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Review Mi 10T Lite 5G | Uma linha tênue entre Xiaomi e Poco

·20 minuto de leitura

A Xiaomi tem apostado forte na transição para o 5G, principalmente porque, na China, a nova geração da banda larga móvel já está bastante presente. Desde o ano passado, a companhia lançou uma boa quantidade de modelos compatíveis, sendo que um deles é o Mi 10T Lite 5G.

O dispositivo é uma versão de baixo custo do Mi 10T 5G, um dos dispositivos topo de linha da companhia em 2020. No caso do modelo Lite, a aparência é de Pocophone, mas ele realmente foi lançado como alternativa mais barata dentro da principal linha da empresa, no que podemos chamar de “intergeração”, já que o Mi 10T chegou cerca de seis meses depois do Mi 10.

No caso do Mi 10T Lite 5G, temos uma opção intermediária com alguns cortes de custos para entregar experiência quase igual à do modelo topo de linha a preço mais baixo. Será que ele consegue atender a essa promessa? Eu testei o aparelho por alguns dias e conto como foi nos próximos parágrafos.

Prós

  • Preparado para o 5G;

  • Ótimo desempenho bruto;

  • Tela de 120 Hz;

  • Recarga em menos de 1 hora;

  • Áudio estéreo;

Contras

  • Tela com brilho baixo;

  • Câmeras auxiliares ruins.

Confira o preço atual do Xiaomi Mi 10T Lite 5G

Design e Construção

Como se trata de uma versão Lite, este celular traz alguns cortes de custos para entregar uma experiência próxima à do modelo “normal” sem pesar no seu bolso. No caso do design, a concessão feita está nas laterais do aparelho, que são de plástico, em vez de metal. Tanto a parte da frente quanto a de trás são de vidro, com proteção Gorilla Glass para ter uma resistência maior a quedas e riscos.

  • Dimensões (A x L x P): 165,4 x 76,8 x 9 mm

  • Peso: 214,5 g

O nome, aliás, indica que é uma versão mais acessível do Mi 10T 5G, mas o visual passa longe disso. O Mi 10T Lite 5G traz o módulo de câmeras na parte central da traseira, com um visual que lembra bastante a linha Poco X3. Trata-se de uma área circular saltada, com um segundo círculo cortado nas partes de cima e de baixo, com quatro câmeras em duas fileiras. Mas não se preocupe com a lombada: o aparelho vem com uma capinha de TPU na caixa que protege bem a traseira e até a tela.

Na frente, o celular traz tela com bordas mínimas e um furo centralizado na porção superior para abrigar a câmera de selfies. Os botões de volume e energia estão no lado direito, sendo que este último ainda tem o leitor de impressão digital embutido. Na esquerda, você vai encontrar a gaveta de chips, com dois espaços, sendo um deles híbrido para chip SIM ou cartão micro SD. Os conectores P2 e USB-C ficam abaixo, e na parte de cima o dispositivo oferece um emissor infravermelho.

Em resumo, um celular intermediário premium, que alia materiais mais caros com algumas partes mais acessíveis. Claro que isso não vai afetar muito a sua experiência, já que o quadro lateral ser de plástico ou metal altera mais o aspecto do que a resistência em si, ainda mais se você usar o celular sempre em uma capinha.

Tela

Tela inciial do Mi 10T Lite com o furo da câmera frontal (Imagem: Ivo/Canaltech)
Tela inciial do Mi 10T Lite com o furo da câmera frontal (Imagem: Ivo/Canaltech)

O display é um dos componentes em que há maior sacrifício, apesar de ainda entregar uma boa experiência para o usuário. Claro, é raro os celulares atuais terem painel de baixa qualidade, e mesmo quando a tecnologia não é a mais avançada, ainda dá para enxergar bem a imagem, além de ter ótimo tempo de resposta ao toque.

No caso do Mi 10T Lite, temos praticamente a tela que a Xiaomi usou no Mi 10T 5G, modelo base da linha. Ambos contam com 6,67 polegadas, resolução Full HD (1080 x 2400 pixels) e proporção de 20:9. O que muda é a taxa de atualização, que no caso do modelo mais barato é 120 Hz, e o suporte ao HDR10, em vez de 144 Hz com HDR10+.

O principal problema do display é o brilho típico, que segundo a Xiaomi é de 450 nits. É um nível máximo um pouco inferior ao que seria ideal para uso na rua, embaixo da luz do sol. O celular oferece um modo para melhorar a visibilidade em áreas externas, que precisa ser ativado manualmente. Mas ainda fica abaixo do que um painel Super AMOLED oferece sem necessidade de ativar um recurso a mais. Enfim, se você não faz uso do celular na rua com muita frequência, a tela é suficiente para usar em ambientes internos.

O painel IPS LCD ainda oferece cores mais naturais. Porém, peca um pouco no preto, que é um cinza bem escuro. Isso acontece porque os pixels não se apagam totalmente, então há alguma emissão de luz mesmo nas áreas mais escuras da imagem. O HDR10 ajuda a reduzir esse problema, e torna o preto mais profundo, além de garantir mais tonalidades e, consequentemente, detalhes na imagem.

As especificações completas da tela do Mi 10T Lite 5G são painel IPS LCD de 6,67 polegadas com resolução Full HD (1080 x 2400 pixels, cerca de 395 ppp de densidade). Há opção de taxa de atualização aumentada para 120 Hz (sem adaptação ao conteúdo, ou seja, fixo nesta frequência) e o suporte ao HDR10. O display ocupa cerca de 84,6% da parte frontal do dispositivo.

Tela IPS LCD do Mi 10T Lite tem preto relativamente profundo (Imagem: Ivo/Canaltech)
Tela IPS LCD do Mi 10T Lite tem preto relativamente profundo (Imagem: Ivo/Canaltech)

Configuração e Desempenho

Outro ponto em que há redução de custos é no hardware. Não é que o Mi 10T Lite seja um celular fraco — longe disso —, apenas não tem a mesma potência que você vai encontrar nos modelos mais avançados da linha, que já possuem plataforma topo de linha da Qualcomm. No caso do modelo em análise, você tem um Snapdragon 750G, que chega bem perto da potência de uma plataforma da série 800, e ainda tem suporte ao 5G.

“O Mi 10T Lite tem a mesma plataforma do Moto G 5G, por exemplo. É um celular de boa potência, que não chega a rivalizar com modelos topo de linha, mas entrega experiência muito boa para 2021. Roda jogos geralmente sem problema, e aguenta alguns títulos até mesmo com configurações gráficas altas.”

Os resultados deste modelo na ferramenta 3D Mark ficaram na mesma faixa do Poco M3 Pro, que tem um Dimensity 700. E, claro, também foram os mesmos que o Moto G 5G atingiu. Além disso, ficou perto do Moto G60, que tem outra plataforma, o Snapdragon 732G, limitada ao 4G. O Mi 10T Lite, especificamente, ficou com 1083 pontos e 6,5 fps de média no Wild Life.

No uso real, notei que há uma fluidez muito boa na troca entre aplicativos, mesmo os jogos. O único porém é que eu notei um aquecimento um pouco maior que o normal. Nada que incomodasse, mas é bom ficar de olho nisso se você gosta de jogar por um período muito prolongado, pois pode acabar afetando um pouco o desempenho do aparelho.

Ah sim, falando em jogos, o celular da Xiaomi roda bem praticamente qualquer jogo atual da Google Play Store. Eu joguei Asphalt 9, Free Fire e COD Mobile, principalmente, todos com as configurações padrão, e nenhum apresentou engasgos, travamentos nem quedas de quadros, mesmo que eu jogasse por quase meia hora sem parar. O ideal, por se tratar de um intermediário, é manter a qualidade gráfica um pouco mais baixa no caso de ficar mais de meia hora jogando.

Se você gosta de ler as especificações completas, aí vão elas: plataforma Snapdragon 750G, fabricado a 8 nanômetros e com processador de oito núcleos dividido em dois mais velozes Kryo 570 de 2,2 GHz e seis mais eficientes Kryo 570 de 1,8 GHz. A GPU é a Adreno 619, e o aparelho é vendido com 6 GB de RAM e opções de 64 GB e 128 GB de armazenamento. Recomendo apenas a segunda, para não ter problema de espaço mesmo se você usar o aparelho por três anos ou mais.

Interface e conectividade

Eu testei o Mi 10T Lite inicialmente na versão da MIUI 12.0.8, com o Android 10, e posteriormente foi atualizado para a 12.5.3, no Android 11. Note que o fato de estar na versão mais atual da interface da Xiaomi (a 12) não é nenhuma garantia de estar com a mais recente do sistema operacional do Google, pois o aparelho já estava nela com o Android 10 e continuou, com uma versão um pouco diferente, no Android 11.

A política de atualização da Xiaomi não é muito transparente, mas a empresa costuma enviar updates de sua interface para a maioria de seus dispositivos por, pelo menos, dois anos. Mesmo que a versão do sistema operacional em si, ou seja, do Android, não mude.

A MIUI traz bastante recursos adicionais aos aparelhos da Xiaomi, mas também tem uma boa quantidade de aplicativos pré-instalados, alguns deles redundantes. São apps oferecidos como alternativas a algumas aplicações padrão do GApps (pacote padrão do Google para o Android), com praticamente as mesmas funcionalidades. Também há alguns úteis, mas que nem todo usuário vai aproveitar. Muitos podem ser desinstalados, mas boa parte só pode ser desativada.

O celular da Xiaomi tem leitor de impressão digital lateral, integrado ao botão de energia, que tem funcionamento bastante rápido e preciso. Ao menos neste ponto ele é idêntico ao Mi 10T 5G, já que ambos possuem display IPS LCD e, portanto, não podem ter o leitor sob a tela, ainda indisponível para este tipo de painel.

Em matéria de conectividade, o Mi 10T Lite 5G conta, além da quinta geração da banda larga móvel, com Bluetooth 5.1 Low Energy, NFC e Wi-Fi dual-band (suporte a 2,4 GHz e 5 GHz) com hotspot. O aparelho também vem com emissor infravermelho, que permite controlar televisão, ar condicionado e outros dispositivos compatíveis com a tecnologia.

Câmera

Interface da câmera do Mi 10T Lite, com o menu onde fica o Super Macro (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)
Interface da câmera do Mi 10T Lite, com o menu onde fica o Super Macro (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)

O Mi 10T Lite tem quatro câmeras na parte traseira e mais uma na frente, de 16 MP. O conjunto quádruplo traz as principais funcionalidades encontradas em celulares intermediários atualmente: uma principal de 64 MP, também chamada de grande-angular, com campo de visão mais parecido com o olho humano; uma ultra wide (ou super grande-angular) de 8 MP e campo de visão ampliado; uma macro de 2 MP e uma de profundidade de 2 MP.

Apesar de contar com o sensor exclusivo para macro, o aplicativo de câmera do aparelho não tem uma função nativa para isso. Você só vai encontrar uma opção super macro escondida nas configurações da aplicação, que no fundo é a câmera com distância focal baixa que registra detalhes invisíveis a olho nu.

Vale a pena deixar o modo IA sempre ligado, especialmente se você preferir cores mais destacadas. Trata-se de uma função de inteligência artificial que analisa o enquadramento e faz ajustes automáticos no balanço de branco, saturação e contraste para tornar a foto mais atraente para o cenário em questão. O aparelho detecta se é foto de um animal de estimação, comida ou planta, por exemplo.

Sensor principal | 64 MP

Ativar o modo IA ajuda a dar mais detaque às cores (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
Ativar o modo IA ajuda a dar mais detaque às cores (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera de alta resolução e abertura da lente em f/1.9 é a única que realmente entrega bons resultados no Mi 10T Lite. Mas são realmente resultados de brilhar os olhos, com alto nível de detalhes, boa estabilização, cores bem destacadas (mas sem exagero), contraste e exposição equilibrados. Lembrando que o ideal é deixar o modo IA ligado, para ter o melhor conjunto geral no clique.

Claro que não é uma câmera perfeita, e não vai competir em pé de igualdade com celulares topo de linha. Mas dá para tirar fotos incríveis, mesmo usando o zoom de 2x, que já vem como opção na tela inicial. E isso mostra como não é necessário mais de um sensor para oferecer opção extra de enquadramento em um celular: dá para aproveitar as altas resoluções de atualmente para oferecer um zoom de qualidade bacana, ou até tentar fazer um modo macro com foco ajustável.

Super grande-angular | 8 MP

Super grande angular perde bastante em qualidade, comparado à principal (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
Super grande angular perde bastante em qualidade, comparado à principal (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera ultra wide do Mi 10T Lite já é bem inferior à oferecida pela própria Xiaomi nos outros modelos da linha Mi 10T. O resultado é que as fotos ficam em qualidade consideravelmente pior que as tiradas com o sensor principal, além de ficarem mais escuras e com cores mais apagadas, mesmo no modo IA.

O nível de detalhes cai drasticamente, e a nitidez também fica prejudicada, inclusive com estabilização mais precária, que pode resultar em imagens borradas com mais facilidade. É o típico caso em que talvez fosse melhor não ter a câmera do que oferecer algo de tão baixa qualidade, pois fica a impressão de que a Xiaomi só quis fazer número, oferecendo um conjunto quádruplo em vez de uma única câmera muito boa.

Macro | 2 MP

Macro tem baixa resolução, o que afeta a qualidade (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
Macro tem baixa resolução, o que afeta a qualidade (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

E a impressão de que as empresas preferem incluir câmeras de baixa resolução nos celulares para atrair o consumidor pelo número só aumenta ao analisar as fotos macro. Já vi que é possível tirar fotos decentes com sensores de baixa resolução, mas não é o que acontece aqui.

Na tela do Mi 10T Lite, e também na hora de fazer o clique, parece que a foto está ótima. Mas basta abrir em um monitor maior para ver o estrago: baixíssimo nível de detalhes, borrões causados por tremidas mínimas e muitos ruídos.

Dá para tirar boas macros com este celular? Sim, mas é preciso muito treino e paciência, além de luz. Em resumo, é um sensor quase descartável, e dá até para ignorar o fato de ser um modo escondido no app.

Modos retrato e noturno

Modo noturno destaca bastante o contraste e corrige bem ruídos e tremidos (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
Modo noturno destaca bastante o contraste e corrige bem ruídos e tremidos (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A terceira câmera funciona como auxílio da principal para fazer o desfoque do fundo e transformar uma foto comum em uma imagem um pouco mais parecida com a de uma câmera profissional. O recorte é bem razoável, e com paciência você consegue resultados bem bacanas. É bom tomar cuidado com cenários contra a luz, pois pode acabar ficando com um efeito flare.

Já o modo noturno consegue tornar a foto mais nítida, reduzindo borrões, mas não aumenta muito o destaque das cores. Para olhos treinados, fica até fácil de notar que a imagem foi clicada em um ambiente com pouca luz, pois o contraste fica bem marcado e as cores, apagadas. De qualquer forma, dá para usar esse estilo para ganhar bastante curtidas nas redes sociais.

Selfies | 16 MP

Selfies são razoáveis, mas fica abaixo de concorrentes (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
Selfies são razoáveis, mas fica abaixo de concorrentes (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Apesar de ter resolução de 16 MP na câmera frontal, o Mi 10T Lite deixa bastante a desejar em relação às selfies. Você vai ter cores apagadas, muitos ruídos mesmo em ambientes razoavelmente iluminados e perda de detalhes em muitos casos. A estabilização é bem fraca, e a foto sai tremida com bastante regularidade. É necessário bastante tempo para se habituar ao dispositivo e encontrar os melhores locais ou truques para tirar boas selfies nele.

O modo noturno não consegue salvar as fotos em ambientes com pouca iluminação, mesmo que seja mais ou menos equilibrada. Já o modo retrato tem bom recorte e funciona até que bem, desde que você use a luz a seu favor.

Para quem tem um nível de exigência bem baixo, é capaz de achar as selfies boas. Eu achei ruim, considerando os potenciais concorrentes deste aparelho que testei nos últimos tempos.

Vídeos

O Mi 10T Lite faz vídeos como se espera de um intermediário premium em 2021: com resolução 4K. Porém, apenas na câmera principal, já que as outras traseiras e as selfies ficam limitadas ao Full HD (1080p). E a estabilização é praticamente inexistente.

Ou seja, é melhor usar sempre o 1080p, independente da câmera escolhida. Aqui vale lembrar que gravação de vídeo não é mesmo o forte de celulares da Xiaomi, e os modelos da marca não são muito recomendados para quem quer criar este tipo de conteúdo em redes sociais.

Sistema de Som

O áudio costuma ser um dos pontos em que as empresas mais economizam. O Mi 10T Lite, ao menos, possui sistema estéreo, com um alto-falante na parte inferior e outro no mesmo local onde sai o áudio de chamadas. A qualidade não é das melhores, pois dá para notar um abafado leve e distorção um pouco perceptível mesmo em volumes médios. Mas, no geral, dá para aproveitar bem em jogos e na reprodução de vídeos, além de ouvir músicas relativamente bem.

O dispositivo ainda tem entrada para fone de ouvido e também pode usar um acessório de áudio sem fio, via Bluetooth. Aí você depende da qualidade deste dispositivo externo para escutar melhor o som de seus jogos, séries ou filmes preferidos.

Bateria e Carregamento

O Mi 10T 5G chegou no final de setembro já com 5.000 mAh de carga, que já começava a se tornar o padrão da indústria na época. Curiosamente, porém, a bateria da versão Lite tem um pouco menor de capacidade, com o total de 4.850 mAh. E isso impacta consideravelmente no uso real, pelo que eu verifiquei.

Foram dois testes para ter uma ideia do tempo que o celular consegue ficar longe da tomada. E os resultados ficaram dentro do esperado para a capacidade e potência do hardware do Mi 10T Lite, que até consegue chegar a dois dias de uso normal. Mesmo para quem faz um uso mais pesado deve conseguir, pelo menos, um dia inteiro sem precisar recarregar o smartphone.

Na Netflix, o dispositivo encerrou três horas de reprodução com brilho da tela em 50% com 77% de carga restante. Isso dá uma estimativa de cerca de 13 horas tocando vídeo sem parar, marca um pouco fraca, mas ao menos fica próximo do que o Moto G 5G entregou, para citar um modelo com o mesmo Snapdragon 750G.

O segundo teste já dá uma ideia melhor do uso normal do dia a dia, com mensageiros e redes sociais instalados e configurados. Também incluí algumas horas de reprodução de vídeo no YouTube e na Netflix, além de um pouco de jogatina no Asphalt 9 e Free Fire. Em pouco mais de 8 horas de uso, o Mi 10T Lite 5G chegou a 50% de carga.

Porém, houve algum erro de cálculo no tempo de tela ativa, marcado em pouco mais de 4 horas, mas sei que foi mais. Só em reprodução de vídeo já daria quase isso, e ainda há bastante tempo de leitura de e-mails, notícias e redes sociais a ser contabilizado. O consumo bem maior do que o visto no Poco M3 Pro, por exemplo, se dá pelo fato de eu ter usado a tela em 120 Hz desde o começo do teste — incluindo o da Netflix. O padrão do aparelho é 60 Hz e, ao que tudo indica, não há uma adaptação para apps que não exigem alta frequência constante.

Sempre lembrando que testes de bateria só podem fazer uma estimativa de uso, e cada pessoa vai ter uma exigência diferente e resultados distintos, mesmo se repetir o mesmo procedimento. Questões como força do sinal de rede, brilho da tela, apps em segundo plano e notificações podem alterar o consumo.

O Mi 10T Lite 5G vem com carregador de 33 W na caixa, igual ao modelo-base da linha. O tempo de recarga total, de 0% até 100%, fica abaixo de 1 hora, o que é impressionante para um celular intermediário. Porém, é bom ter em mente que essas recargas muito rápidas podem degradar a vida útil da bateria mais rápido.

Concorrentes Diretos

Os principais concorrentes do Mi 10T Lite são modelos intermediários com 5G, como alguns que foram citados ao longo desta análise. O Poco M3 Pro 5G é uma alternativa também da Xiaomi, com poucas diferenças em software, mais bateria e sem a câmera ultra wide, além de plataforma da MediaTek tão potente quanto o Snapdragon 750G. Também tem o Mi 10 Lite 5G (isso mesmo, sem o T), cuja tela é de 60 Hz.

A Motorola tem algumas opções, também, como o Moto G 5G, com características bastante parecidas com o Mi 10T Lite 5G; e o Moto G 5G Plus, opção um pouco mais avançada. Da Samsung, você pode procurar pelo Galaxy A32 5G se quiser algo mais barato, ou o Galaxy A52 5G, bem mais completo, incluindo ainda proteção contra água e poeira, mas também bem mais salgado.

Conclusão

Traseira do Mi 10T 5G tem acabamento em vidro (Imagem: Ivo/Canaltech)
Traseira do Mi 10T 5G tem acabamento em vidro (Imagem: Ivo/Canaltech)

A Xiaomi se especializou em entregar bons celulares a preço razoável, com foco principalmente no desempenho geral. Neste sentido, seus intermediários mais potentes ainda são alternativas muito boas para quem dá prioridade justamente à potência bruta. Porém, a MIUI tem perdido uma de suas principais características, que é a eficiência energética, tanto por ter se tornado uma interface menos eficiente, como pelo fato de as concorrentes terem melhorado nesse aspecto.

O Mi 10T Lite 5G é um celular muito bom em todos os aspectos, pecando na qualidade das câmeras auxiliares e nas selfies, apenas. A tela poderia ser melhor, mas se a Motorola também insiste ainda em displays IPS LCD, não podemos exigir que a Xiaomi mude para a alternativa mais avançada e cara do OLED, por enquanto. Quem quer esse tipo de painel, pode procurar modelos topo de linha ou gastar um pouco mais em opções da Samsung.

O celular fica em uma linha tênue entre o Mi 10T 5G, da própria Xiaomi, e os modelos da Poco, inclusive ao adotar visual semelhante ao da linha X3. Além disso, as escolhas por acabamento que mistura materaiis mais simples com os mais elegantes, e especificações que ficam a um passo do topo de linha o deixam ainda mais próximo da marca que tem se tornado alternativa custo-benefício da companhia.

Mas é sempre bom ter claro o público-alvo de cada dispositivo à venda. O celular da Xiaomi é uma opção de potência razoável, já pronto para a nova geração da banda larga móvel. Ou seja, é um celular para quem busca um bom intermediário para manter pelos próximos três anos sem ter problemas de travamentos, nem ficar muito atrasado tecnologicamente. É, em resumo, uma versão mais acessível do Mi 10T 5G, com pequenos cortes de custos que pouco alteram a experiência final.

“O desempenho bruto do Mi 10T Lite é excelente, apesar de a MIUI 12 não estar na melhor forma como em versões anteriores. A bateria também não deixa o usuário na mão, com duração garantida para um dia inteiro longe da tomada. A câmera principal é muito boa, enquanto as restantes são bem fracas, mesmo para a categoria na qual o Mi 10T Lite se insere. Em multimídia, o áudio se destaca por ser estéreo.”

Um problema é que este modelo não foi lançado oficialmente no Brasil, e só pode ser encontrado via importadores, o que significa garantia limitada ao que cada loja promete. Desde junho, seu preço variou entre R$ 1.800 e R$ 2.000, segundo o comparador Zoom, sempre na versão de 6/128 GB, o que faz dele uma boa opção, apesar de alguns de seus principais concorrentes poderem ser encontrados a preço mais baixo com a garantia de 12 meses.

Fonte: Canaltech

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