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Review Redmi AirDots S | Os fones baratinhos da Xiaomi com modo gamer

·8 minuto de leitura

A Xiaomi cresceu rápido dentro e fora do Brasil por entregar dispositivos com bom custo-benefício. Os fones Redmi AirDots S são um exemplo desse propósito da empresa chinesa, fincando na categoria de acessórios que custam até R$ 100.

Lançados em 2020, esses aparelhos têm como principal destaque o “modo gamer”, que permite uma experiência mais atrativa nos jogos, já que a empresa promete que não acontecerão atrasos durante a jogatina.

Mas será que a presença desse recurso é um diferencial bom o suficiente para comprar esses fones em 2021? Confira na análise completa.

Prós

  • Modo gamer;

  • Preço baixo;

  • Bom encaixe nos ouvidos.

Contras

  • Instabilidades na conexão;

  • Capa para recarga sem indicadores de energia;

  • Entrada micro USB na capa.

Confira o preço atual dos Redmi AirDots S

Design e construção

À primeira vista, é fácil confundir Redmi AirDots S com o primeiro AirDots. Isso porque o corpo dele não possui nenhuma alteração em relação ao antecessor.

  • Dimensões: 2,6 x 1,6 x 2,1 cm (cada fone); 5 x 3 x 2,5 cm (estojo);

  • Peso: 4,1g (cada fone); 35,4g (estojo);

Com estojo de carregamento em formato oval, a Xiaomi escolheu manter o ímã na ponta para que o movimento de abertura e fechamento ficasse mais fácil para o usuário no dia a dia, mesmo utilizando apenas uma mão.

Além disso, esse formato magnético ajuda a prevenir a entrada de poeira, porque a presença dessa substância nos conectores poderia impedir a recarga correta dos fones. De cada lado, o case do AirDots S possui dois pinos para encaixe nos fones, que cabem perfeitamente na proteção que também os recarrega.

Um ponto negativo desse acessório é o fato de não ter LEDs para indicar o nível de carga que ela possui, e isso atrapalha o usuário no dia a dia, pois essa informação ajudaria a saber qual é o momento de recarregar o estojo.

Quando o aparelho está conectado a um carregador, no entanto, é possível ver um indicador luminoso vermelho que só se apaga quando a carga chega em 100%.

O carregamento é feito através de uma porta micro USB na traseira. Particularmente, eu preferiria uma entrada USB-C, mas somente os fones mais premium contavam com essa opção de conexão quando os AirDots S foram lançados.

O estojo dos Redmi AirDots tem entrada micro USB (Imagem: Ivo/Canaltech)
O estojo dos Redmi AirDots tem entrada micro USB (Imagem: Ivo/Canaltech)

Como já foi dito, os fones não possuem diferenças físicas em relação aos antecessores. O corpo continua construído em plástico e com 3 opções de borracha de isolamento para que o usuário escolha a que melhor se encaixa no seu ouvido.

A parte externa dos AirDots S traz um botão multifuncional e uma luz indicativa para mostrar quando os acessórios estão ligados, em pareamento ou recarregando. E por falar em recarga, cada lado tem dois conectores para encaixar os fones na capa e fazer a transferência de energia.

Apesar do design parecer simples, os Redmi AirDots S são muito confortáveis para quem fica por horas com os fones no ouvido. Eu costumo ficar ouvindo músicas enquanto trabalho e o fato de não ter fios me dá o conforto necessário para ser ágil para levantar e ir em outro local sem me preocupar com cabos.

Qualidade do áudio

Após alguns dias ouvindo músicas no Spotify, seja pelo notebook ou celular, notei que os AirDots S não receberam muitas melhorias em relação ao primeiro modelo da linha. Ainda existe um incômodo ao colocar os fones no volume máximo, pois um chiado começa a incomodar.

Porém, com o volume em 50% a experiência é quase a mesma alcançada nos AirDots originais. Em músicas com sons mais graves, não existe uma exploração dessa frequência, o que deixa a sonoridade bem mediana.

Não existem exageros nos agudos para compensar a falta de graves, mostrando que o modelo da Xiaomi tem um som bem “chapado”. Com isso, o perfil do aparelho acaba puxando mais para os médios, sem destacar nenhum dos tons para dar uma característica especial aos fones.

Esse formato de som dos Redmi AirDots S agrada mais quem ouve músicas dos gêneros Pop, Indie Pop e Reggaeton. Então, a escolha por esses fones varia de acordo com o gosto musical de cada um.

Eu gosto de ouvir bastante Gospel, Rock, Jazz e Clássica, então eu senti falta de um pouco mais de grave e agudos quando eu sei que eles são explorados nessas músicas. Porém, ao ouvir canções em Pop, foi notório que esse gênero e outros semelhantes são ideais para os AirDots S.

Os Redmi AirDots são fones com qualidade média, sem grandes destaques no som (Imagem: Ivo/Canaltech)
Os Redmi AirDots são fones com qualidade média, sem grandes destaques no som (Imagem: Ivo/Canaltech)

Um dos diferenciais dessa versão é a presença do “modo gamer”, acionado ao clicar 3 vezes no botão multitarefas. Esse recurso reduz a latência dos AirDots S e isso permite que os jogos sejam executados sem atrasos.

No momento de atirar, jogar bombas ou aplicar golpes, é notório que o movimento é realizado no mesmo momento em que o som é executado no ouvido, algo que não acontece quando o recurso está desativado.

Outra vantagem desse modo é que o atraso não influencia apenas nas jogatinas, mas também ao ver filmes e séries. Enquanto assistia “Once Upon a Time” no Disney+, percebi que a função ajudava a sincronizar melhor o áudio com a gesticulação do personagem.

Bateria e conectividade

A segunda novidade dos Redmi AirDots S está relacionada com a conectividade dos fones ao Bluetooth. O modelo antecessor se conectava no formato principal+secundário, em que apenas o lado direito era identificado no dispositivo e “fazia a ponte” para o esquerdo ser pareado. Isso causava atrasos no som e deixava a experiência de uso ruim.

Porém, nesta versão o problema foi solucionado com a conectividade simultânea em que os dois lados são pareados em simultâneo. Isso representa uma evolução bem-vinda para os fones TWS.

Seja no celular, tablet ou PC, os AirDots S se conectam rapidamente. Dessa forma, a experiência é cíclica em qualquer dispositivo e dá ao usuário a oportunidade de utilizar no equipamento que for mais confortável.

Porém, é importante destacar que esses fones não podem ser usados simultaneamente em diversos aparelhos. Sendo assim, existe a necessidade de desconectar de um produto para conectar em outro. Caso isso não seja feito, aparecerá uma mensagem de erro na conexão.

Os AirDots contam com botão multitarefas (Imagem: Ivo/Canaltech)
Os AirDots contam com botão multitarefas (Imagem: Ivo/Canaltech)

Algo que me incomodou bastante em diversos momentos foi a instabilidade do pareamento, pois a conexão picotou em várias situações, seja ouvindo música ou assistindo a séries com o smartphone ao meu lado.

Esse tipo de instabilidade é esperado quando a distância do equipamento conectado é superior à 10 metros, e não com o aparelho próximo. Isso demonstra que os AirDots S herdaram o visual e alguns problemas dos AirDots.

A Xiaomi promete que a bateria dos AirDots S durará até 4 horas com uma única carga. Porém, em nossos testes os fones mostraram que podem ir além disso, variando de acordo com o comportamento de uso.

Utilizando com o volume sempre em 50%, a bateria deles durou 4 horas e 10 minutos. Entretanto, se eu estivesse ouvindo em volumes mais baixos, provavelmente ultrapassaria a média descrita pela fabricante.

O estojo permite um total de três recargas aos fones, possibilitando o uso por um total de 12 horas, assim como é descrito pela empresa.

Ficha técnica

  • • Dimensões: 2,6 x 1,6 x 2,1 cm (cada fone); 5 x 3 x 2,5 cm (estojo);

  • • Peso: 4,1g (cada fone); 35,4g (estojo);

  • • Impedância: 32 Ohms;

  • • Resposta de Frequência: 20hz - 20.000hz;

  • • Conexão – micro USB;

  • • Bateria: 40 mAh (cada fone); 300 mAh (estojo);

  • • Bluetooth: 5.0

Redmi AirDots são os primeiros fones da Xiaomi a contar com modo gamer(Imagem: Ivo/Canaltech)
Redmi AirDots são os primeiros fones da Xiaomi a contar com modo gamer(Imagem: Ivo/Canaltech)

Concorrentes diretos

O principal concorrente dos Redmi AirDots S é o Haylou GT1 Plus. Apesar de ambos serem fabricados por subsidiárias da Xiaomi, o equipamento da Haylou é superior em qualidade sonora e autonomia de bateria.

Enquanto os AirDots S duram em média 4 horas por carga, o Haylou GT1 Plus consegue até 6 horas de autonomia, o que garante ao usuário mais tempo de uso dos fones de ouvido Bluetooth.

Porém, isso se reflete diretamente no preço cobrado por cada um, pois o GT1 Plus custa um pouco a mais do que o AirDots S.

Apesar de ambos serem vendidos no Brasil por menos de R$ 100, a popularidade da linha Redmi pode fazer diferença no momento da escolha.

Entretanto, considerando tudo que o Haylou GT1 Plus é capaz de entregar, é bom considerar experimentar a marca alternativa, já que ambas pertencem ao “time laranja”.

Conclusão

Apesar do visual ser reciclado, o Redmi AirDots S recebeu boas melhorias em relação ao antecessor, principalmente no que diz respeito ao formato de conectividade com os dispositivos.

O modo gamer é um grande diferencial para esta categoria de fones bons e baratos, o que pode chamar a atenção de quem gosta da linha de fones TWS da Xiaomi e deseja um produto para reprodução de áudio em baixa latência.

A qualidade do som foi mantida no formato do antecessor, bem como alguns problemas no corte da conectividade. O que pode decepcionar os usuários mais exigentes. Independentemente do preço, a Xiaomi deveria ter se atentado mais a esse detalhe para mostrar uma evolução maior.

Além disso, já existem modelos melhores da linha AirDots à venda, como o AirDots 2, que está em uma faixa de preço bem próxima e traz upgrades na qualidade sonora. Por este motivo, não faz mais sentido comprar os AirDots S em 2021.

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Fonte: Canaltech

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