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Review: “Wonder Boy: Asha in Monster World” é uma nostálgica volta ao passado

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Review: “Wonder Boy: Asha in Monster World” é uma nostálgica volta ao passado
Review: “Wonder Boy: Asha in Monster World” é uma nostálgica volta ao passado

Recém-lançado para o PlayStation 4 e Switch (e em breve no Steam), Wonder Boy: Asha in Monster World é parte de uma das franquias mais antigas (e confusas) da história do videogame, uma série que começou em 1986 com o lançamento de “Wonder Boy” para os arcades.

Aqui no Brasil a série é mais conhecida pelas versões adaptadas pela Tectoy, que além de traduzir o texto substituíam os personagens originais pelos da Turma da Mônica.

Assim, Wonder Boy in Monster Land virou Mônica no Castelo do Dragão para o Master System, Wonder Boy III: The Dragon’s Trap virou Turma da Mônica em: o resgate (também para o Master) e Wonder Boy in Monster World, no Mega Drive, virou Turma da Mônica na Terra Dos Monstros.

No Brasil jogos da série Wonder Boy (à esquerda) foram adaptados com personagens da Turma da Mônica (direita).
No Brasil jogos da série Wonder Boy (à esquerda) foram adaptados com personagens da Turma da Mônica (direita).

Mas o quarto jogo da série: Monster World IV, lançado em 1994 no Japão para o Mega Drive, levou 14 anos para chegar ao ocidente: foi só em 2008 que ele ganhou uma versão em inglês no Virtual Console do Nintendo Wii.

Uma pena, já que os fãs do “Mega” foram durante muito tempo privados de um jogo que, além de um dos melhores da série, também é um dos melhores do console, com belíssimos gráficos e ótima jogabilidade.

O que nos traz de volta a Wonder Boy: Asha in Monster World. O jogo é um remake de Monster World IV com gráficos aprimorados em 3D, que lhe dão uma aparência de anime, trilha sonora remixada e diálogos dublados, que segue fielmente o molde original.

Os novos gráficos dão a “Wonder Boy: Asha in Monster World” a aparência de um anime
Os novos gráficos dão a “Wonder Boy: Asha in Monster World” a aparência de um anime

Ênfase no “fielmente”: o layout das fases, comportamento dos inimigos, animações e até mesmo os diálogos dos personagens são absolutamente idênticos, ao ponto de que quem jogou o original terá uma sensação de “dejá vu” do início ao fim, com pouca coisa nova para ver ou fazer.

Isso não quer dizer que Wonder Boy: Asha in Monster World seja ruim. É um jogo de plataforma com ação lateral e um leve toque de RPG onde a personagem principal, uma menina chamada Asha, explora templos antigos acompanhada de seu mascote Pepelogoo, um bichinho voador azul, numa tentativa de libertar quatro espíritos guardiões que foram aprisionados por uma força sombria que quer dominar o mundo.

Um dos quatro espíritos guardiões que devem ser libertados pelo jogador em “Wonder Boy: Asha in Monster World”
Um dos quatro espíritos guardiões que devem ser libertados pelo jogador em “Wonder Boy: Asha in Monster World”

O “hub” que conecta um templo ao outro é a cidade de Rapadagna, e conversando com seus habitantes Asha vai, aos poucos, descobrindo a origem da ameaça. Mas ao contrário de RPGs modernos, aqui a história se desenrola de forma absolutamente linear, sem árvores de diálogo ou decisões importantes a serem tomadas pelo jogador.

Os templos são longos, com um design valoriza a memorização. Mas não espere algo como um “Metroidvania”: assim como a história, eles são lineares. Você raramente será forçado a voltar a uma área por onde há passou para adquir um novo item ou habilidade. Se por um acaso um obstáculo surgir no seu caminho, pode ter certeza de que a solução está ali do lado.

Um ponto digno de nota é o papel de Pepelogoo na jogabilidade: além de um dos pontos centrais da história, ele é uma ferramenta versátil que pode ser usada para alcançar lugares mais altos, se proteger de lava, navegar por rios, acionar chaves, coletar itens e muito mais. A solução de vários puzzles envolve descobrir quando, e onde, chamar a ajuda da mascote.

Já as batalhas com os chefes são um reflexo da época em que Monster World IV foi desenvolvido: apesar de grandes, todos atacam com padrões facilmente previsíveis. Depois que você os aprende, uma batalha se resume a se esquivar dos ataques, esperar uma oportunidade, atacar e repetir o processo.

Algumas “vending machines” operadas por um gênio vendem corações e itens que recuperam a energia de Asha
Algumas “vending machines” operadas por um gênio vendem corações e itens que recuperam a energia de Asha

Duas mudanças muito bem-vindas em relação ao original são o “modo fácil”, que aumenta a quantidade de corações que restauram a energia de Asha (algo muito útil após a primeira metade do jogo, quando a dificuldade sobe) e a capacidade de salvar a partida a qualquer momento.

Anteriormente, isso só podia ser feito encontrado um “sábio” que registrava sua jornada em pontos específicos das fases. O personagem ainda existe, e faz piada com esta mudança dizendo que as coisas “são muito melhores do que antes” e que “vai ficar sem emprego”. Também há mais “slots” para salvar a partida, 12, em vez dos 3 no original.

Os inimigos são poucos, e você raramente se verá “cercado” por eles.
Os inimigos são poucos, e você raramente se verá “cercado” por eles.

Sobre a dublagem, vale mencionar que ela só está disponível em japonês, e o único idioma para os textos do jogo é o inglês. Algo incomum, já que hoje não é raro os jogos virem com opções de áudio e texto ao menos nos principais idiomas europeus, muitas vezes até no nosso português. Perguntei aos desenvolvedores se há planos para uma atualização com mais idiomas, mas não tive resposta.

“Wonder Boy: Asha in Monster World” é como um bom filme da sessão da tarde, despretensioso, mas que te cativa pela ambientação e certamente renderá algumas horas de diversão.

Leia mais:

Fãs da série que querem algo novo devem procurar “Monster Boy and the Cursed Kingdom”, uma verdadeira sequência que foi lançada para Switch, Xbox One e PS4 em 2018 e Stadia em abril de 2020. Mas quem nunca jogou o original tem aqui uma excelente oportunidade.

O jogo estará disponível em versões físicas e digitais. As cópias físicas para o PS4 e Switch são publicadas pela ININ Games e custarão US$ 39,99 (cerca de R$ 212 em conversão direta). Ambas incluem, como bônus exclusivo, o Monster World IV original.

Já as versões digitais para ambos os consoles são publicadas pelo STUDIOARTDINK e custarão US$ 34,99 (cerca de R$ 184). Uma versão para PC, com o mesmo preço, será lançada no Steam em 29 de junho. Entretanto, as versões digitais não incluem o jogo original.

Conteúdo da edição de colecionador de Wonder Boy: Asha in Monster World. Imagem: Divulgação
Conteúdo da edição de colecionador de Wonder Boy: Asha in Monster World. Imagem: Divulgação

Também há edições de colecionador, que estão sendo publicadas pela Stricty Limited Games. Os preços podem variar de € 99,99 (cerca de R$ 641) a € 179,99 (cerca de R$ 1.100).

Observação: A versão de “Wonder Boy: Asha in Monster World” analisada neste review é a digital para o Nintendo Switch, com código fornecido pelos desenvolvedores

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