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Review The Sims 4 Vida no Ensino Médio: A redenção da EA após Vida Universitária

Mais uma vez, a EA surpreendeu os jogadores com o lançamento de uma nova DLC da franquia The Sims. Estamos falando, nesse caso, de The Sims 4 Vida no Ensino Médio, que chega para explorar um nicho até então deixado de lado: os adolescentes.

Já não é de hoje que os jogadores reclamam dos sims adolescentes, que se assemelham tanto com os jovens adultos que acabam sendo ofuscados. Já tínhamos um pacote em que podíamos acompanhar o sim até a universidade, então agora a proposta é bem parecida, com possibilidades de ver o dia a dia do adolescente na escola, tornando a experiência cada vez mais realista.

A diferença aqui reside na execução. Enquanto The Sims 4 Vida Universitária peca em uma experiência limitada e pouco empolgante, Vida no Ensino Médio vem para corrigir essas questões, algo que falaremos mais para frente.

Criar um Sim

(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)
(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Como já é de se esperar dos novos itens de pacote, pelo menos no que diz respeito ao Criar um Sim, tudo parece muito mais ultrapassado do que precisava. Não é uma DLC que se compra pensando nas novas roupas, porque são poucas as que realmente se destacam por uma estética agradável.

É claro que, quem já joga há bastante tempo, está acostumado com a identidade brega do vestuário, e isso acaba não sendo tanto incômodo assim. De qualquer forma, você pode verificar tudo o que vem no Criar um Sim e todos os novos itens do Modo Construção na própria página da EA. Se isso for de grande importância, vale a pena ver se são do seu agrado antes de comprar o pacote, que custa R$ 199.

Uma boa notícia é que o pacote de expansão traz um novo tipo de aspiração chamado adolescente, em que se pode escolher uma das quatro aspirações relacionadas: drama, festa, popularidade ou habilidades. Existem alguns novos traços também, como "exigente".

(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)
(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Mas a atualização que todo mundo sempre implorou para a EA finalmente chegou com o lançamento desse pacote: os pelos corporais. Os jogadores não conseguiam entender como tínhamos isso em versões mais antigas do jogo, e isso não tinha sido lançado no The Sims 4 ainda. Com a novidade, é possível colocar pelos nos braços, no peito ou nas pernas, o que colabora para um realismo ao personagem.

Jogabilidade

(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)
(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Nesse novo pacote, somos apresentados à cidade de Copperdale, que não traz novidades muito empolgantes como os apartamentos de Vida na Cidade, mas merece admiração por causa do parque de diversões, algo nunca visto antes — e que combinou bastante com a proposta, com aquela atmosfera de coisa teen.

O lado ruim é que não dá para interagir tão bem com os brinquedos quanto poderia, o que deixa o jogador com vontade de ter essa experiência. Fora o píer, a nova cidade não traz muitos lugares para se explorar, com exceção talvez do brechó, que acompanha uma das grandes novidades da expansão: o Trendi. Trata-se de uma rede social para estilistas, em que se pode criar e vender visuais.

(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)
(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Justiça seja feita: a escola do jogo é muito mais legal que a universidade, já que você realmente consegue explorar o ambiente, assistir às aulas e participar de atividades extracurriculares (como líder de torcida ou clube de xadrez, por exemplo).

Os desafios propostos ao longo das aulas não são difíceis, e acabam até sendo realizados de maneira automática. Uma parte positiva é que entre as aulas, tem também o período de almoço, em que o seu sim pode finalmente interagir com os outros alunos.

(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)
(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Os bailes representam grandes novidades da expansão, e realmente trazem aquela sensação de filme norte-americano, em que se faz a votação do Rei e Rainha do baile, ou se convida o interesse romântico para ir à cerimônia junto.

É um ponto positivo para o pacote, e realmente cumpre o que propõe, mas o ponto negativo é que o tempo real é muito pequeno para que se realize as tarefas necessárias, o que pode ser desafiador e frustrante.

(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)
(Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Com exceção da escola e das aulas, o grande destaque do pacote vai para o Coelho Social, que é uma mistura bem legal de Twitter com Facebook. Você pode adicionar os seus amigos e acompanhar e até reagir às publicações, além de enviar mensagens amigáveis ou paqueradoras.

Além do Coelho Social, toda a experiência dos sims com o celular está diferente com a chegada desse pacote. Chega a ser viciante: toda hora você vai querer olhar o Coelho Social para saber o que está acontecendo, quais mensagens o seu sim recebeu, etc. Bem parecido com as redes sociais da vida real.

The Sims 4 Vida no Ensino Médio vale a pena?

Um grande problema do pacote é que ele está sendo vendido como uma expansão, o que custa bem caro e eleva as expectativas. Cumpre muito bem os critérios de um pacote de jogo, mas como expansão, não compensa tanto assim.

A sensação é que o The Sims 4 Vida no Ensino Médio chegou como uma redenção do The Sims 4 Vida Universitária, que consegue ser um dos piores da franquia. Embora ele realmente seja bem melhor na prática, pode ser bem enjoativo, já que as aulas são sempre a mesma coisa. A vantagem é que você pode desativar o acompanhamento do adolescente às aulas sempre que quiser, e reativar quando bater aquela saudade.

Fonte: Canaltech

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