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Review Samsung Galaxy Watch 4 | Novo hardware e SO, mas a mesma cara

·18 minuto de leitura

A Samsung atualizou sua linha de smartwatches em 2021 com o anúncio de dois modelos: o Galaxy Watch 4 e o Galaxy Watch 4 Classic. Os dois compartilham especificações internas, mas há detalhes visuais levemente distintos. Enquanto o Classic tem um design mais tradicional e a coroa física, o Galaxy Watch 4 chega com acabamento moderno e o foco nos esportes.

Com esses lançamentos, a Samsung parece ter abandonado a linha Active, uma vez que é bem perceptível: o Galaxy Watch 4 é um sucessor do Galaxy Watch Active 2. Os visuais entregam bem tal posicionamento do produto e a separação da linha Classic finaliza o argumento, já que o Galaxy Watch 4 Classic chega como o irmão mais novo do Galaxy Watch 3.

A linha Galaxy Watch 4 é a mais recente grande revolução nos smartwatches da Samsung. Ela marca a aposentadoria do sistema Tizen e, portanto, a chegada do WearOS da Google, bem como inaugura os novos processadores Exynos de 5 nanômetros, com um conjunto de hardware mais equilibrado e pronto para o dia a dia intenso.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

Dito isso, hoje nós vamos focar no Galaxy Watch 4, que é o aparelho que recebemos para review. Disponível em versões de 40 e 44 milímetros, o Galaxy Watch 4 tem leves diferenças entre suas variantes, principalmente no que diz respeito à bateria. O foco nos esportes é evidente, mas será que ele é um bom companheiro para outras ocasiões? Vamos ver!

Prós

  • Hardware aprimorado;

  • Desempenho de ponta;

  • Sistema WearOS;

  • Boa variedade de apps;

  • Sensor Samsung BioActive é inovador.

Contras

  • Visual moderno, mas pouco inovador;

  • Bateria de baixa capacidade.

Design e Construção

O Galaxy Watch 4 é um relógio que tem um visual bastante moderno, mas, considerando a ideia de ser um sucessor do Galaxy Watch Active 2, temos aqui um design mais esportivo, ou seja, sem a coroa física. O novo smartwatch da Samsung tem o corpo com o mesmo tipo de formato circular já padrão da marca, o que significa a presença de uma tela arredondada.

Nas bordas, temos dois botões de um único lado, local onde a Samsung também incluiu sensores para a utilização de funções especificas (vamos comentar depois sobre tais características). Outros sensores ficam instalados na parte inferior do relógio, justamente para as medições no pulso.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

A pulseira segue a ideia que já vemos desde o primeiro Galaxy Active, que parecem ser feitas de fluorelastômero flexível, com algumas leves mudanças na composição. Vale notar que a fabricante envia uma pulseira de tamanho único, que deve servir perfeitamente para quase qualquer tamanho de pulso.

  • Dimensões (L x C x E): 40,4 x 39,3 x 9,8 mm

  • Peso: 25,9 g

Trata-se de um modelo extremamente parecido com o que já vimos nos últimos anos por parte da Samsung. Nas especificações, ele tem praticamente os mesmos números do Galaxy Watch Active 2, exceto por diferenças na ordem de casas decimais de milímetros. O peso também não mudou quase nada. Assim, fica a questão: quais são as novidades?

No todo, o design do Galaxy Watch 4 é bonito, mas ele traz pouca inovação. Aliás, talvez o grande diferencial tenha deixado o produto menos atraente. As mudanças mais perceptíveis estão na tela, que agora é mais plana (enquanto nos anteriores, o display tinha o entorno levemente curvado), e nas bordas laterais que são de um material menos brilhoso e mais liso.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

Como um feliz proprietário do Galaxy Watch Active de primeira geração, eu não vejo o design do Galaxy Watch 4 como um grande acerto, já que até mesmo um smartwatch de três anos atrás consegue ser mais atraente. Às vezes, a estagnação pode não ser um problema, mas a fabricante sempre corre o risco de frustrar as expectativas de seus próprios usuários.

De qualquer forma, é inegável que a qualidade de construção ainda impressiona e este deve ser um smartwatch de boa durabilidade (digo por experiência com outros modelos da marca). Além disso, mesmo sendo um design já conhecido, o visual do Galaxy Watch 4 ainda não é algo que podemos considerar desatualizado.

Por outro lado, um aspecto importante é a competitividade do Galaxy Watch 4 frente ao Apple Watch 6, que é seu principal concorrente. E, aliás, mesmo com design inalterado por anos, o Apple Watch faz sucesso entre os fãs da marca e chama atenção por ser único em seu estilo. Assim, uma nova pegada poderia ser benéfica para a Samsung, ainda mais em mercados como o Brasil, em que as duas marcas brigam sempre entre os produtos mais vendidos do segmento.

Tela

As medidas e o design já denunciam que o tamanho de tela do Galaxy Watch 4 não é muito diferente do que já vimos no Galaxy Watch Active 2 e, de fato, o que temos aqui é um display com a mesma medida de 1,2 polegada e, portanto, uma borda bem similar ao redor.

Não há muito como fugir deste padrão, já que um visor maior requisitaria um corpo maior e considerando que telas redondas tem menor aproveitamento de espaço, é normal que a diagonal da tela do Galaxy Watch 4 seja menor do que a de concorrentes que usam telas retangulares.

Apesar de parecer a mesma tela do Active 2, a diferença existe quando ligamos o produto e nos deparamos com uma tela de definição aprimorada. O painel circular do Galaxy Watch 4 tem resolução de 396 x 396 pixels, o que pode não parecer muito, mas estamos falando de um relógio com tela muito pequena, então pode ter certeza que a qualidade é excelente!

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

O painel é do tipo Super AMOLED, o que é excelente para entregar cores vivas mesmo em ambientes com muita iluminação (como num dia ensolarado, por exemplo) e economizar bateria ao desligar os pixels na cor preta (um truque simples que pode garantir maior autonomia de bateria).

A tela Super AMOLED do Galaxy Watch 4 tem resolução maior e exibe imagens fantásticas, o que torna a experiência muito agradável

Aliás, a tela do Galaxy Watch 4 conta com a função Always-On. Ou seja, ela pode ficar 100% do tempo ligado, ainda que isso signifique a bateria será consumida com muita rapidez (vamos falar disso posteriormente). Na camada mais externa, a Samsung utilizou a proteção Gorilla Glass DX+, então talvez este relógio não sofra tanto com riscos.

Configuração e Desempenho

Agora sim, vamos falar das grandes inovações do Galaxy Watch 4: os componentes de hardware. No interior do novo smartwatch da Samsung, temos uma boa combinação com o novo chipset Exynos W920, que conta com processador dual-core de 1,18 GHz com tecnologia Cortex-A55 e chip gráfico Mali-G68.

Trata-se do primeiro componente de 5 nanômetros da Samsung em um relógio e representa uma evolução se comparado com Galaxy Watch 3 e os dois modelos Galaxy Watch Active, que usavam chipset de 10 nanômetros: o Exynos 9110, que tem CPU dual-core de 1,15 GHz Cortex A53. Este pode ser um ganho tímido em clock, mas que pode dar uma leve folga nos apps.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

As grandes vantagens do Galaxy Watch 4 estão na memória RAM e no armazenamento. Enquanto, os modelos Galaxy Watch Active contavam com 768 MB de RAM e o Galaxy Watch 3 tinha 1 GB, os novos Galaxy Watch 4 têm 1,5 GB de memória RAM, o que pode dar uma boa folga para executar vários apps em paralelo.

Já para guardar os softwares e arquivos (ainda mais se você quiser guardar playlists de músicas para curtir em modo offline), o Galaxy Watch 4 sai na frente com 16 GB de memória de armazenamento. Isto representa um salto gigantesco, ainda mais se comparado com a linha Active que tem apenas 4 GB e exigia constantes gerenciamento do espaço disponível.

Esse combo do Galaxy Watch 4 certamente é benéfico para o novo WearOS da Google, que roda com a interface One UI Watch 3. Tal configuração garante uma performance bem lisa na maior parte do tempo, mas é claro que a experiência geral vai depender dos apps em execução.

De qualquer forma, não pense que o sistema de pulso ou os apps voltado para relógio são leves. Com a interface personalizada e alguns apps podendo consumir muitos recursos, é bem comum ver quase 1 GB de memória ocupado dos 1,35 GB disponíveis (isto de acordo com o próprio software Galaxy Wearable, que roda no celular e permite acessar detalhes do relógio).

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech
Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

No geral, a alternância entre apps é rápida, os menus fluem com movimentos bem naturais e não há muitos engasgos perceptíveis. Talvez, as únicas situações em que é possível ver algumas quedas de desempenho é com o visor Emoji AR ativado, em que personagens 3D usam o chip gráfico na potência máxima, e as animações nem sempre são tão eficientes.

Quanto à troca do sistema, é de se questionar o quanto isso é benéfico, já que o Tizen era a grande cartada da Samsung para ter seu sistema sendo útil e recebendo aprimoramentos constantes. Todavia, a gente sabe que o software já não recebia grandes melhorias há algum tempo, talvez até por conta dessa migração planejada.

A chegada do WearOS é bem-vinda, afinal por ser um "Android de relógio", o sistema da Google tende a receber mais atualizações e a ter uma gama muito maior de apps, já que isto pode facilitar a adaptação de softwares já famosos. Sem precisar pesquisar muito, é possível achar versões do Telegram, VLC, Calm, Shazam e outros famosos.

A configuração de hardware aprimorada e o novo WearOS fazem o Galaxy Watch 4 ficar ainda mais completo

Curiosamente, a Samsung revela em seu site oficial que o sistema do Galaxy Watch 4 é o Wear, um software de desenvolvimento próprio. Seja como for, o sistema ainda tem uma quantidade modesta de apps, porém ele já leva vantagem por receber apps oficiais da Google, como YouTube Music. Para os assinantes do Spotify não muda muita coisa, já que até o Galaxy Watch Active 1 (ou ainda a Gear Fit 2 Pro) já funcionavam com o Spotify em modo offline.

No geral, a experiência com o Galaxy Watch 4 não muda muito do que existe no Galaxy Watch Active 2, já que a interface continua praticamente intacta com quase o mesmo sistema de navegação. A grande diferença está que agora o menu de apps abre ao deslizar o dedo na tela de baixo para cima e há algumas novidades nas opções dos botões.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech
Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Agora, o botão de cima é o Botão Home e quando pressionado por alguns segundos ativa a Bixby. Já o botão de baixo é o novo Botão Voltar e quando pressionado por alguns segundos ativa o Samsung Pay. Na prática, é como se a fabricante tivesse trocado os recursos de posição, pois no Galaxy Watch Active, tais funções são invertidas.

Falando em Bixby, apesar de usar o WearOS, o Galaxy Watch 4 não tem o Google Assistente, o que parece ser uma imposição da Samsung para forçar sua assistente. Importante: o Galaxy Watch 4 só funciona com celulares Android e algumas funções podem ser melhores em smartphones da Samsung, ou seja, se você tem um iPhone, nem vale a pena cogitar comprar este relógio.

Acompanhamento Físico

Além do novo chipset e de mais memória, o Galaxy Watch 4 se sobressai por trazer um conjunto de sensores mais completo. A principal novidade é o Samsung BioActive, que promete as seguintes funcionalidades: bioimpedância (BIA), eletrocardiograma (ECG), pressão arterial (PPG).

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech
Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

A bioimpedância (BIA) é a medição de massa corporal, que é basicamente um método para detectar dados como gordura corporal, massa gorda, músculo esquelético e água no corpo. Basta 15 segundos para conferir como está sua composição, sendo este um bom método de acompanhamento para quem se preocupa muito com a saúde.

O eletrocardiograma (ECG) já é bem conhecido em outros produtos, sendo um complemento ao tradicional medidor de batimentos cardíacos. Com este recurso, o Galaxy Watch 4 pode realizar medições prolongadas e verificar o ritmo do coração, detectando possíveis anormalidades.

Já a pressão arterial (PPG) é uma funcionalidade para averiguar o nível de oxigênio no sangue, algo que também está presente em outros smartwatches. Com tal recurso, o relógio consegue medir se o sangue está devidamente oxigenado e averiguar se a pressão está dentro da normalidade.

Imagem: Fábio Jordan/Canaltech
Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

Todos esses recursos são muito úteis e funcionam relativamente bem, sendo que há instruções de uso bem claras para cada função. Todavia, a detecção de Pressão Arterial não funcionou no Galaxy Watch 4, sendo que o aplicativo no smartphone sempre acusa não haver um relógio compatível emparelhado.

Os novos sensores do Galaxy Watch 4 fazem ele ser um dos melhores smartwatches do mercado

Os modos de exercícios e incentivos para malhação não mudaram muito dos antigos Galaxy Watch Active para novo Watch 4. No geral, há uma boa variedade de acompanhamentos e opções, incluindo modo para natação, já que o relógio tem proteção IP68, mas não espere novidades significativas como novas interfaces, pois a Samsung reaproveitou tudo para manter a familiaridade entre gerações.

Conectividade

O Galaxy Watch 4 chega em duas versões: Bluetooth e LTE. Ambos contam com GPU, sendo que a única diferença entre eles está na presença da conectividade com redes 4G para os modelos LTE. Os dois usam o padrão Bluetooth 5.0, que já estava presente no Watch 3 e no Active 2, sendo que a grande novidade em conexão é o suporte para Wi-Fi de banda dupla.

Uma característica muito importante para smartwatches é ter sua independência quando estão longes de celulares. Nesse ponto, a maior parte das funções opera normalmente sem a necessidade de usar um smartphone, porém ainda é preciso sincronizar de vez em quando para ter acesso aos relatórios completos de saúde.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

O importante é que o Galaxy Watch 4 funciona perfeitamente para os exercícios físicos e consegue baixar as músicas em apps de streaming sem precisar do celular para tal atividade. Conforme já comentado, este relógio não se conecta com o iOS, então só é recomendado para usuários de Android.

Bateria e Carregamento

Finalmente, chegamos no “calcanhar de Aquiles” do Galaxy Watch 4: a bateria. Enquanto muitas pessoas reclamam sobre os smartwatches que não entregam sequer um dia de autonomia de bateria, a Samsung incluiu uma bateria capaz de entregar até 40 horas de uso, isso de acordo com a promessa da marca.

Pois é, a marca de fato não ouviu muito os consumidores e não fez um upgrade real nesse quesito. Aliás, a bateria não chega nem perto das 40 horas, então se você não gosta de fazer a recarga do seu relógio todos os dias, é bom fugir do Galaxy Watch 4. É claro que o consumo de energia depende dos apps rodando e de configurações como Always-On.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

Em nossos testes, numa rotina comum (sem exercícios) a bateria não alcançou nem 24 horas de uso contínuo, enquanto um dia mais agitado pode fazer a bateria se esgotar facilmente em pouco mais de 12 horas. Veja como testamos:

Teste 1 de bateria (uso corriqueiro)

Uso padrão com brilho moderado (em nível intermediário e com Always-On desligado), apps rodando em segundo plano, instalação de apps, eventuais medições cardíacas e testes com bioimpedância. Neste teste, eu fiz trajetos curtos de caminhada e sem usar fones Bluetooth. Considerando tais parâmetros, a bateria do Galaxy Watch 4 durou cerca de 20 horas.

Teste 2 de bateria (uso em atividades)

Utilização com brilho moderado (em nível intermediário e com Always-On desligado), apps rodando em segundo plano, download de músicas e eventuais medições cardíacas. Neste caso, eu fiz aproximadamente uma hora de exercício (sendo 40 minutos de corrida e 20 minutos de caminhada). Neste cenário, eu ainda usei o Spotify para reproduzir músicas via Bluetooth. Resultado: redução de mais de 30% durante os exercícios. Duração estimada: 12 horas.

Bateria após exerícios caiu mais de 30% - Imagem: Fábio Jordan/Canaltech
Bateria após exerícios caiu mais de 30% - Imagem: Fábio Jordan/Canaltech

A conclusão é bem simples: a bateria do Galaxy Watch 4 é suficiente para cerca de 2 ou 3 horas de exercício com GPS e Bluetooth ativados, mas inevitavelmente você terá que recarregar seu relógio todos os dias e, às vezes, até em duas ocasiões para garantir a utilização até o fim de sua rotina (caso você seja uma pessoa que se exercita muito).

A recarga do Galaxy Watch 4 é relativamente rápida, sendo que ele de fato leva apenas 25 minutos para carregar um quarto de bateria, de modo que é possível usar o relógio por mais algumas horas sem precisar deixá-lo na tomada por muito tempo. A recarga total acontece em 1 hora e 40 minutos usando o carregador que vem na caixa, que por sinal é o mesmo que já tinha no Galaxy Watch Active.

Concorrentes Diretos

O Galaxy Watch 4 tem muitos concorrentes, mas talvez poucos que competem diretamente aqui no Brasil. O detalhe é que a maioria dos smartwatches com WearOS não são vendidos em nosso país, logo outros modelos similares podem ter menos apps ou menor número de funções.

A verdade é que se você quer um smartwatch com assistente pessoal, apto para responder chamadas, com variedade de apps, compatibilidade com Spotify (ou outros apps de música com downloads no smartwatch) e uma bateria que dure muitos dias, suas opções são praticamente nulas, ainda mais no Brasil, onde poucas marcas se arriscam nesse segmento.

Talvez o Garmin VivoActive 4 seja um bom concorrente, que inclusive tem bateria para quase uma semana, mas ele geralmente chega por importação e custa mais de R$ 2.000. Outros modelos competitivos podem ser o Huawei Watch GT 2 (que não tem Spotify, mas que é um relógio bem competente) ou se você não se importa com muitas funções inteligentes, há vários dispositivos da Xiaomi ou Realme que impressionam com baterias de longa duração.

Todavia, o grande concorrente do Galaxy Watch 4 é o Apple Watch 6, já que são os modelos top de linha da Sammy e da Maçã. Inegavelmente, o produto da Apple tem uma gama de apps bem maior, inteligência embarcada superior e desempenho melhor. No entanto, ele perde em questão de sensores, já que não mede bioimpedância.

A bateria do Apple Watch também consegue durar mais (e afirmo isso como alguém que usa o produto todos os dias), sendo possível obter quase 36 horas de uso contínuo. Por outro lado, o relógio da Apple não deve conseguir concorrer em preço, já que ele custa facilmente mais do que R$ 2.700, e o modelo da Samsung deve custar menos que isso assim que estiver à venda.

Entretanto, na questão de concorrência entre Apple e Samsung, a escolha não deve ser tão difícil, pois tudo depende do sistema que você usa em seu smartphone, uma vez que o Galaxy Watch 4 não funciona emparelhado com o iPhone e o Apple Watch não é compatível com os celulares da Samsung.

Conclusão

A nova linha Galaxy Watch 4 causa um misto de sensações. Apesar de representar um avanço em hardware e funções, a confusão entre as versões Watch 4 (que é um Active, mas sem o nome) e Watch 4 Classic podem deixar o consumidor perdido. Após entender a confusão, fica evidente que o Classic apenas se sobressai pela coroa física e visual mais robusto.

Falando especificamente do Galaxy Watch 4, eu vejo que a Samsung está numa fase de transição, em que larga todo seu esforço de anos no Tizen e busca maneiras de convencer o público que o WearOS é uma aposta melhor. Para rodar bem o sistema, a fabricante teve que investir num hardware mais poderoso, o que é uma evolução.

Imagem: Ivo/Canaltech
Imagem: Ivo/Canaltech

Para não lançar o aparelho apenas como um upgrade anual, a marca fez o correto: aplicou seus esforços na verdadeira inovação, que é a presença de sensores mais eficientes e com funções novas. Isto faz do Galaxy Watch 4 um dos relógios mais avançados da atualidade e garante muitos recursos úteis ao consumidor que pretende cuidar bem de sua saúde.

Por outro lado, o Galaxy Watch 4 não representa uma novidade em termos visuais, já que sua similaridade com o Galaxy Watch Active o coloca num patamar abaixo do que era a antiga linha Watch. Para quem está chegando agora na praia da Samsung, o aparelho é a melhor opção sem dúvida, mas para quem já é consumidor, o novo modelo pode ser mais do mesmo.

Este é o mesmo problema que a Apple tem para tentar convencer seus usuários a saírem do Apple Watch 3 que vende bem até hoje e migrarem para modelos idênticos por fora, mas que trazem novos hardwares e recursos. Contudo, a Samsung pode ter um problema maior por conta de misturar seus conceitos e confundir ao incorporar o conceito Active no Watch 4.

Apesar desses detalhes, vale pontuar que o Samsung Galaxy Watch 4 tem bom desempenho, um sistema robusto, um leque de apps ainda melhor (e que deve crescer muito), alto-falante embutido e sensores ainda mais úteis. Sem dúvidas, um ótimo produto em vários aspectos e que leva nossa recomendação pelo conjunto bem completo.

Contudo, a marca deixou um detalhe de lado: a bateria. Após vários anos, a Samsung ainda insiste em uma bateria que dificilmente sobrevive por 24 horas. Se você for fazer exercícios, é capaz de a energia acabar em bem menos tempos. Então, se você optar pelo Galaxy Watch 4, já esteja ciente que seu carregador sempre deverá estar por perto.

Como nós recebemos o produto antes do lançamento no varejo, não temos acesso ao preço final do relógio, mas a conclusão é bem simples: se o Galaxy Watch 4 chegar na faixa de R$ 1.300 a R$ 1.500, a compra pode ser interessante, já que ele terá um valor levemente superior ao Active 2, mas um pacote muito maior de vantagens. Todavia, se a marca extrapolar esses números, ela talvez sofra com algumas dificuldades nas vendas.

Fonte: Canaltech

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