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Revlon pede falência, culpa problemas na cadeia de suprimentos

Por Praveen Paramasivam e Maria Ponnezhath e Dietrich Knauth

(Reuters) - A fabricante de cosméticos Revlon Inc entrou com pedido de falência, vítima de interrupções na cadeia de suprimentos global que elevaram os custos das matérias-primas e levaram os fornecedores a exigir pagamentos adiantados.

Conhecida por seus esmaltes e batons, a empresa de 90 anos listou ativos e passivos entre 1 bilhão e 10 bilhões de dólares em um processo judicial na quarta-feira.

Em seu pedido de falência, a Revlon disse que as interrupções na cadeia de suprimentos na primavera provocaram intensa competição por insumos usados para fabricar seus produtos. Ao mesmo tempo, fornecedores que tradicionalmente ofereciam até 75 dias para pagamento começaram a exigir dinheiro antes de novos pedidos, enquanto a escassez de mão de obra e a inflação aumentavam seus problemas, disse.

A Revlon, fundada em 1932 pelos irmãos Charles e Joseph Revson e por Charles Lachman, teve queda nas vendas e perdeu espaço nas prateleiras nos últimos anos para startups apoiadas por celebridades como Kylie Cosmetics, de Kylie Jenner, e Fenty Beauty, de Rihanna.

"As marcas em seu portfólio são um pouco mais antigas e não oferecem o hype que o cliente contemporâneo está procurando", disse Thomai Serdari, professor de marketing da Universidade de Nova York.

(Reportagem de Maria Ponnezhath e Praveen Paramasivam em Bengaluru)

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