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Review Galaxy Z Flip 3 5G | Opção para estrear no mundo dos dobráveis

·17 minuto de leitura

Os celulares dobráveis ainda não caíram nas graças dos consumidores devido ao alto custo das tecnologias flexíveis, mas a Samsung vem buscando democratizar esse setor com a linha Galaxy Z Flip. O Galaxy Z Flip 3 5G, último lançamento da marca, chegou em 2021 com muitas melhorias em relação à geração anterior e um preço bem mais em conta, fazendo dele uma opção competitiva no segmento topo de linha.

Mas, afinal, chegou a hora de você optar por um smartphone flexível ou ainda está cedo? Eu testei o Galaxy Z Flip 3 5G por alguns dias e conto os pontos positivos e negativos do produto nos próximos parágrafos.

Importante mencionar que, na data de publicação deste review, o Samsung Galaxy Z Flip 3 5G ainda não estava à venda no mercado brasileiro. Entretanto, não se preocupe, pois atualizaremos essa matéria com links de compra confiáveis assim que as vendas começarem. Vamos nessa?

Prós

  • Design elegante e ainda mais robusto;

  • Ótimo desempenho;

  • Proteção contra água;

  • Conjunto de câmera agradável.

Contras

  • Bateria deixa muito a desejar;

  • Aparelho aquece muito em todas as tarefas.

Construção e design

Obviamente, o que mais chama atenção ao olhar para o Galaxy Z Flip 3 5G é o seu design nostálgico. O smartphone tem formato de concha, ou seja, que se dobra de forma semelhante aos antigos celulares flip, tão famosos antes da era dos dispositivos inteligentes. Um dos benefícios desse estilo é a facilidade para carregá-lo em bolsos ou bolsas pequenas, por exemplo, já que enquanto aberto é um aparelho tradicional.

Na prática, o aparelho assemelha-se a uma carteira no bolso quando está dobrado, o que é excelente, pois seus 17,1 mm de espessura na região mais espessa não incomodam. Quando desdobrado, o Z Flip 3 5G reduz a grossura para apenas 6,9 mm, mais fino que os 7,2 mm do primeiro modelo, fazendo com que ele fique bem confortável na mão.

O Galaxy Z Flip 3 5G é um smartphone impecável em termos de construção e design, quase uma peça de luxo. Sua carcaça de vidro em dois tons e as laterais metálicas oferecem um mix de elegância e robustez.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

O mecanismo de dobra do Galaxy Z Flip 3 5G está localizado no meio do smartphone, dividindo-o em dois. Segundo a Samsung, a peça é 80% mais durável que a presente no primeiro Galaxy Z Flip e suporta até 200 mil dobras — de fato, a pegada é bem mais robusta que a geração passada, apesar das dimensões ligeiramente mais reduzidas. Mas, com isso, o movimento de abre e fecha está mais duro.

  • Dimensões: 72.2 x 86.4 x 17.1 mm (dobrado) / 72.2 x 166.0 x 6.9 mm (desdobrado);

  • Peso: 183 gramas.

A nova geração do Z Flip também ficou à prova d’água, algo inédito no segmento. O celular ganhou a certificação IPX8, garantindo uma resistência contra mergulhos em água doce até 1,5 m por até 30 minutos — durante os testes, mesmo com um certo receio, joguei o Z Flip 3 5G numa bacia d’água algumas vezes e não notei nenhum dano aparente em sua estrutura.

Embora o smartphone dobrável da Samsung tenha ficado mais resistente no geral, uma preocupação que eu tive — e que pode ser um problema a longo prazo — dizia respeito à região da dobradiça da tela. A Samsung promete que a camada do painel e a película protetora são mais duráveis, mas, ainda assim, ela pode engordurar muito rápido, o que pode prejudicar a definição da tela ou, mais grave, danificá-la.

Vale mencionar que há uma película removível no aparelho, mas eu não recomendo removê-la, pelo menos até a empresa começar a vendê-la separadamente.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Além da construção consideravelmente melhor, o visual do Galaxy Z Flip 3 5G recebeu alguns upgrades muito interessantes: por aqui temos um corpo de dois tons, sendo a maior parte na cor bege, enquanto a região das câmeras e da tela secundária traz um preto mais escuro — visualmente, notei uma grande inspiração às gerações passadas da linha Google Pixel, que também traziam contavam com esse estilo.

As laterais do Z Flip 3 5G são de alumínio e arranjam o slot de chip e os botões de volume e energia. O botão de liga/desliga também funciona como método de desbloqueio; a precisão, sem surpresas, é excelente, e a leitura muito veloz. Na minha opinião, gostaria que o sensor estivesse posicionado um pouco mais para o meio, mas entendo que a região é ocupada pelo mecanismo de dobra.

Conexões e slots

Fora a sua proposta diferente, o Galaxy Z Flip 3 5G não deixa de oferecer configurações de um topo de linha: na lateral esquerda temos um slot que comporta apenas um chip de operadora — embora você possa usar um eSIM como uma segunda linha. O dobrável também já está pronto para o futuro com os padrões Sub-6GHz e mmWave do 5G, sem contar com o suporte ao Wi-Fi 6.

Na lateral inferior temos apenas uma entrada USB-C 3.1 para carregamento e transferência de dados, além de um dos alto-falantes e duas saídas para o microfone. Como já era de se esperar, não há entradas para cartão de memória nem para fones de ouvido, algo já comum entre os topos de linha.

O Galaxy Z Flip 3 5G já está pronto para o futuro, pois suporta os padrões Sub-6GHz e mmWave do 5G, Wi-Fi 6 e NFC para pagamentos por aproximação. A falta das entradas para cartão de memória e para fones de ouvido fazem falta, mas não é um ponto negativo porque já se tornou algo padrão entre os principais smartphones premium.

Tela

Não é nenhuma novidade que a Samsung entrega as melhores telas mobile do mercado, e o Galaxy Z Flip 3 5G não é uma exceção. Por aqui temos um display flexível de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ e tecnologia Dynamic AMOLED 2X, a mesma presente na linha Galaxy S21. A proporção do painel é 22:9, ou seja, mais esticado que os concorrentes.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Como já era de se esperar, a reprodução de cores, a fidelidade de tons escuros e os níveis de contraste são excelentes, graças ao ótimo painel AMOLED da Samsung. A resolução Full HD+ em uma tela tão grande, por outro lado, não oferece uma definição tão boa quanto a seu irmão Galaxy Z Fold 3, mas entrega uma ótima qualidade considerando a sua proposta mais acessível.

Outra característica importada de outros aparelhos premium da Samsung foi a taxa de atualização adaptável de 120 Hz. “Adaptável” porque, na prática, as animações e rolagens mais suaves ocorrem conforme o conteúdo exibido — por exemplo, ao rolar uma página na internet, um algoritmo diminui automaticamente a velocidade da tela para consumir menos energia; ao navegar pelo sistema ou ao jogar, no entanto, a interface é extremamente fluida.

A tela do Galaxy Z Flip 3 5G é excelente dentro da sua proposta. Ela não traz uma definição tão boa quanto a do seu irmão Galaxy Z Fold 3, mas entrega reprodução de cores, fidelidade de tons escuros e níveis de contraste excelentes, sem contar com o suporte à taxa de atualização adaptável 120 Hz, tornando a navegação e a jogatina bem mais fluida.

Um detalhe muito importante que vale mencionar nessa tela é o vinco presente em cima do mecanismo de dobra. É normal nos dispositivos flexíveis — até o momento, pelo menos —, mas a utilização nos primeiros dias pode incomodar os mais exigentes. Minha experiência com esse vinco foi estranha apenas nas primeiras utilizações, pois após alguns dias já havia me acostumado.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Com relação à segunda tela, localizada na parte externa do aparelho, próxima às câmeras, temos 1,9 polegada com resolução de 260 por 512 pixels e tecnologia Super AMOLED. Diferentemente do painel secundário presente no novo Motorola Razr, o qual permite navegar pelo sistema e acessar diversas funções, por aqui é possível apenas visualizar mensagens, informações básicas do sistema, atender ou recusar chamadas e usá-lo para tirar selfies.

Configurações e desempenho

Em desempenho também não há surpresa. Estamos falando de um topo de linha equipado com o poderoso Snapdragon 888 da Qualcomm, aliado a 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno.

Naturalmente, o Galaxy Z Flip 3 5G suporta todos os aplicativos e jogos disponíveis na Play Store, sejam mensageiros, editores de vídeo e foto, emuladores e programas de realidade aumentada. Além disso, apesar de contar com “apenas” 8 GB de RAM — número relativamente baixo em relação a outros tops Android —, o dispositivo suportou dezenas de apps abertos sem apresentar sinais de reinicialização.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Tanto na teoria quanto na prática, o dobrável tem um desempenho excelente para todas as tarefas, mas há um grande problema por aqui: o aquecimento.

Assim que tirei o Galaxy Z Flip 3 5G da caixa e instalei os aplicativos, comecei a notar uma temperatura muito elevada na região das câmeras e da segunda tela. O smartphone não só aquece bastante ao baixar apps, mas também ao jogar títulos pesados, tirar fotos e gravar vídeos.

O mesmo problema foi reportado pelo meu colega Felipe Junqueira na análise completa do Galaxy Z Fold 3 5G, portanto pode se tratar de uma má otimização entre o chipset Snapdragon 888 e o software. Além disso, vale mencionar que eu testei o Galaxy Z Flip 3 5G num período bastante quente na cidade de São Paulo, o que também pode ter sido um fator influenciador.

Para quem curte números e comparações, o Galaxy Z Flip 3 5G fez 4.827 pontos em um dos testes do 3D Mark, plataforma de benchmark que testa a capacidade do processador em processar gráficos em 3D. A pontuação é excelente, porém, curiosamente, muito inferior a do seu irmão Galaxy Z Fold 3 5G (5.746) e de todos os principais smartphones premium do mercado, como Xiaomi Mi 11 (5.404), OnePlus 9 Pro (5.706), Zenfone 8 (5.717) e iPhone 12 (7.674).

Sistema e interface

O Galaxy Z Flip 3 5G sai de fábrica com a interface One UI 3.1 em cima do Android 11. A skin personalizada é a mesma de outros topos de linha da Samsung e traz ícones muito amigáveis, menus interativos e navegação por gestos aprimorada. Obviamente, por ser um celular dobrável temos alguns recursos que tiram proveito da flexibilidade da tela.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Um deles é a possibilidade de dividir o display em dois para aproveitar o máximo de um aplicativo — por exemplo, é possível reproduzir um vídeo no YouTube na metade superior, enquanto a inferior fica apenas para os comentários; ou ter os controles da câmera na parte de baixo e o mostrador na outra área.

Embora essa funcionalidade não seja compatível com muitos aplicativos populares, foi interessante ver que alguns emuladores se preparam para ela — com o DrasTic, por exemplo, consegui adaptar alguns títulos de Nintendo DS para exibir os controladores na parte de baixo e o jogo na metade superior, bem semelhante ao design do próprio console.

Outra coisa ótima do Galaxy Z Flip 3 5G é a garantia de atualização do Android por quatro anos, ou seja, até o futuro Android 15. Poucas empresas do mundo Android atualmente fornecem esse suporte aos seus smartphones.

Câmeras

Diferentemente do seu irmão maior, que tem um total de cinco câmeras, o Galaxy Z Flip 3 5G é equipado apenas com duas na traseira e uma para selfies. As duas principais são basicamente as mesmas do Z Fold 3 — de 12 MP e lentes wide e ultrawide. Já a frontal traz 10 MP.

Mesmo com uma quantidade de lentes inferior em relação ao seu irmão maior, o Z Flip 3 5G tem um desempenho geral muito parecido. A câmera principal oferece um alcance dinâmico excelente, conseguindo destacar muito bem tanto as áreas mais claras quanto as regiões mais escuras, como sombras de árvores.

O pós-processamento da Samsung, por sua vez, faz um bom trabalho em destacar qualquer cenário — o que me agrada muito porque deixa as imagens prontas para publicar nas redes sociais. Se você não curte as modificações da Samsung e prefere algo mais natural, recomendo usar o modo profissional.

Com o auxílio de inteligência artificial, a câmera principal faz um modo retrato excelente, mantendo as cores vivas e destacando muito bem os objetos do fundo.

(Imagem: Diego Sousa/Canaltech)
(Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

Com relação à câmera ultrawide, temos uma qualidade bem próxima a do sensor principal, com níveis de detalhes e cores ótimos, além do alcance dinâmico interessante. Os cantos das imagens, por sua vez, apresentam poucas distorções, mas não chegam a prejudicar fotos de paisagens, por exemplo.

(Imagem: Diego Sousa/Canaltech)
(Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

Quando a noite cai, as câmeras do Z Flip 3 5G perdem qualidade, mas o processamento do chipset Snapdragon 888 compensa com brilho e nitidez aceitáveis. O SoC também atua positivamente na gravação de vídeos, oferecendo um modo noturno competente, embora sem destaques.

(Imagem: Diego Sousa/Canaltech)
(Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

A câmera de selfies de 10 MP e abertura de f/2.4 é basicamente a mesma do Galaxy S20, lançado em 2020. As cores são ótimas e o software não estoura o fundo das imagens, algo comum em outras lentes. O foco é muito rápido e consegui clicar selfies com muita rapidez mesmo utilizando a tela secundária como mostrador.

No geral, o conjunto fotográfico do Galaxy Z Flip 3 5G é decente, oferecendo ótimas cores, alcance dinâmico agradável e ótima definição, mesmo com apenas 12 MP. Em ambientes noturnos, o chipset Snapdragon 888 reduz consideravelmente os ruídos e deixa os registros mais chamativos.

Sistema sonoro

Assim como em outros aparelhos premium da Samsung, o sistema de áudio do Z Flip 3 5G é ótimo. Temos duas saídas de som, uma na lateral inferior e outra na parte superior, que oferecem definição agradação e poucas distorções mesmo em volumes mais altos. Apesar de ter uma espessura fina, as caixas até que produzem um som relativamente alto, o que é ótimo para transmissões ao vivo e vídeos no YouTube.

Em músicas, as caixas de som pecam um pouco no grave — o que não chega a ser um problema devido às peças dos celulares mais limitadas —, mas compensam equilibrando os médios e agudos.

Como já era de se esperar, não há entrada para fones de ouvido, portanto você precisará conectar um fone de ouvido à porta USB-C ou utilizar um acessório Bluetooth, mesmo — vale lembrar, no entanto, que ele não conta com nenhum dos dois na caixa.

Bateria

Durante o lançamento do Galaxy Z Flip 3 5G, uma das minhas preocupações em relação ao aparelho era a autonomia de bateria. Isso porque o aparelho manteve os 3.500 mAh da geração anterior, número inferior quando comparado com seus principais concorrentes, e trouxe configurações bem mais potentes, o que poderia diminuir a duração de bateria.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

E, de fato, minhas preocupações se concretizaram. No nosso teste padrão de Netflix, com o celular conectado ao Wi-Fi, sem chip de operadora e com brilho configurado em 50%, o Galaxy Z Flip 3 5G gastou incríveis 47% em três horas de reprodução, um consumo muito maior que seu irmão Galaxy Z Fold 3 5G — o qual consumiu 19% nas mesmas condições.

Em outro teste, agora reproduzindo o uso diário, com 30 minutos de transmissões ao vivo na Twitch, 30 minutos de vídeos no YouTube, 20 minutos de jogos, 30 minutos de redes sociais e 20 minutos de navegação no sistema, o smartphone foi de 100% a 65%, uma autonomia ok, mas abaixo de todos os concorrentes.

Vale mencionar que, para eliminar a interferência da flutuação de sinal de celular na autonomia de bateria, nós removemos quaisquer chips de operadora do aparelho para realizar esses testes. Contudo, isso influencia positivamente nos resultados de autonomia.

Infelizmente, o Galaxy Z Flip 3 5G não acompanha um carregador na caixa, somente o cabo USB-C. Durante os testes, usando um dos meus carregadores originais da Samsung, o smartphone dobrável saiu de 10% a 100% em poucos mais de uma hora, uma velocidade semelhante à alcançada pelo Galaxy S20.

A bateria de apenas 3.500 mAh do Galaxy Z Flip 3 5G não acompanha toda potência do chipset Snapdragon 888. Durante os testes, notei que o aparelho aqueceu muito mesmo em tarefas mais simples, como gravação de vídeos e transmissões ao vivo na Twitch, prejudicando, assim, a autonomia do aparelho.

Concorrentes diretos

Dispositivos dobráveis ainda não são muito comuns no Brasil, e as linhas Galaxy Z Fold e Z Flip são as pioneiras por aqui nesse quesito. As novas gerações das famílias flexíveis chegam em um momento de alta nos preços dos celulares, portanto você também não deve encontrá-los por valores tão bons quando desembarcarem por aqui.

Por isso, posso citar como um concorrente do Galaxy Z Flip 3 5G a sua versão anterior, o Z Flip, que chegou ao Brasil em 2020 por R$ 7.999 e já pode ser encontrado entre R$ 5.000 e R$ 6.000 no varejo. Optando pelo modelo antigo você perde a resistência contra água, o design mais elegante e o processador Snapdragon 888, mas também recebe desempenho decente e câmeras agradáveis.

(Imagem: Divulgação/Samsung)
(Imagem: Divulgação/Samsung)

Os Galaxy Z Fold 2 e 3 também podem ser potenciais concorrentes do Z Flip 3 5G se você preza por um celular dobrável com formato de tablet e não se importa em gastar mais. Tanto o Fold 2 quanto o Fold 3 têm telas de ótima qualidade, desempenho de sobra para todas as tarefas da Play Store e câmeras excelentes, mas a nova geração pode ser uma opção mais válida para produtividade, já que traz suporte à S Pen e recursos de multitarefas aprimorados.

Agora, se você procura apenas um smartphone topo de linha e não se importa com o aspecto dobrável, há diversas opções à venda no Brasil que entregam desempenho similar e custam desde R$ 4.000 a cerca de R$ 8.000 — os mais populares são: linhas iPhone 12, Galaxy S21, Mi 11 e o Motorola Edge 20 Pro.

(Imagem: Ivo/Canaltech)
(Imagem: Ivo/Canaltech)

Conclusão

Resumidamente, o Galaxy Z Flip 3 5G é um smartphone topo de linha com destaque para a tela dobrável. Ele entrega quase tudo de um Galaxy S21 Ultra, por exemplo, como desempenho excelente, tela Dynamic AMOLED de 120 Hz de qualidade e design elegante e robusto, mas com diferencial nas funcionalidades de tela dobrável muito interessantes. O único detalhe que pode afugentar os consumidores é a bateria, que entrega uma autonomia muito abaixo dos concorrentes.

Como comentei na introdução desse review, a Samsung vem tentando democratizar os smartphones dobráveis a cada lançamento — e acredito que chegou o momento de começarmos a olhar para eles com carinho. O primeiro Galaxy Z Flip chegou ao mercado norte-americano no começo de 2020 por US$ 1,379.99 e R$ 7.999 no Brasil. A segunda geração, por sua vez, foi lançado por US$ 1.000, cerca de R$ 5,2 mil em conversão direta, na opção mais básica, quase US$ 400 a menos que a primeira versão.

Infelizmente, ainda não sabemos quanto a Samsung pedirá pelo Galaxy Z Flip 3 5G aqui no Brasil devido à disparada nos preços dos smartphones em geral nos últimos meses devido à alta do dólar. Entretanto, caso dinheiro não seja um empecilho para você, acredito que o dobrável possa ser uma opção no segmento premium se custar até R$ 10 mil. Ainda seria um valor muito alto, porém "condizente" com suas configurações premium e diferenciais.

E aí, o que você achou do Galaxy Z Flip 3 5G? Vale a pena entrar no mundo dos dobráveis começando por ele? Conte-nos sua opinião abaixo, no campo dos comentários!

Fonte: Canaltech

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