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Review | Motorola Edge 20: de volta ao topo

·8 minuto de leitura
Review | Motorola Edge 20: de volta ao topo
Review | Motorola Edge 20: de volta ao topo

Recém-lançada no Brasil, a linha Motorola Edge 20 é composta por um trio de smartphones que têm a missão de reestabelecer a fabricante como uma alternativa viável no segmento dos aparelhos topo de linha.

Não me leve a mal: a Motorola sempre teve ótimos aparelhos em seu portfolio, mas se colocados em uma escala mesmo os melhores modelos pendiam mais para o “intermediário premium” do que para os “supertops” de concorrentes como a Samsung, Apple ou Xiaomi.

A família é composta por três modelos (Edge 20 Lite, Edge 20 e Edge 20 Pro), que compartilham características como a tela de 6,7″ e a câmera principal de 108 MP, mas que se diferenciam por detalhes como a capacidade de bateria, processador, quantidade de RAM e de memória interna.

O modelo que testamos, o Edge 20 na cor Frosted Grey (cinza), é entregue em um pacote bem completo, que vai contra a tendência adotada por outros fabricantes: na caixa você vai encontrar, além do aparelho, uma capa transparente, um carregador Turbo (30 Watts), cabo USB-C, fones de ouvido (com plugue de 3,5 mm) e adaptador de fones (de 3,5 mm para USB-C). Só faltou uma película pré-instalada, como fazem fabricantes como a realme.

Conteúdo da caixa do Motorola Edge 20. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital
Conteúdo da caixa do Motorola Edge 20. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital

Logo de cara, um aspecto do design chama a atenção: a tela do Motorola Edge 20 é completamente plana, sem as “curvas” laterais que davam nome ao seu antecessor. Isso, mais as bordas retas, dão a ele um aspecto “quadradão”, mais sóbrio, que na minha opinião é bastante elegante.

A espessura de 6,9 mm (sem contar o módulo da câmera) é digna de nota, ainda mais considerando que a Motorola conseguiu “espremer” ali dentro uma bateria de 4.000 mAh. O vidro traseiro, também plano, tem um acabamento fosco que ajuda a esconder bem as impressões digitais e evita que o aparelho fique com aparência de “sujo” só de encostar nele.

O sensor de impressões digitais é integrado ao botão liga/desliga, na lateral direita. Além de rápido e preciso, sua posição facilita o uso. Dependendo da forma como você segura o smartphone, o polegar direito ou o indicador esquerdo naturalmente ficam sobre o botão, o que evita que você tenha que mover um dedo para alcançar um sensor na traseira do aparelho, ou na parte de baixo da tela, para se autenticar.

Na lateral esquerda do aparelho a Motorola incluiu um botão de atalho para o Google Assistente. Infelizmente, não encontrei uma forma de remapear o botão para outras ações: seria útil poder usá-lo como obturador da câmera ou para abrir um app favorito.

É uma omissão curiosa, já que é possível programar outro botão, o liga/desliga, para isso. É o que a Motorola chama de “botão interativo”: com dois toques você pode abrir um app favorito, alternar entre o app atual e o mais recente ou ligar para um contato específico.

O recurso “botão interativo” permite invocar um painel com atalhos com dois toques no botão liga/desliga
O recurso “botão interativo” permite invocar um painel com atalhos com dois toques no botão liga/desliga

Som e imagem “de cinema”

O Motorola Edge 20 é equipado com uma tela OLED de 6,7″ e resolução de 1080 x 2400 pixels, com certificação HDR10+ e protegida por Gorilla Glass 3. A qualidade de imagem é excelente: além do “preto absoluto” e cores vivas típicos da tecnologia OLED, a certificação HDR10+ garante maior faixa dinâmica na imagem: simplificando bastante, isso significa maior nível de detalhes tanto nas áreas mais escuras quanto nas mais claras da imagem.

A tela tem atualização a 144 Hz, o que garante movimentação mais suave dos elementos na tela em momentos de muita “ação”, seja ao rolar uma página no navegador web ou jogar seu jogo favorito. A contrapartida é que isso aumenta o consumo de energia. Se desejar, o usuário pode optar por limitar a atualização a 60 Hz, às custas de movimentação menos suave.

Um bom meio-termo é deixar o ajuste no modo automático: o sistema operacional se encarrega de determinar se o que está sendo exibido na tela se beneficia da atualização mais rápida ou não, e modifica a frequência conforme necessário.

O alto-falante (mono) na parte inferior do aparelho tem boa qualidade de som, com volume alto e bons graves, que chegam a vibrar a carcaça do aparelho. Não há um conector para fones de ouvido com plugue de 3,5 mm, mas o adaptador de 3,5 mm para USB-C lhe permite usar seus fones com fio favoritos.

Câmeras que não vão te deixar na mão

O conjunto de câmeras do Motorola Edge 20 é bastante versátil, e te dá as ferramentas de que você precisa para fazer boas fotos em qualquer situação, dos menores detalhes aos objetos mais distantes.

A começar pelo modo macro, que usa o sensor ultra-wide de 16 MP. Além da resolução mais alta que as “câmeras macro” de 2 ou 5 MP encontradas em outros aparelhos, este modo retém o foco automático, o que significa que você não vai precisar medir a distância exata entre a lente e o objeto fotografado para conseguir imagens como as abaixo.

No modo ultrawide o campo de visão é de 119 graus, ideal para registrar uma paisagem ampla, interiores (como os cômodos de um imóvel à venda) ou um grande grupo de pessoas.

A câmera principal (wide) tem sensor de 108 MP, que por padrão usa “binning” de 9:1, combinando as informações de 9 pixels do sensor (em um arranjo 3×3) em um único “super pixel”, produzindo imagens de 12 MP. Existe um certo “grão” nas áreas mais escuras das imagens, mas no geral elas têm boa faixa dinâmica e excelente qualidade.

Se você precisar chegar “mais perto” do que deseja fotografar, pode acionar o zoom óptico de 3x, cortesia do sensor telefoto de 8 MP, equipado com estabilização óptica de imagem (OIS). E se ainda não for o suficiente, é possível combinar o zoom óptico com zoom digital, resultando em “zoom híbrido” que pode chegar a 30x. Neste caso, entretanto, a queda na qualidade da imagem, típica do zoom digital, é notável.

Por fim, a câmera frontal de 32 MP consegue fazer boas fotos até mesmo no contraluz, situação que é um desafio para qualquer câmera. Na gravação de vídeo é possível gravar em 4K a 30 FPS até uma super câmera lenta em 720p a 960 fps, onde a ação se desenrola 16x mais devagar do que em tempo real.

Fôlego para trabalhar e jogar

Graças ao processador Qualcomm Snapdragon 778G 5G, 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, o Motorola Edge 20 tem um desempenho impecável, tanto nas tarefas do dia a dia quanto em jogos.

Genshin Impact, um dos jogos Android mais visualmente impressionantes (e pesados) da atualidade, rodou sem soluços na qualidade gráfica alta. Já Bloodstained, sucessor espiritual de Castlevania, que tem versões para Switch, Xbox One e PlayStation 4, não deixou nada a dever aos consoles e rodou a 60 FPS na qualidade gráfica alta.

Autonomia de bateria do Motorola Edge 20. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital
Autonomia de bateria do Motorola Edge 20. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital

De nada adianta alto desempenho se a bateria dura pouco, mas felizmente este não é o caso do Motorola Edge 20. É difícil medir a autonomia de bateria em “uso típico” nesta época em que a maioria das pessoas evita sair de casa, mas consegui uma média de 15h de uso, sendo 7h30 de tela ligada, com uma carga de bateria antes dele dar o alerta de que só havia 15% de carga restantes.

Nos jogos a situação foi parecida. Jogando Genshin Impact na qualidade gráfica média, o consumo foi de 22% por hora de jogo, o que dá uma autonomia de quase cinco horas com uma carga. Equivalente a consoles portáteis como o Nintendo Switch Lite.

Interface ao seu gosto

O Motorola Edge 20 sai de fábrica rodando uma versão bem “limpa” do Android 11, o que já é tradição nos aparelhos da marca. Não há bloatware (apps inúteis pré-instalados), e as modificações que a Motorola faz são bastante úteis, como os tradicionais gestos para ativar a câmera, lanterna, etc.

Uma novidade que está estreando nos Edge é o que a empresa chama de My UX, basicamente uma ferramenta que permite algum nível de personalização da interface. O usuário pode escolher uma cor de destaque, fonte, formato e layout dos ícones, papel de parede e salvar tudo isso como um Estilo que pode ser aplicado com um clique. As opções são um tanto limitadas: não é possível usar pacotes de ícones externos ou instalar fontes extras, mas é melhor do que nada.

O Motorola Edge 20 também é compatível com o Ready For, o sistema que permite ao smartphone “pegar emprestada” uma tela HDMI próxima e usá-la para jogar, para videochamadas ou mesmo para transformar o smartphone num PC, como já vimos no Moto G100.

A diferença aqui é que além de conectar o smartphone ao monitor com um cabo HDMI, agora também é possível fazer isso sem fios, em uma Smart TV ou monitor compatível com a tecnologia Miracast. Infelizmente, por falta de uma tela compatível, não pude testar este recurso.

Uma tela excelente, câmeras versáteis, alto desempenho e boa autonomia de bateria já seriam, por si só, bons motivos para recomendar o Motorola Edge 20. Mas existe mais um: o preço sugerido de R$ 3.599 (à vista, no site da fabricante). Somando tudo, ele é uma boa opção para quem quer um smartphone “top”, sem deixar um rim e parte do fígado no balcão da loja.

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