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Review Redmi Note 10S | Elegância e ótimo desempenho para jogos

·12 minuto de leitura

Sucessor do Redmi Note 9S, o Redmi Note 10S tem a missão de manter a popularidade do seu irmão mais velho aqui no Brasil. O novo smartphone da Xiaomi desembarcou no mercado nacional em maio deste ano prometendo uma tela melhor, conjunto fotográfico mais premium, design elegante e ótimo desempenho para jogos, cortesia do chipset gamer da MediaTek.

Com o segmento de celulares intermediários no Brasil sendo bastante concorrido, eu te respondo nesta análise se o Redmi Note 10S consegue bater de frente com as novas opções da Samsung e da Motorola. Obviamente, se você gostar do aparelho, deixaremos uma oferta especial para ele ao final da leitura.

Prós

  • Design inspirado nos topo de linha da Xiaomi;

  • Tela Super AMOLED de qualidade;

  • Ótimo desempenho para jogos;

  • Bateria competente.

Contras

  • Conjunto de câmeras poderia ser melhor;

  • Alto-falantes estéreos sem graves.

Confira o preço atual do Redmi Note 10S

Redmi Note 10S em vídeo

Construção e design

Logo de cara, o Redmi Note 10S chama atenção pela sua aparência premium. A tampa traseira troca o vidro, presente no Redmi Note 9S, pelo plástico, mas traz alguns traços dos celulares premium Mi 10T e Mi 11, como os cantos curvos, o módulo de câmeras no estilo “peça de dominó” (ou cooktop), e o efeito de cor gradiente, chamado pela Xiaomi de “Ocean Blue”.

O Redmi Note 10S possui traços dos topos de linha Mi 10T e Mi 11 (Imagem: Ivo/Canaltech)
O Redmi Note 10S possui traços dos topos de linha Mi 10T e Mi 11 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Mesmo com sua construção relativamente mais simples, o Redmi Note 10S traz certificação IP53, que garante uma proteção mais básica contra respingos d’água e poeira. Além disso, a substituição do vidro pelo plástico o tornou mais leve e ergonômico que o seu antecessor, apesar de a bateria de mesma capacidade. A parte de trás, por sua vez, tem um acabamento meio fosco e não escorrega com facilidade.

  • Dimensões: 160,5 x 74,5 x 8,3 mm

  • Peso: 178,8 gramas

O leitor de digitais do Redmi Note 10S fica posicionado na lateral, embutido no botão de energia. O sensor é bastante preciso e rápido, embora a sensibilidade seja muito alta, fazendo com que, inúmeras vezes, o celular acusasse sobre o excessivo número de tentativas de desbloqueio.

O Redmi Note 10S tem uma tampa traseira de plástico, em vez do vidro do seu antecessor, mas possui traços de dois modelos premium da Xiaomi, o Mi 10T e o Mi 11.

Conexões e slots

O Redmi Note 10S traz um kit de conexões interessante para a categoria intermediária. Na lateral inferior, há uma entrada de 3,5 mm (P2) para fones de ouvido, um conector USB-C 2.0 para carregamento e transferência de dados, uma das saídas de áudio e um dos microfones; na parte de cima, o celular conta com o segundo alto-falante, um sensor infravermelho e um segundo microfone.

O slot que arranja os dois chips de operadora e o cartão de memória está na lateral esquerda. Não há suporte às redes 5G por aqui — isso fica a cargo do Redmi Note 10 5G —, mas vale destacar a compatibilidade com o Wi-Fi 802.11 ac dual band, que libera as frequências de 2,4 GHz e 5 GHz. Além disso, o celular traz Bluetooth 5.1, uma versão relativamente atual da tecnologia.

Tela

A tela do Redmi Note 10S é idêntica a do Redmi Note 10, já analisado aqui no Canaltech. São 6,43 polegadas com tecnologia Super AMOLED e resolução Full HD+ (2.400 por 1.080 pixels).

Tela Super AMOLED do Redmi Note 10S é excelente para a categoria, mas não traz taxas de atualização maiores (Imagem: Ivo/Canaltech)
Tela Super AMOLED do Redmi Note 10S é excelente para a categoria, mas não traz taxas de atualização maiores (Imagem: Ivo/Canaltech)

A qualidade é o que se espera de um painel premium de alguns anos atrás, com cores vivas, brilho intenso e uma fidelidade de tons escuros excelente. No entanto, ele não traz taxas de atualização maiores, limitando a fluidez no sistema e em jogos. Um recurso muito interessante do software é o modo anti-oscilação, que evita a oscilação e o esforço dos olhos em condições de pouca luz.

A mudança para o painel AMOLED permitiu a adição do modo de tela sempre ativa, que exibe algumas informações básicas do sistema com o painel "desligado", como data, hora e porcentagem de bateria. O legal, aqui, é a série de relógios que o software disponibiliza, sem contar com as opções de personalização.

Na região superior central da tela, há um único recorte circular que abriga a câmera frontal. Ela está bem menor e mais discreta em relação a presente no Redmi Note 9S, já que possui bordas pretas inferiores.

A tela Super AMOLED do Redmi Note 10S é semelhante a de um smartphone premium de dois anos atrás. A qualidade é muito boa, mas não traz taxas de atualização maiores.

Configuração e desempenho

O Redmi Note 10S é equipado com o chip intermediário gamer Helio G95, da MediaTek, o mesmo presente no Realme 7, que também já analisamos por aqui. O modelo que testamos traz, ainda, 6 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno, mas ele pode ser encontrado com até 8 GB de RAM e 128 GB de memória.

Como já era de se esperar, o desempenho do Redmi Note 10S em jogos é excelente para a categoria básica. Em Dead By Daylight, um dos títulos mais pesados da Play Store, o smartphone conseguiu se manter estável com os gráficos no máximo a 30 quadros por segundo. Em cerca de 10 minutos de jogatina, pude perceber que o celular esquentou um pouco na região da câmera, mas nada preocupante.

Call of Duty Mobile, por sua vez, também rodou sem problemas mesmo na qualidade gráfica setada em “muito alta” e taxa de quadros no máximo. O mesmo aconteceu com Asphalt 9, embora a taxa de quadros tenha se perdido em alguns momentos de colisão. Naturalmente, jogos mais simples, como Subway Surfers e Brawl Stars, tiveram um excelente desempenho em todas as ocasiões.

Em multitarefas, os 6 GB de RAM mantiveram mais de sete aplicativos abertos simultaneamente sem sinais de reinicialização ou travamentos. Assistindo a stories no Instagram, no entanto, o celular ‘crashou’ três vezes, enquanto a Play Store apresentou instabilidades ao atualizar os aplicativos. No mais, a navegação em apps é bastante fluida — inclusive, nem cheguei a sentir falta de uma taxa de atualização de tela maior.

Para jogos, o Redmi Note 10S é uma opção muito válida à venda no Brasil, pois consegue rodar diversos títulos pesados com qualidade.

Sistema e interface

O Redmi Note 10S roda a interface MIUI 12.5 estável em cima do Android 11. A skin personalizada segue sendo uma das melhores modificações do Android, ficando abaixo somente da One UI da Samsung — na minha preferência —, trazendo ícones coloridos e simpáticos, além de animações e elementos que visam o minimalismo.

A navegação no sistema ficou bem mais leve em relação às gerações passadas, e também não notei a presença de anúncios ao passar pelas principais telas, apenas na tela de verificação de apps da Play Store. Além disso, a gaveta de apps traz uma separação por categorias que agrada muito e mantém os softwares organizados.

Assim como acontece em outros modelos da Xiaomi, há uma série de aplicativos proprietários da chinesa que poucas pessoas devem usar, como ShareMe, Mi Video, Música e Mi Browser — felizmente, é possível desinstalar todos eles.

Câmera

No total, o Redmi Note 10S conta com quatro câmeras traseiras, sendo uma principal de 64 MP, uma ultra grande-angular de 8 MP e outras duas de 2 MP cada, com lentes macro e profundidade. Para selfies, o smartphone é equipado com um sensor de 13 MP.

Redmi Note 10S tem um conjunto de cãmeras interessante (Imagem: Ivo/Canaltech)
Redmi Note 10S tem um conjunto de cãmeras interessante (Imagem: Ivo/Canaltech)

Câmera principal

Em boas condições de luz, a câmera faz bons registros, oferecendo ótimo nível de detalhe, bom alcance dinâmico e um pós-processamento agradável que tende mais para o saturado, o que me agrada. No entanto, pude perceber que o contraste é um pouco agressivo, escurecendo as áreas de sombra e tons escuros mais do que eu gostaria.

Embora o Redmi Note 10S não tenha uma lente telefoto dedicada, o software oferece um modo de zoom de até 2x que faz o recorte do sensor principal de 64 MP. Os resultados são interessantes, bem próximos aos do Galaxy A52.

Com o auxílio do sensor de profundidade de 2 MP e de inteligência artificial, o modo retrato do Redmi Note 10S é competente e conseguiu fazer a separação do objeto principal do fundo muito bem, principalmente de pessoas e objetos. Já em plantas, o fundo desfocado não funcionou.

Câmera ultra grande-angular

A câmera de ângulo mais aberto segue as críticas que fiz ao sensor principal: boas cores em condições de luz favoráveis e definição agradável. As áreas de sombra e tons escuros também permanecem mais evidentes, mas os cantos não são muito distorcidos.

Câmera macro

A câmera macro de apenas 2 MP não tem razão de existir. A definição é precária mesmo em ambientes ensolarados e as cores são lavadas. O pós-processamento até se esforça ao desfocar o fundo para impressionar, algo que já notei em outros modelos da Xiaomi, mas, aqui, isso não funciona.

Câmera frontal

Em selfies, o Redmi Note 10S faz um bom trabalho no geral, com boa definição e cores vibrantes na maioria dos cenários. No entanto, durante os testes percebi que o modo automático subexpôs meu rosto e o fundo em algumas ocasiões. Isso melhora um pouco ao tocar na região do rosto antes de clicar a imagem.

Modo noturno

Quando a noite cai, o modo noturno não decepciona, mas também não se destaca. O software se esforça para adicionar mais nitidez e brilho às imagens, resultando em muitos ruídos e ligeira perda de definição. No entanto, as fotos são aceitáveis considerando a categoria intermediária, mesmo que inferiores a modelos da Samsung.

Vídeos

Em vídeos, a câmera principal é capaz de gravar em até 4K a 30 fps, enquanto a ultra grande-angular, somente em até 1080p, também a 30 fps. As filmagens são muito boas e oferecem ótima definição e cores agradáveis. Devido à falta de um sistema de estabilização óptico por aqui — mas presente em modelos como Galaxy A52 e A72 —, as gravações fitas com o Note 10S tremem bastante.

Sistema de som

Com dois alto-falantes, o Redmi Note 10S tem um bom som, embora abaixo de outros modelos, como o Mi 11 Lite e os Galaxy A52 e A72. As frequências são bem definidas, mas os médios e agudos se sobressaem sobre os graves — algo que, particularmente, não me agrada. Apesar disso, as músicas são agradáveis nos ouvidos, com boa distinção dos elementos e clareza nas vozes.

No volume máximo, o som pode estourar um pouco, mas nada muito grave. Em transmissões ao vivo na Twitch e vídeos sem música no YouTube, por outro lado, o Redmi Note 10S apresenta uma qualidade interessante.

Uma boa notícia para os audiófilos: o smartphone conta com uma entrada de 3,5 mm (P2) para fones de ouvido. Vale lembrar, no entanto, que a Xiaomi não tem o costume de enviar o acessório na caixa dos seus aparelhos.

Bateria

Na bateria, o Redmi Note 10S tem 5.000 mAh, capacidade já considerada padrão entre diversos smartphones intermediários, principalmente os da Xiaomi. Assim como em outros modelos da chinesa, por aqui temos uma boa opção para quem prioriza autonomia de bateria, já que ele conseguiu chegar ao fim do segundo dia de uso com uma única carga.

Em um dos testes, coloquei um filme de pouco mais de três horas de duração na Netflix, conectado apenas ao Wi-Fi e com o brilho configurado a 50%, e o Redmi Note 10S saiu de 100% para 80%, o que daria uma autonomia estimada de, aproximadamente, 16,6 horas de reprodução de vídeos. O número é inferior a concorrentes como o Moto G9 Plus, mas, ainda assim, é muito bom.

Com muitos apps abertos, no entanto, o Redmi Note 10S não surpreende, provavelmente devido a sua plataforma Helio G95. Reproduzindo um dia normal de uso, com mais 20 minutos de visualização de Stories no Instagram, 45 minutos de YouTube, 15 minutos de Asphalt 9 e fechando com 20 minutos de Twitch, o smartphone drenou cerca de 20%, ficando em 60%.

Com relação ao carregamento, a Xiaomi envia um carregador de 33 W na caixa, algo já comum no portfólio da chinesa. De 0% a 50%, o celular levou pouco mais de 40 minutos, completando o ciclo em cerca de 1h15. Para comparação, seu antecessor, o Redmi Note 9S, demora cerca de 1h40 para recarregar completamente, enquanto o Redmi Note 10 padrão leva quase o mesmo tempo do Note 10S.

Concorrentes diretos

O Redmi Note 10S está posicionado entre o Redmi Note 10 e o Redmi Note 10 Pro, portanto ele compete na categoria intermediária mais acirrada, na qual modelos como Galaxy A52 e Moto G60 se destacam. Também podemos citar o Realme 7, que também traz o Helio G95 como plataforma principal.

Embora o celular da Xiaomi seja um modelo bem competente em praticamente todos os quesitos, o Galaxy A52 tem uma ligeira vantagem no conjunto, pois suas câmeras são mais avançadas, a tela Super AMOLED tem 90 Hz de taxa de atualização, a bateria é maior e a construção é mais resistente.

O Galaxy A52 é um dos melhores intermediários do Brasil (Imagem: Ivo/Canaltech)
O Galaxy A52 é um dos melhores intermediários do Brasil (Imagem: Ivo/Canaltech)

O Moto G60 também supera o Note 10S em alguns pontos — como processamento, câmeras e bateria —, mas perde na tela e na construção. O Realme 7 é o mais equivalente em desempenho, mas também não se destaca em qualidade de tela, construção e conjunto fotográfico.

Conclusão

O Redmi Note 10S é um smartphone intermediário muito competente. Ele entrega tela Super AMOLED de ótima qualidade, desempenho consistente em jogos, um design elegante e bateria decente. A principal crítica vai para o conjunto fotográfico, que não consegue bater alguns modelos de Samsung e Motorola.

Lançado no Brasil em maio por salgados R$ 2.799, o smartphone da Xiaomi já pode ser encontrado por valores bem mais em conta, tornando-o uma das melhores opções do segmento intermediário atual, a frente dos recentes Moto G, porém atrás dos novos Galaxy A52 e A72.

E aí, gostou do Redmi Note 10S? Confira a oferta especial que preparamos para você!

Fonte: Canaltech

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