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Reviravolta na política derruba dólar, mas pressão nos juros mantém mercado na defensiva

·3 minuto de leitura
Notas de cem dólares dos EUA

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O "cavalo de pau" no cenário político depois da divulgação da nota oficial do presidente Jair Bolsonaro disparou ordens de vendas de dólar, e a moeda despencou perto de 2% nesta quinta-feira, voltando à casa de 5,22 reais.

Um dia após liderar as perdas globais na véspera, o real tomou a dianteira dos ganhos nesta sessão.

No texto, que veio a público por volta de 16h30 (de Brasília), o presidente disse nunca ter tido intenção de agredir quaisquer dos Poderes e que as pessoas que exercem o poder não têm o direito de "esticar a corda" a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

O documento pegou de surpresa o mercado, que na véspera reagiu de maneira aguda à escalada da crise após um discurso do presidente da República no 7 de Setembro em que ameaçou descumprir ordens judiciais, piorando um ambiente já tensionado e reduzindo ainda mais o espaço para qualquer progresso na agenda de reformas econômicas.

Por ora, a leitura é que o tom mais baixo de Bolsonaro oferece algum respiro à atmosfera rarefeita no campo político-institucional, mas analistas lembram que reviravoltas de discurso do presidente têm ocorrido desde o início de seu governo.

O dólar, apesar da firme queda desta quinta, não devolveu todo o rali da véspera (+2,84%) e ainda está 0,99% acima dos níveis de sexta-feira passada, antes, portanto, dos eventos do 7 de Setembro.

"A nota divulgada há pouco por Bolsonaro é um sinal claro de tentativa de apaziguamento. Não acho que teremos um endereçamento completo do tensionamento, mas certamente há espaço para os ativos locais consumirem parte do prêmio de risco que foi criado nos últimos dias", comentou em seu blog Dan Kawa, diretor de investimentos e sócio da TAG Investimentos.

O dólar à vista encerrou a quinta-feira em baixa de 1,80%, a 5,2277 reais, maior queda percentual diária desde 24 de agosto passado (-2,25%).

Na mínima da sessão, atingida após a divulgação da nota do presidente, a moeda tocou 5,222 reais (-1,91%). Na máxima, tocada ainda na primeira hora de negócios, o dólar subiu 0,21%, a 5,335 reais.

Pouco antes de a nota oficial do presidente da República vir a público (por volta de 16h30), o dólar estava em queda de 0,31%, a 5,3072 reais. O viés de baixa, apesar de tímido, se sustentava na fraqueza da moeda norte-americana no exterior, enquanto investidores tentavam digerir dados de emprego nos EUA e a sinalização do Banco Central Europeu (BCE) de redução de estímulos.

A partir do início da sessão vespertina, a queda do dólar no Brasil arrefeceu conforme o mercado de juros futuros sofria uma liquidação que provocou alta de mais de 60 pontos-base na taxa do contrato janeiro 2023 --que reflete apostas para mudanças na Selic entre hoje e o fim de 2022. O aumento em pontos-base foi o mais forte em mais de 16 meses.

Na sessão estendida e já sob efeito do alívio pós-nota do presidente Bolsonaro, o DI janeiro 2023 diminuiu a alta para ainda expressivos 26 pontos-base.

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