 342,5 milhões), recuo de 30% ante o mesmo período de 2021.

Depois do baque de 2020 provocado pela pandemia, o mercado mundial de maquiagem vem apresentando crescimento em todas as categorias, segundo a consultoria Euromonitor –com destaque para o consumo de perfumes, que até superou o período pré-pandemia.

Mas, no Brasil, a recuperação ainda se mostra lenta, por conta do cenário macroeconômico. Com exceção para os perfumes, cuja venda não caiu nem com o isolamento social.

No mundo, o setor deve registrar vendas de US$ 116,8 bilhões (R$ 597 bilhões) este ano (alta de 5% sobre 2021) e, no Brasil, faturamento de R$ 36,7 bilhões (ligeira alta de 1,9%), segundo a Euromonitor. Os dados levam em conta os segmentos de maquiagem para os olhos, maquiagem para o rosto, batons e perfumes.

SE OS FUNDADORES SE CHAMAVAM REVSON, PORQUE A EMPRESA É REVLON?

Criada pelos irmãos Charles Revson e Joseph Revson após o início da Grande Depressão nos Estados Unidos, a Revlon ganhou este nome graças à letra "L" do sobrenome do químico Charles Lachman, que também se associou ao negócio. A empresa é dona da marca Elizabeth Arden, adquirida em 2016.

O seu primeiro produto foi o esmalte, seguido pelos batons, em 1939. Hoje a empresa atua nos segmentos de tintura para cabelos, maquiagem, cosméticos e perfumes. A marca está presente em cerca de 150 países e já teve grandes nomes do cinema como embaixadoras, como Halle Berry, Emma Stone e Gal Gadot.

Em 1985, foi vendida para a holding MacAndrews & Forbes, do investidor americano Ronald Perelman, atual controladora da companhia. A empresa abriu o capital em 1996.

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