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Review mouse Logitech MX Ergo | Diferente de tudo o que você já viu

·8 minuto de leitura

No começo da popularização da computação pessoal, lá pelos idos dos anos 1990, não havia muita opção ao comprar um mouse. O periférico geralmente era uma caixinha retangular, com bordas arredondadas, conectada a um fio e uma bola no interior para realizar o movimento do cursor na tela. O Logitech MX Ergo segue mais ou menos essa ideia, mas traz algumas diferenças.

Para começar, a bola não fica no interior do periférico, mas sim do lado de fora, e na parte de cima. Em vez de movimentar o cursor ao arrastar o mouse em uma mesa, o usuário controla pela trackball, com o polegar. Dessa forma, o MX Ergo fica sempre parado em um local, o que permite o uso em ambientes mais apertados ou até sem apoio.

Além disso, o mouse da Logitech funciona sem fio, com duas opções de conectividade, e pode se conectar a até dois dispositivos simultaneamente. Eu testei o produto por alguns dias e conto a minha experiência nos próximos parágrafos, além de explicar melhor como funciona o MX Ergo.

Prós

  • Conectividade sem fio;

  • Bateria recarregável;

  • Botões personalizáveis;

  • Uso em até 2 dispositivos simultâneos;

Contras

Design, Construção e Conectividade

Bola de controle fica posicionada no polegar do usuário (Imagem: Ivo/Canaltech)
Bola de controle fica posicionada no polegar do usuário (Imagem: Ivo/Canaltech)

Você já nota a diferença deste mouse para outros modelos logo de cara: a bola que controla o cursor fica na parte de cima, e não embaixo, como era comum nos periféricos dos anos 1990. Ou seja, o MX Ergo não se move, ele fica fixo na mesa. Isso reduz a atividade muscular do braço em 20%, segundo a Logitech.

A trackball fica no lado esquerdo, em um declive levemente côncavo do mouse. Junto à bola de controle ficam o LED de carga (que informa quando a bateria está baixa, se está carregando ou completamente carregada, além de dizer quando está no modo pareamento) e um botão de precisão. Você pode reduzir a DPI para que o cursor se movimente mais devagar, o que pode ajudar em tarefas como edição de imagens, principalmente.

No lado direito do MX Ergo você encontra uma série de botões, além da superfície de apoio da mão. O mouse foi desenhado para que o seu dedão fique posicionado na bola, enquanto os dedos indicador e médio descansam nos botões esquerdo e direito. Estes ficam separados pela roda de rolagem, que é clicável e ainda permite um toque para os lados, que faz uma rolagem horizontal.

Há ainda botões personalizáveis, que funcionam geralmente como voltar e avançar, além de um de pareamento, para trocar entre dois dispositivos conectados com o periférico. O produto possui tamanho e formato para que toda a mão fique em contato com ele, de maneira a reduzir a fadiga muscular também neste sentido. Além disso, ele possui acabamento emborrachado levemente macio.

Na parte de baixo há uma placa metálica, e aí temos uma das grandes surpresas do MX Ergo: o mouse pode ficar apoiado totalmente na horizontal ou em um ângulo levemente verticalizado de 20°. Eu usei o periférico nesta segunda opção, o que ainda ajudou a reduzir a tendinite durante o período em que testei o mouse.

Outros botões incluem opções personalizáveis e roda de rolagem tem tilt para os lados (Imagem: Ivo/Canaltech)
Outros botões incluem opções personalizáveis e roda de rolagem tem tilt para os lados (Imagem: Ivo/Canaltech)

A placa fica presa ao dispositivo por magnetismo, e sai para dar acesso a um pequeno furo que permite a remoção da bola de controle para limpeza. Nesta região, ainda há um interruptor para ligar e desligar o mouse e um conector micro USB para recarregar a bateria. É possível utilizar o MX Ergo enquanto ele carrega.

Uma observação importante: este modelo serve apenas para uso com a mão direita. Se você faz questão de usar com a esquerda, deve procurar um mouse ambidestro ou uma versão para canhotos, que infelizmente não é muito fácil de encontrar.

Como conectar

O mouse da Logitech possui conectividade dupla, ou seja, tem duas opções para se conectar a um dispositivo. A mais fácil é com o receptor USB que vem na caixa, pois basta inseri-lo em qualquer entrada USB do computador, ligar o mouse e começar a usar. Outra opção é por Bluetooth, que ainda abre mais possibilidades e permite que o MX Ergo seja ligado a tablets, também.

Além disso, ele pode ser conectado a até dois dispositivos simultaneamente, e você troca entre as telas pela borda, com a opção Flow do app Logitech Options. Com esta opção, ainda é possível copiar e colar conteúdo de um PC (ou tablet) para outro. Também dá para fazer a troca de maneira rápida ao apertar o botão na parte de cima do mouse.

Pode ser uma vantagem instalar o Logitech Options porque o app também libera a personalização dos botões. Há perfis de atalhos pré-configurados para diversos aplicativos, como Photoshop, edição de vídeo, navegador, chamadas em vídeo, Powerpoint e Excel.

Opçções do MX Ergo no app Logitech Options (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)
Opçções do MX Ergo no app Logitech Options (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)

A bateria de 500 mAh é recarregável e pode durar até quatro meses, segundo a Logitech. Não tem como ver a porcentagem de carga após os testes, mas o app da fabricante apontava como “bom”, ou seja, houve uma pequena descarga, mas nada demais para poucos dias de uso.

Ergonomia

Como você já deve ter notado, a ideia do MX Ergo é oferecer mais conforto e ergonomia, reduzindo o esforço dos músculos do braço. Para isso, além de ser fixo, o mouse da Logitech também pode ser posicionado em um ângulo de 20° e ainda possui formato com ótimo encaixe para a mão.

Neste sentido, ele é ótimo. Seu uso é bastante confortável a partir do momento em que você se habitua ao controle do cursor pela bola, que deve ser feito com o polegar. Quem já está mais acostumado a usar trackpad de notebook ou já utilizou um mouse desse tipo vai gostar bastante do MX Ergo, que de fato reduz a fadiga no braço e, consequentemente, as dores de tendinite e lesões por esforço repetitivo.

Outro uso interessante para o mouse da Logitech é em ambientes com pouca espaço. O fato de ser fixo, ou seja, não precisar de movimentar fisicamente para mover o cursor, o torna muito útil para voos, por exemplo. É mais confortável que o trackpad do notebook, afinal de contas.

“Devo dizer que eu não consegui me acostumar ao MX Ergo. Questão pessoal, mas que acho interessante apontar para você levar em conta. Mesmo com muitos dias tentando me habituar, minha inabilidade em controlar o cursor por uma bola fixa me fez voltar, sempre, a um mouse tradicional antes do fim do expediente. Experiência pessoal, repito, que pode não ser igual com você”.

A frente do mouse, com o conector micro USB abaixo dos botões (Imagem: Ivo/Canaltech)
A frente do mouse, com o conector micro USB abaixo dos botões (Imagem: Ivo/Canaltech)

Logitech MX Ergo: ficha técnica

  • Trackball: 380 dpi;

  • DPI: de 512 até 2.048;

  • Conectividade: Bluetooth LE ou receptor Unifying;

  • Distância de funcionamento: até 10 m (sem fio)

  • Bateria: 240 mAh recarregável;

  • Dimensões: 132,5 x 99,8 x 51,4 mm (AxLxP);

  • Peso: 164 gramas;

  • Compatibilidade: Windows, macOS, iPadOS, Chrome OS, Linux.

Concorrentes Diretos

Se você quer um mouse com trackball ambidestro, tem o Trackman Marble, da própria Logitech, como opção. A diferença, além de ter a bola no meio e os botões nos lados, é que ele é conectado com fio, sem opção de receptor USB ou Bluetooth. Uma alternativa sem fio é o Ergo M575, também da Logitech, que é bem mais barato, mas funciona a pilha — além de ser, também, para a mão direita.

Ainda nas opções com trackball, tem ainda o Kensington Orbit, também com fio, e o Kensington Expert, sem fio, mas cujo preço pode assustar, pois ultrapassa os R$ 1.500.

Há ainda alternativas ergonômicas, como o MX Master 3 e o MX Vertical, com ângulo de uso um pouco superior aos 20° do MX Ergo.

Conclusão

Para quem busca uma opção diferente dos mouses convencionais, o MX Ergo é um prato cheio. Sem fio, fixo e com uma bola grande no lado esquerdo, o periférico foi desenvolvido para exigir menos dos músculos do braço sendo, portanto, uma alternativa ergonômica para quem sofre de tendinite ou LER.

Mais do que isso, o dispositivo serve muito bem a quem tem pouco espaço para trabalhar. E isso vale tanto para quem tem um ambiente apertado quanto para quem tem muitas outras ferramentas necessárias sempre à mão. Apesar de ser consideravelmente pesado, o MX Ergo funciona até mesmo sem uma base de apoio, ou seja, dá para usá-lo segurando na sua própria mão — apesar de só ser recomendável em caso de extrema urgência.

O produto ainda traz alguns diferenciais para os mouses convencionais que vão além da ergonomia, como a possibilidade de conectar a até dois dispositivos simultaneamente. Os botões personalizáveis são outro extra, e a opção de rolar horizontalmente com um toque para os lados da roda de rolagem é algo que deveria ser padrão em mouses hoje em dia.

O problema maior é o preço. A Logitech cobra, oficialmente, R$ 600 pelo produto, mas você já pode encontrá-lo por valores consideravelmente mais baixos no varejo online. Confira o link no fim do texto para ver o preço atual do produto.

Definitivamente não é um preço baixo para quem quer se aventurar no mundo da trackball, o que faz do MX Ergo uma opção apenas para quem já experimentou e se habituou a esse tipo de controle. Se você acha que pode se habituar ao MX Ergo, é possível fazer a compra pela internet e devolver o produto em até sete dias sem qualquer justificativa, como é previso pelo Código de Defesa do Consumidor.

Fonte: Canaltech

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