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Review Samsung Odyssey G9 | Um monitor gamer robusto em todos os sentidos

·11 minuto de leitura

A linha de monitores Odyssey da Samsung se destaca por conseguir oferecer recursos gamer e boa qualidade de imagem a cada tipo de público: o G5, mais básico, traz display ultrawide curvo e alta taxa de atualização; o G7, por outro lado, promete cores realistas com a tecnologia QLED. No entanto, a estrela da família é o Odyssey G9, um monitor que chama atenção pelo seu tamanho gigante.

Inclusive, confesso que, na primeira vez que bati o olho no Odyssey G9, fiquei intimidado, mas no bom sentido. A primeira coisa que pensei foi na experiência durante a jogatina que, na teoria, seria muito mais imersiva; a segunda, mais importante para mim, foi na usabilidade no trabalho, pois seu tamanho avantajado me permitiria dividir tarefas na tela sem precisar alternar com o atalho ALT + TAB — só quem mexe com muitas abas ao mesmo sabe como é chato.

Tive a oportunidade de usar o Odyssey G9 como meu monitor principal para trabalhar e jogar por um tempo e conto todas as minhas impressões sobre ele nos próximos parágrafos. Por ser tão grande e cheio de recursos, ele é bom em tudo? E se você curtir o monitor, deixaremos uma oferta especial no final desta análise para você!

Prós

  • Cores extremamente vivas e definição impecável;

  • Grande potencial para produtividade;

  • Construção robusta e ajustável;

  • Núcleo de iluminação na traseira;

  • Experiência em jogos bastante imersiva.

Contras

  • Nem todos os conteúdos se adaptam ao formato 32:9;

  • Não traz entradas mais atuais, como HDMI 2.1 e USB-C;

  • Botão de acesso a configurações pode parecer frágil.

Construção e design

Como comentei na introdução desta análise, o Odyssey G9 me intimidou quando o olhei pela primeira vez: ele é maior que minha smart TV TU7000 de 43 polegadas em largura, chegando a ser até exagerado para um monitor que geralmente olhamos bem de perto. São 49 polegadas na proporção 32:9, que equivale a dois monitores de 27 polegadas cada, conferindo-lhe um corpo desproporcional, ao menos em um primeiro momento.

O Odyssey G9 é um monitor que intimida pelo seu tamanho avantajado (Imagem: Ivo/Canaltech)
O Odyssey G9 é um monitor que intimida pelo seu tamanho avantajado (Imagem: Ivo/Canaltech)

Suas dimensões maiores também são um desafio na hora da montagem, pois o cuidado terá que ser redobrado. Felizmente, quando montado, o Odyssey G9 é uma peça bastante robusta e que não balança com facilidade, diferente do que percebi o G5. A base, por sua vez, é consideravelmente maior e permite ajustar a altura, a inclinação e a rotação do monitor.

Com relação ao visual, o monitor da Samsung é até discreto, considerando suas dimensões bastante robustas. Ele é vendido apenas na cor branca, mas traz algumas linhas diagonais e aberturas na parte traseira que o deixam com um visual meio futurista.

O Odyssey G9 é um monitor gamer com dimensões muito exageradas, mas isso é o que faz dele um produto único.

O “gamer” do produto fica mais evidente pela presença de um núcleo no centro do produto, que faz a conexão com o suporte. Esse núcleo, batizado pela Samsung de “núcleo de iluminação infinito”, permite que o usuário personalize a cor da região, podendo escolher entre diversas opções de iluminação e efeitos. O brilho, no entanto, não é tão forte, portanto não deve refletir na parede.

Núcleo de iluminação infinito permite alterar entre diversas cores e efeitos (Imagem: Ivo/Canaltech)
Núcleo de iluminação infinito permite alterar entre diversas cores e efeitos (Imagem: Ivo/Canaltech)

O suporte não serve somente para conectar a tela à base. Ele possui uma abertura onde é possível passar todos os cabos por dentro de sua estrutura, o que é um ponto bastante positivo, pois esconde a maior parte dos cabos e deixa o ambiente mais limpo.

Finalizando a parte de construção, temos um único botão em forma de joystick na região central inferior para acessar as configurações do monitor. É por ele, por exemplo, que se pode ligar/desligar o produto, alterar as cores e efeitos do núcleo de iluminação infinito, personalizar a aparência da tela, definir a taxa de atualização do display e o tempo de resposta, além de ativar o modo PiP (Picture-in-Picture), o que falarei mais a frente.

Em um primeiro momento, pode parecer que o botão de acesso a essas configurações é frágil — inclusive, durante os testes me peguei “com medo” de utilizá-lo, até porque uma peça de reposição não deve ser nada barato. Embora não pude perceber nenhum problema com o joystick durante o período de teste, seria muito boa a presença de um controle remoto por aqui, mesmo que não seja uma característica muito comum em monitores.

Conectividade

O Odyssey tem um kit de conexões muito decente para quem procura jogar por um computador ou simplesmente simular o uso de duas telas e conectar duas fontes de sinal, como um PC e um console. Ele oferece duas portas DisplayPort 1.4, uma entrada HDMI 2.0, duas USB-A 3.0, uma entrada para fones de ouvido e outra para cabo de força.

Kit de conexões do Odyssey G9 permite adicionar uma segunda fonte de sinal (Imagem: Ivo/Canaltech)
Kit de conexões do Odyssey G9 permite adicionar uma segunda fonte de sinal (Imagem: Ivo/Canaltech)

Durante os testes, utilizei apenas uma das portas DisplayPort 1.4, o que já foi o suficiente para jogar sem problemas. Entretanto, além dos jogos, notei um grande potencial do Odyssey G9 para quem faz transmissões ao vivo na internet, por exemplo, pois é possível dividi-lo em dois e exibir duas fontes de sinal ao mesmo tempo com o modo PiP. Isso é válido caso o objetivo seja transmitir um jogo de um console e utilizar o sinal do PC para o programa OBS Studio.

Caso você esteja procurando um monitor como o Odyssey G9 para extrair o máximo do seu PlayStation 5 ou Xbox Series X/S, no entanto, aí vai uma notícia não tão boa: o HDMI 2.0 já é considerado um padrão relativamente antigo e suporta apenas conteúdos em 4K a até 60 Hz. Por ser se tratar de um monitor tão caro, seria ideal se ele possuísse, pelo menos, uma entrada HDMI 2.1, que já habilitaria mídias em 8K e, até mesmo, 4K a 120 Hz, o máximo que os consoles de nova geração aguentam.

Tela

Agora, vamos falar do principal destaque do Odyssey G9: a sua tela. Ela tem 49 polegadas na proporção 32:9, o que equivale a dois monitores de 27’’ (16:9) lado a lado. Além disso, o que não dá para deixar de mencionar é a sua curvatura com raio de 1000R, consideravelmente maior em relação ao seu antecessor e a outros modelos concorrentes, que geralmente possuem 1500R ou 1800R — quanto menor o número, mais curva a tela é.

Qualidade de imagem do monitor da Samsung é excelente, mas você precisa ter uma máquina tão robusta quanto ele (Imagem: Ivo/Canaltech)
Qualidade de imagem do monitor da Samsung é excelente, mas você precisa ter uma máquina tão robusta quanto ele (Imagem: Ivo/Canaltech)

Apesar de visualmente estranho em um primeiro momento, o display mais angulado do Odyssey G9 é benéfico principalmente no ângulo de visão, deixando a visualização dos conteúdos mais natural. Nas primeiras horas utilizando o monitor para trabalhar, inclusive, achei um pouco estranho ficar olhando constantemente para a tela de tão perto, mas é apenas questão de tempo até acostumar — na minha casa, uso um monitor 16:9 de 22 polegadas, portanto imagine a diferença.

A resolução do monitor é de 5.120 por 1.440 pixels, batizada pela própria Samsung de Dual QHD devido à sua equivalência a dois monitores QHD lado a lado. A resolução, aliada ao painel QLED e aos padrões HDR1000 e HDR10+, resulta em uma explosão de cores vivas, definição impecável e brilho intenso.

Completam a ficha técnica robusta do Odyssey G9: taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 1 ms e suporte às tecnologias G-Sync, caso você tenha uma placa de vídeo da NVIDIA, e FreeSync Premium Pro, compatível com GPUs da AMD. Essa combinação é ideal para jogadores, pois mantém a placa de vídeo e a tela sincronizadas, eliminando cortes, atraso na tela e instabilidades na imagem.

Seja para jogar ou trabalhar, o Odyssey G9 entrega uma qualidade de imagem excelente, alcançando todo espaço de cor sRGB, além de trazer ótima definição e fluidez na jogatina.

Jogos e consumo de mídia

Como é de se esperar de um monitor topo de linha, a qualidade da imagem é excelente, seja trabalhando ou jogando. Mas, é importante deixar claro que a máquina também precisa ser robusta para acompanhar toda a potência do Odyssey G9. O computador que utilizei para os testes, por exemplo, possui uma placa de vídeo GeForce RTX 3070, um processador Intel Core i9-9900K e 64 GB de RAM.

Jogos como Destiny 2, Apex Legends, Overwatch e F1 2020 são alguns dos títulos que se beneficiam do formato 32:9 do Odyssey G9, possibilitando uma experiência extremamente imersiva. No simulador de Fórmula 1, em específico, fiquei maravilhado com a adaptação ao monitor, pois realmente passou a sensação de que eu estava ali, sentado no banco do veículo, ouvindo os instrutores dando as dicas nos cantos da tela.

Algumas considerações sobre jogos de tiro em primeira pessoa: obviamente, as imagens saltam aos olhos, mas a jogatina não é muito imersiva, já que é praticamente impossível ficar atento a todos os detalhes exibidos na tela durante um tiroteio. Vale comentar, também, que alguns títulos não se adaptaram ao formato 32:9 do Odyssey G9. Dead By Daylight, por exemplo, até preencheu toda extensão do display, mas alguns elementos da interface ficaram cortados.

Em filmes e séries, o mesmo problema que mencionei na análise do Odyssey G5 se encontra por aqui, mas ao quadrado. Devido ao formato ainda mais esticado, muitas mídias disponíveis em plataformas de streaming, principalmente séries que são gravadas geralmente em 16:9, não se adaptaram, adicionando duas grandes barras nos lados. Uma solução que encontrei para "solucionar" isso foi dividindo a tela em duas partes, conseguindo, assim, assistir a um conteúdo em uma delas.

Produtividade

Surpreendentemente, ou não, onde o Odyssey G9 mais me conquistou foi no seu potencial para produtividade. Isso porque pude dividir a tela de 49 polegadas em partes e separar várias abas de navegador e programas, de modo a eliminar o uso do atalho ALT + TAB — pelo menos durante o período em que o testei.

Um jeito fácil de fazer essa organização foi usando o Easy Setting Box, um software da própria Samsung que oferece diversas opções de layouts para dividir as tarefas. Como meu trabalho requer bastante pesquisa e checagem de informações, mantive o formato de divisão em três colunas, com o Google Docs no meio, o YouTube na coluna esquerda e uma lista de sites na direita.

Concorrentes diretos

Monitores com tela de 49 polegadas não são muito comuns no mercado, principalmente o brasileiro, portanto o Odyssey G9 é atualmente a referência quando o assunto é potência e robustez. No entanto, se você está em busca de um produto de mesmo tamanho, seja para jogar ou trabalhar, e não quer gastar muito caro, vale mencionar o ROG Strix XG49VQ, da ASUS, que poderia ser encontrado por cerca de R$ 5,5 mil na data de publicação desta análise.

(Imagem: Divulgação/ASUS)
(Imagem: Divulgação/ASUS)

Obviamente, você vai perder uma série de recursos: a resolução, por exemplo, é apenas Full HD; o tempo de resposta é de 5 ms, contra 1 ms do Odyssey G9, a taxa de atualização é de 144 Hz (240 Hz do modelo da Samsung); e o display é menos curvo. Ainda assim, você terá suporte ao modo PiP, podendo conectar duas fontes de saída ao monitor, e algumas funções interessantes para jogadores, casos de FreeSync 2, GamePlus e GameVisual.

Da mesma faixa de preço do Odyssey G9, temos o ROG Swift PG43UQ de 43 polegadas, que já sobe o patamar e oferece resolução 4K, 1 ms de tempo de resposta e 144 Hz de taxa de atualização. O monitor também é considerado o primeiro do mundo com tecnologia Display Stream Compression (DSC), que promete visuais 4K mais suaves.

Conclusão

Pode parecer clichê, mas o Odyssey G9 é um monitor gamer para ninguém colocar defeito. Ele é muito robusto, ajustável, traz um núcleo de LED RGB na traseira, oferece um kit de conexões decente e alguns dos melhores recursos gamer da indústria, como taxa de atualização de 240 Hz e 1 ms de tempo de resposta. Além da ótima experiência em jogos, o grandalhão da Samsung é uma boa opção para produtividade, pois praticamente elimina o uso do ALT + TAB.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Entretanto, é preciso considerar algumas coisas antes de pensar em adquirir um Odyssey G9: uma delas é possuir uma máquina bastante robusta para acompanhar toda a potência do monitor; também vale mencionar o tamanho avantajado do monitor, que faz dele um produto não muito flexível para qualquer ambiente. Além disso, ele não deve extrair todo o desempenho de um console de nova geração, pois não traz uma porta HDMI 2.1.

Talvez a principal consideração sobre o Odyssey G9 seja o seu preço. Na data de publicação desta análise, o monitor gamer poderia ser encontrado entre R$ 9,6 mil e R$ 10,6 mil. Por esse valor, seria possível comprar dois Odyssey G7 de 27’’, que também traz resolução QHD, taxa de atualização de 240 Hz e tempo de resposta de 1 ms, e ainda sobrar dinheiro para adquirir um headphone gamer.

Agora, se dinheiro não for um empecilho para você, o Odyssey G9 é o monitor mais robusto e completo disponível no mercado brasileiro.

Curtiu o gigante Odyssey G9? Confira abaixo a oferta especial que preparamos para você!

Fonte: Canaltech

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