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Review Samsung Galaxy Tab A8 | Corta custos, mas perde desempenho

·10 minuto de leitura

Tablets mais compactos, de baixo custo. Esta é a categoria que define com precisão o Samsung Galaxy Tab A8 (2019).

O modelo, de certa forma, representa os traços da geração passada de tablets da Samsung; não há nada de errado com seu hardware, muito menos com seu sistema, porém ambos refletem uma forte tendência de tratar a experiência "tablet" como algo mais "vertical", similar ao que podemos imaginar de um smartphone ampliado em suas dimensões.

Nada disso é um problema, porém deixa claro que a proposta do Tab A8 (2019), necessariamente, entrega um "tablet do passado" para o usuário que opta pelo aparelho em 2021.

Imagem: Ivo/Canaltech)
Imagem: Ivo/Canaltech)

Prós

  • Preço competitivo;

  • Modelo compacto para um tablet;

  • Opções Wi-Fi e Wi-Fi + 4G;

Contras

  • Câmera frontal mal posicionada para videochamadas;

  • Bordas grossas (menor aproveitamento da tela);

  • Baixo desempenho, pouca memória e pouco armazenamento;

  • Porta de dados e carregamento defasada (padrão Micro USB).

Confira o preço atual do Samsung Galaxy Tab A8

Design e Construção

O Galaxy Tab A8 reflete em quase todos seus aspectos uma época passada da Samsung, contando com pequenos detalhes bons e ruins que já estiveram presentes nesses produtos por muito tempo.

Começando pelo seu corpo, temos a construção em alumínio. A opção é muito boa para o toque, combinando com a câmera traseira nivelada e toda a sua estrutura, sem saltos do módulo como costuma ocorrer em tablets e smartphones mais atualizados, atrapalhando o apoio do equipamento em praticamente qualquer superfície.

Ao redor do tablet, temos a moldura em plástico que une a traseira em metal com a frente em vidro; neste "ao redor" do Tab A8 de 2019 temos apenas os botões de volume junto ao botão de bloqueio e desbloqueio, nada extra ou fora do normal.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Vale notar que, do lado oposto aos botões de controle, existe uma gaveta para que o usuário insira um cartão de memória no tablet. Ao optar pela versão 4G, o usuário notará nesta mesma gaveta (adicionalmente) um pequeno espaço para inserção do chip de uma operadora de telefonia móvel.

  • Dimensões: 210 x 124,4 x 8 mm;

  • Peso: 345 g (Wi-Fi) e 347 g (Wi-Fi + 4G).

No topo do aparelho há um conector de 3,5 mm para conexão de fones de ouvido com fio comuns, do tipo P2. Esse recurso é importante para um tablet de baixo custo pois, abre a possibilidade de conectar fones de ouvido também mais acessíveis, normalmente oferecidos em versões com cabo.

Observando a parte de baixo do aparelho, é visível a presença de uma porta Micro USB no tablet, defasada até mesmo para a época de lançamento do Galaxy Tab A8 em 2019. Esse conector para transferência de dados e carregamento pode parecer um detalhe de "baixa importância" num primeiro momento. Porém é necessário pontuar que falamos de um tablet (equipamento volumoso e "desajeitado"), portanto, faz sim diferença contar ou não com uma porta Micro USB (mais frágil, menos eficaz e sem o encaixe reversível que uma porta USB tipo C possui por padrão).

Esse detalhe é especialmente sensível ao colocarmos o aparelho como opção de tablet para uma criança, por exemplo, especialmente por ser "menos caro" e mais compacto. O cuidado necessário com portas Micro USB é maior, algo preocupante para crianças manuseando o modelo livremente durante as várias (e recorrentes) sessões de carregamento do Tab A8. Para 2021, fica a garantia também de que este tablet traz "mais um carregador" para dentro de casa (e inferior em todas suas propostas).

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Tela

Como parte fundamental da proposta de um tablet, temos um componente "passável" para o Tab A8.

Aqui temos uma tela de 8 polegadas (16:10) com resolução de 800 x 1280 pixels, abaixo do esperado (tanto para um painel tão grande quanto para a óbvia marca do "Full HD", limitando os conteúdos apenas para "HD"). O aproveitamento de tela no aparelho também não é dos melhores, com bordas grossas ocupando muito espaço na frente do Tab A8, tendo (aproximadamente) 71% de aproveitamento da frente do aparelho pela sua tela TFT.

Dada sua baixa resolução (piorada pela "diluição" que ocorre com o tamanho do painel), a tela do tablet deixa a desejar na leitura de textos e ícones menores, tornando "passável" a experiência em geral de "qualidade de imagem", fortemente associada aos painéis mais avançados da Samsung (algo que não é o caso deste Tab A).

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Outro detalhe sobre este painel do tipo TFT é o brilho, abaixo do esperado para quem busca utilizar o tablet em locais muito iluminados. Para uso interno, não deve ser um problema de fato.

Uma nota importante: outros tablets da Samsung utilizam telas LCD TFT, porém, especificamente no caso do painel utilizado neste Tab A, muita coisa ficou a desejar em termos de rendimento.

O usuário precisa ter em mente que leva neste modelo um aparelho de menor custo, portanto, deve estar disposto a ter cores menos vivas, imagens com resolução um pouco mais baixas e uma experiência de consumo de mídia inferior no geral.

Configuração e Desempenho

Seguindo na linha de itens que justificam o custo mais acessível do Tab A, temos seu processador e poder de fogo reduzidos, tanto pela época de lançamento do aparelho quanto pelas escolhas da Samsung ao equipar o tablet. A tela trabalhando na resolução abaixo de "Full HD" exige menos para exibir suas imagens em termos de processamento, sendo que a proposta de "cortes de custo" se conecta com essa questão.

Movendo o aparelho temos o modesto chipset Snapdragon 429 da Qualcomm (anunciado em 2018). Trata-se de um modelo de entrada, oferecendo desempenho apenas "suficiente" para tarefas mais básicas e leves do dia a dia, sem foco em jogos e sem suporte satisfatório para muitas tarefas simultâneas. Também deixando evidente que o Tab A8 funciona melhor com tarefas únicas e em tela cheia, tal como uma criança deve utilizar em ambientes "Kids" existentes para Android.

As demais configurações do tablet seguem a lógica de baixo custo, sendo nossa versão de testes do Tab A8 de 2019 equipada com 2 GB RAM + 32 GB de armazenamento interno, rodando o Android 11.

Essa proposta de "uso infantil" que citamos faz sentido no Tab A8 de duas formas: nativa (Google) e customizada (Samsung).

A customização da Samsung sobre o sistema Android (a One UI) oferece uma opção chamada "Samsung Kids" e pode ser ativada no Galaxy Tab A8, bastando ao usuário arrastar para baixo na tela inicial para abrir o painel rápido de configurações. Em seguida, basta tocar na opção "Kids" e seguir o passo a passo, passando pela tela de boas-vindas do Samsung Kids.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Neste primeiro contato com o ambiente, cabe ao responsável pela criança definir os limites de tempo de jogos, aplicativos e também o conteúdo que a criança pode acessar. Uma senha de bloqueio dessas configurações é criada pelo responsável durante a configuração.

Caso o usuário do Galaxy Tab prefira, a restrição e controle de crianças pode ser feita através do Google Family Link de forma nativa, dando opções equivalentes de controle e cuidado remoto sobre o tablet, também limitando acesso por tempo e tipo de conteúdo.

Fora destes modos restritivos e limitantes ao usuário infantil, temos a dura realidade de que 2 GB de RAM não conseguem oferecer apoio suficiente ao já fraco processador que move o tablet, tornando absolutamente todos os momentos de interação com menus, aberturas de aplicativos e instalação uma sessão contínua de esperas e pausas, meramente por falta de poder de fogo por conta do tablet. Não falamos de travamentos, mas sim de esperas para absolutamente qualquer operação com o aparelho.

Jogos menos exigentes conseguem rodar "no limite" quando configurados para reduzirem seus detalhes ao mínimo, porém esteja pronto para eventuais quedas de performance mesmo em títulos menos exigentes por conta do aparelho trabalhar sem folga para absolutamente qualquer coisa executada.

Um aparelho de baixa performance que, desde 2019, oferece menos do que deveria para a experiência de um tablet Samsung, marca que conta com excelentes (outros) tablets no mercado.

Câmera

Na traseira do Galaxy Tab A8 de 2019, temos uma câmera básica de 8 MP, capaz de gravar vídeos em Full HD. As fotos, em geral, entregam poucos detalhes e não lidam muito bem com as cores das cenas, algo esperado para uma câmera de entrada.

O uso mais provável para esta câmera, por estar presente em um tablet, é o registro de imagens esporádicas e interações com QR Codes, códigos de barras e digitalizações, ocasiões em que os problemas de fidelidade de cor e qualidade geral não devem ser de fato um impeditivo para o usuário.

Câmera Frontal

Na frente do Galaxy Tab temos uma câmera de 2 MP, algo compreensível para a época de lançamento do modelo em que aulas online, videoconferências e tantas outras realidades para 2021 ainda não existiam com a força e obrigatoriedade que vemos na atualidade.

Infelizmente, quem optar pelo modelo notará que a qualidade de imagem para essas finalidades não envelheceu bem desde a proposta humilde do Tab A8, visto que já em 2019 a proposta era "fraca".

Sistema de Som

Como parte importante de um tablet, temos seu sistema de som integrado, no caso com duas saídas de som na parte inferior do aparelho, entregando som estéreo de forma "estranha" para 2021, sendo que o habitual é posicionar os alto-falantes em lados opostos do aparelho ou diretamente apontados para o usuário, na frente (junto à tela).

A qualidade da reprodução é boa e traz uma intensidade considerável, porém abaixo do padrão "Samsung" de modelos mais atuais. Sons mais graves e detalhes mais finos das canções ficam "ocultos", nada diferente do esperado para pequenos alto-falantes. Nesse sentido, temos que deixar claro a competência do conjunto em não soar mal nem de forma abafada ou ruim.

Bateria e Carregamento

Contando com 5.100 mAh de bateria (não removível), lembramos que o carregamento será sempre feito através da porta Micro USB do Tab A8.

Apesar da quantidade de carga "habitual" até mesmo para smartphones modernos, é necessário esperar até cinco horas de carregamento para completar o tanque do Galaxy Tab A8 de 2019, dada a falta de suporte a carregamentos "mais velozes" por parte do aparelho e do conjunto.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Pelas características do processador e tela menos exigentes do aparelho, um dia inteiro de uso com o Galaxy Tab A8 2019 é perfeitamente possível dependendo da atividade que o usuário pretende executar com o aparelho; não há uma "garantia total" sobre o tempo de uso, visto que a bateria é "apenas comum" para um tablet.

O consumo de vídeos neste modelo é a atividade mais otimizada para que o usuário aproveite um longo tempo de uso do tablet, porém, qualquer uso de jogos (leves ou pesado) exigirá uma recarga no aparelho logo na metade do dia, dado seu esforço sempre no limite pela natureza "de entrada" do processador que move este Tab A.

Concorrentes Diretos

Pela sua faixa de preço, podemos indicar como opções os modelos de tablet Positivo T770C 7P e Multilaser M10A. Vale ressaltar que esses produtos também possuem características extremamente limitadas, com pouquíssima potência e rendimento geral.

Aqui, infelizmente, os concorrentes diretos são iguais ou piores que o Tab A8 em si, não entregando nenhum tipo de vantagem entre eles.

Conclusão

Lançado no mercado na metade de 2019, o Galaxy Tab Galaxy Tab A8 deixa a performance de lado, em todos os aspectos. Seu objetivo é ser um aparelho de menor custo, portanto é necessário ter sempre em mente que desde as imagens exibidas na tela a até mesmo o tempo de uso tablet são itens "medianos" ou mesmo "fracos", sendo possível pagar uma pequena diferença para levar tablet muito melhores e atualizados em todos os aspectos, como é o caso do Samsung Galaxy Tab A7 de 2020, que conta com análise completa aqui no Canaltech.

Se seu objetivo é utilizar uma opção "mais barata" a qualquer custo, entenda as consequências diretas disso e saiba que por um pouco mais de investimento é possível evitar quase todas as fraquezas trazidas pelo Tab A8 de 2019. Mas, se você não quer ultrapassar seu orçamento, a melhor saída para economizar a todo custo e comprar um tablet bacana para as crianças é buscar um iPad mini antigo e usado em plataformas como a OLX.

Caso tenha se interessado, confira abaixo o link para garantir o Tab A8 com o menor preço:

Fonte: Canaltech

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