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Review Realme Buds Air Pro | Muitos recursos e preço honesto

Desde o lançamento dos AirPods da Apple, os fones de ouvido buds, também chamados de true wireless stereo (ou TWS), têm ganhado o gosto dos usuários. Partindo de opções mais baratas, sem muitos recursos, até modelos mais premium, há uma série de companhias entrando nesta brincadeira.

Uma delas é a Realme, fabricante chinesa com foco em oferecer produtos de alto nível a preços mais acessíveis (ao menos, no mercado internacional). A empresa apresentou o Realme Buds Air Pro recentemente no Brasil, e chegou a hora de ver se ele é uma boa escolha dentre as opções disponíveis em nosso país para a categoria.

Primeiro, é importante posicionar este produto dentro do cardápio da empresa para fones TWS. Ela já conta com outros modelos da linha Buds Air. O primeiro, mais simples de todos, trazia pouca inovação, com destaque para a baixa latência. Já o Buds Air 2, adicionou o cancelamento ativo de ruído para até 25 dB.

Aparelho é o TWS premium da Realme (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)
Aparelho é o TWS premium da Realme (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Claramente o Buds Air Pro, como uma versão mais prêmium da linha, evolui neste conceito. Primeiro, porque mantém a baixa latência. Segundo, porque aprimora o cancelamento ativo de ruído que ainda era bastante falho no Buds Air 2.

O Pro, aqui, ainda vai além: adicionando o recurso que reconhece se o aparelho está no ouvido do usuário. Caso seja retirado, ele para a execução automaticamente. Além disso, também eleva o cancelamento de ruído, chegando a 35 dB e oferecendo mais controle sobre esta funcionalidade.

Assim, o Realme Buds Air Pro será posicionado aqui como um modelo buds TWS premium, pela faixa de preço de R$ 699.

PRÓS

  • Bom controle sobre cancelamento de ruído;

  • Sensor de proximidade;

  • Fácil conexão;

CONTRAS

  • App com poucas opções de ajuste;

  • Controle por toque confuso.

Design e construção

Como todo aparelho TWS, o Realme Buds Air Pro oferece dois itens principais: os fones buds propriamente ditos e a caixinha, cuja função principal é recarregar os fones enquanto os transporta de maneira segura.

Comecemos pelo case. Ele mantém um formato oval típico da empresa que privilegia a extensão vertical à horizontal, com espessura pequena. Isso é importante, pois facilita que o case possa deslizar facilmente pelo bolso das calças ou em compartimentos da mochila. Diferentemente de modelos como os da linha AirDots da Xiaomi, a espessura ajuda a fazer o case entrar em lugares estreitos, como bolsos de jeans, por exemplo. O case tem dimensões de 6 cm x 6,10 cm x 2 cm.

A linha conta com duas versões, em branco ou preto (sendo que o Canaltech teve acesso apenas à versão escura). A Realme não oferece em seu site o material do aparelho, mas a indicação é de plástico. A dobradiça tem reforços nas laterais que indica que a tampa do case possa ser também bastante resistente.

O design dentro do carregador também é um ponto positivo. Ele tem um formato inclusive na tampa que “abraça” os fones, evitando qualquer possibilidade de que eles possam ficar soltos dentro da caixa.

Por outro lado, por conta do formato cilíndrico dos “pés” dos fones, a caixa tem um buraco, também em formato cilíndrico dentro do tal ficam os conectores para carregamento. O problema aqui é dificulta (mesmo que pouco) limpar os conectores, podendo ocasionar mau contato no futuro.

Encaixes são bons mais difíceis de limpar (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)
Encaixes são bons mais difíceis de limpar (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Um ponto positivo aqui é que há um sensor que reconhece quando a tampa está aberta e já conecta os fones com o dispositivo Bluetooth.

Agora, vamos aos fones propriamente ditos. Os dois seguem os mesmos materiais da caixa, em plástico. Contudo, mais fosco que a caixa, o que faz dele também mais discretos para serem usados na rua.

Na parte de trás dos fones há dois “buraquinhos” que são microfones para o cancelamento de ruído. O que fica na base cilíndrica do fone é responsável por evitar os barulhos para o microfone, sendo que o no corpo é para o cancelamento de ruído para entrada de áudio. Ambos recursos serão esmiuçados mais adiante neste texto.

Ainda em termos estruturais, os Realme Buds Air Pro contam com um sensor de proximidade na concha. Ele é o responsável por interromper o áudio quando os fones são retirados do ouvido.

Na caixa, há quatro diferentes tamanhos de ponteiras, com objetivo de oferecer não só conforto, mas também uma boa vedação, melhorando o sistema de cancelamento de ruído passivo.

A dica aqui é experimentar qual modelo fica mais confortável. O Realme Buds Air Pro conta com tamanho de ponteira padrão para a indústria, o que quer dizer que é possível pegar uma ponteira de outro fone que já se mostrou confortável e colocar aqui.

Detalhes do fone (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)
Detalhes do fone (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Internamente, há outro ponto de destaque com um driver de reforço de grave de 10 mm, que colabora para dar uma batida mais encorpada ao som.

No final, são aparelhos leves para ficar bastante tempo no ouvido, com peso máximo de 5 gramas em cada fones.

Qualidade de som

Novamente, é preciso avaliar o Realme Buds Air Pro como um produto premium dentro da linha de aparelhos TWS. Basicamente, em termos de qualidade sonora ele segue o mesmo que se vê em outros modelos da linha Buds Air. Isso porque ele conta com a mesma estrutura a priori. O ponto principal aqui está no novo sistema de cancelamento de ruído (mas chegaremos lá).

Os testes do Canaltech envolveram podcast e músicas com Spotify, áudios com Deezer, filmes com Netflix, além do teste em games, pois há funcionalidades específicas para este segmento.

O driver de 10 mm para o grave faz um bom trabalho. Testando músicas como You Know I’m No Good de Amy Winehouse é facilmente verificável o baixo marcado no grave. O Realme Buds Air Pro tem compatibilidade com o Realme Link, app da empresa pelo qual é possível fazer algumas poucas configurações.

Uma delas é o Bass Boost+ que confere um leve ganho no grave. A opção pelo aplicativo é bem-vinda, pois o programa não conta com um equalizador que permita refinar estes ajustes. Assim, caso o ouvinte queira algo mais limpo e menos marcado com grave, pode optar por retirar este boost.

Cancelamento ativo de ruído

Para falar dos agudos e neutros, é preciso antes falar também do cancelamento de ruído. O Realme Buds Air Pro conta com três opções diferentes para este recurso. O usuário pode usar os fones no modo normal, que basicamente não oferece nenhuma forma de cancelamento ativo.

A outras duas opções são basicamente opostas. Com o cancelamento ativo de ruído ligado, os fones evitam que sons até 35 dB (principalmente os mais graves) atrapalhem a qualidade sonora.

O nível de cancelamento oferecido pela Realme é bastante impressionante. Mesmo com os fones apenas ligados nos ouvidos, sem que haja algo tocando, já é bastante perceptível a redução de ruídos. Assim, é bem possível usar este aparelho em escritórios, em casa ou locais mais barulhentos simplesmente para conseguir se concentrar, sem mesmo precisar de uma música para isso.

Sem tocar nada, o usuário já deixa de ouvir sons de tráfego, vozes ao fundo, barulhos de teclados até mesmo mecânicos. Com um som rolando no ouvido, então, a pessoa fica completamente alheia ao mundo ao seu redor. O que significa que não vai ouvir nem mesmo alguém chamando pelo seu nome.

"Pontinhos" na parte de trás são o que oferece o cancelamento de ruído (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)
"Pontinhos" na parte de trás são o que oferece o cancelamento de ruído (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Aí vem a outra opção: a chamada modo transparência. Aqui, o Realme Buds Air Pro faz o caminho inverso. Ele utiliza a captação externa (feita para reconhecer o ruído e cancelá-lo) e usa como um microfone para o ouvido. Assim, realça o som ambiente.

Pode parecer contraproducente um fone com cancelamento de ruído efetivamente jogar o barulho externo para dento do ouvido do usuário. Contudo, para algumas situações isso pode prover certa segurança.

Por exemplo, há quem fique desconfortável (como este jornalista que escreve aqui) ao usar o cancelamento de ruído na rua em uma cidade como São Paulo, que exige certo nível de alerta ao ambiente.

Não que o modo transparência possa aguçar os barulhos (já bem insuportáveis) das ruas de uma metrópole, mas apenas oferece a sensação semelhante de não estar com fones de ouvido.

Veja bem, simplesmente, o ato de colocar um fone já veda parte da entrada do som de fora, mesmo sem o cancelamento de ruído. Assim, entenda os três modos da seguinte forma:

  • Modo cancelamento ativo de ruído - redução do áudio que vem de fora com vedação + sistema ativo;

  • Modo normal - redução de áudio com a vedação própria do fone, sem cancelamento ativo;

  • Modo transparência - reduz a vedação própria de ter um fone no ouvido, simulando a experiência de estar sem fones.

É possível fazer a troca entre estes modos facilmente, apenas mantendo pressionando por alguns segundos um dos fones.

Interferência no som

Agora, voltemos à qualidade sonora. A melhor experiência sonora certamente é com o cancelamento de ruído ativo. Aqui, é possível sentir a qualidade dos graves e diferenciar bem os neutros e agudos com uma limpeza bastante eficaz.

Contudo, o mesmo não pode ser dito quando se ligam os outros modos, principalmente o transparência. A impressão que se tem é que o áudio externo se confunde com som que está sendo executado no fone.

A experiência (guardadas proporções) lembra a estar naquele limiar de som entre duas caixas com músicas diferentes tocando, sendo que um pouco incômodo de diferenciar ambas.

Assim, este modo transparência é, claramente, voltado para dar atenção aos arredores, abatendo assim a qualidade sonora do dispositivo. Ele não é voltado para aquele momento em que se quer apreciar o melhor som possível, mas para o cenário no qual é mais importante ter atenção externa do que estar imerso na música, filme ou podcast.

Diante da finalidade, esta redução na qualidade de som não será considerada uma desvantagem do produto, já que a troca entre os modos é facilmente atingível com apenas um toque no fone.

Bateria e conectividade

Um dos pontos positivos do Realme Buds Air Pro é a facilidade de conexão. O modelo já chega com o Bluetooth 5.0, voltado para evitar quedas com os dispositivos e aprimorar qualidade de áudio.

Para conectar um novo aparelho, o usuário só precisa abrir o case (ainda com os fones dentro) e apertar um botão na lateral direita da caixinha. Assim, o modelo deve aparecer nas opções de Bluetooth no smartphone, tablet ou outro aparelho.

Carregamento é feito com cabo USB-C (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)
Carregamento é feito com cabo USB-C (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

No próprio Android, já aparecem também indicações de porcentagem de bateria de cada fone e do carregador.

Segundo a Realme, o aparelho tem bateria suficiente para 25 horas de uso total sem o cancelamento ativo ligado, isso contando a capacidade dos fones somada ao case. No caso de uso do cancelamento, a autonomia cai para 20 horas.

Os testes do Canaltech confirmam isso. Durante uma semana de testes contínuos, foi preciso carregar o case completamente só uma vez, com uma média de uso de cinco a seis horas diárias.

O aparelho demorou perto de uma hora para se recarregar completamente usando o cabo que acompanha o conjunto, ligado a uma porta USB 3.1 de computador.

Embora o case falhe um pouco em oferecer um bom feedback visual da situação de bateria, o aplicativo Realme Link oferece as informações necessárias para saber se é preciso ou não colocar o aparelho para recarregar.

Recursos extras

O Realme Buds Air Pro tem algumas funcionalidades que merecem atenção. A primeira delas é o reconhecimento de proximidade com o ouvido do usuário. Isso quer dizer que, caso se esteja vendo ou ouvido algo com os fones ligados, ao retirar um deles do ouvido a execução será interrompida.

Em primeiro momento, a funcionalidade se mostrou pouco precisa com áudios de Spotify, mas testes com YouTube, Netflix e outros aplicativos podem ter revelado que o problema está mais na atualização recente do Spotify do que no recurso em si.

A funcionalidade traz um conforto interessante, principalmente quando se está trabalhando e alguém chama. A simples retirada do fone para escutar a pessoa já garante a pausa do conteúdo.

É preciso falar também do app Realme Link. Embora o programa traga alguns ajustes interessantes como ligar o boost de grave e controlar modos de cancelamento de ruído, ainda é bastante limitado. A Realme poderia ter oferecido mais ajustes de equalização de som.

Aparelho traz bons recursos a preço honesto (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)
Aparelho traz bons recursos a preço honesto (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

O app traz outros dois recursos que pareceram mais perfumaria que efetivamente úteis nos testes do Canaltech. O primeiro é intensificador de volume, que promete aumentar a intensidade sonora.

O Realme Buds Air Pro é bastante eficiente em intensidade sonora, sem a necessidade deste intensificador. Os testes do Canaltech não revelaram uma diferença significativa em intensidade com a função ligada. Se houve mudança, ela praticamente é imperceptível, o que torna a opção pouco útil.

Da mesma forma, a companhia oferece o “modo jogo”. O objetivo aqui é reduzir a latência de som para 94 milissegundos. Isso quer dizer que, por exemplo, em um jogo de tiro, o Realme Buds Air Pro demora 94 milissegundos entre o som que aparece na tela e a execução sonora no fone.

Dentro do mercado gamer, baixa latência é um ponto importante, pois pode efetivamente significar uma vantagem estratégica. Por outro lado, este modelo não tem foco em jogos, sendo que este é um recurso extra.

Os testes do Canaltech, contudo, não revelaram diferença perceptível com o modo jogo ligado ou não, sugerindo que a funcionalidade pode ser mais um argumento de venda do que efetivamente um recurso que vá impactar na experiência.

Nesta faixa de preço, os Realme Buds Air Pro são uma das opções mais interessantes, com bons recursos e qualidade de som suficiente.

Ficha técnica

  • Driver: 10 mm;

  • Bateria de até 25 horas/486mAh (com o carregador);

  • Peso: 5g;

  • Resistência à água - IPX4 ;

  • Cancelamento de ruído ativo;

  • Sensor de aproximação;

  • Cores Preto e Branco;

  • Bluetooth 5.0;

  • Acessórios;

  • Estojo de carregamento;

  • Cabo USB C;

  • Quatro pares de ponteiras de silicone.

Concorrentes diretos

A Realme entra nesta faixa de aparelhos TWS com um preço convidativo, se comparado com concorrentes diretos. Na faixa entre R$ 600 e R$ 800, a JBL se destaca com seu modelo Tune 225TWS que, embora traga um excelente som, não conta com cancelamento de ruído ativo.

Outro do setor é Huawei FreeBuds 3, que também conta com cancelamento ativo e sensor de proximidade. Ainda nesta faixa, a Xiaomi traz os seus Xiaomi Air 2 Pro que também não oferecem cancelamento de ruído.

Assim, o Realme Buds Air Pro se mostra como um dos modelos mais completos dentro da sua faixa de preço.

Conclusão

A Realme posiciona o seu Buds Air Pro como um dos aparelhos mais completos na faixa de preço. O modelo oferece bom som, cancelamento de ruído, sensor de proximidade e bateria robusta em um modelo na faixa dor R$ 700.

A empresa poderia melhorar o app Realme Link oferecendo mais controle especificamente sobre o som. Além disso, o fone poderia contar com um botão físico e não um sensor de toque que não oferece nenhum feedback tátil.

Se você se interessou nos Buds Air Pro da Realme, vale a pena dar uma olha na nossa seleção de preços para a versão branca e preta

Fonte: Canaltech

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