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Review | Dell Inspiron 13 5000: ultrafino poderoso com Intel Core de 11ª geração

Sérgio Oliveira
·18 minuto de leitura

A Intel deu uma boa chacoalhada no mercado quando anunciou os processadores Tiger Lake de 11ª geração em agosto de 2020. Com melhorias sensíveis de desempenho graças a ajustes realizados a nível de arquitetura, os componentes logo foram tomados pelo hype de quem acompanha de perto o mercado de laptops. No Brasil, quem largou na frente foi a Dell: em janeiro, a fabricante anunciou o lançamento do Inspiron 13 5000, o primeiro notebook do mercado nacional a contar com as novas CPUs.

Com tela de 13 polegadas e pesando apenas 1kg, o Inspiron 13 5000 tem um projeto super interessante, que alia portabilidade e mobilidade a um visual elegante e especificações coerentes que permitem não só executar as tarefas do dia a dia com bastante tranquilidade, como também assistir a um filme com imagem de primeira e até rodar um jogo e outro para se divertir — tudo apenas com os gráficos integrados Intel Iris Xe.

O Canaltech recebeu da Intel um modelo do Inspiron 13 5000 e eu pude testar todos os seus aspectos, do design ao desempenho no dia a dia e rodando jogos. Confira a seguir como o ultrafino se saiu no nosso review.

Ultrafino da Dell, Inspiron 13 5000 é o primeiro notebook do Brasil a vir com processador Intel Core Tiger Lake de 11ª geração
Ultrafino da Dell, Inspiron 13 5000 é o primeiro notebook do Brasil a vir com processador Intel Core Tiger Lake de 11ª geração (Foto: Sergio Oliveira/Canaltech)

Design

A linha Inspiron da Dell abrange um leque bastante grande de público, com modelos voltados para todo tipo de usuário e para inúmeros cenários de uso. Com o Inspiron 13 5000, a companhia mira no público que quer um notebook para colocar dentro da mochila e levar por aí, sem se preocupar com a duração da bateria e com poder de fogo para executar um leque variado de atividades. E tudo isso com um design chamativo, todo prateado; dimensões e peso diminutos de apenas 306 x 203,4 x 15,8 mm e 1,08 kg; e acabamento de primeira, com tampa e palmrest fabricados em alumínio, conferindo um quê de requinte e de durabilidade ao produto.

Ao abrir a tampa do equipamento, percebemos os primeiros esmeros da Dell com seu produto: a parte de fora da dobradiça tem uma espécie borracha que inclina o notebook, conferindo não só uma posição mais ergonômica para digitação, como também mais espaço para circulação de ar e refrigeração dos componentes internos. Sobre este último ponto, ao observar as laterais do Inspiron 13 5000, percebemos que ele não tem nenhuma saída de ar, que foram realocadas para a parte de cima do teclado para poupar espaço e permitir que o projeto seja fininho.

De volta à parte de dentro da tampa, a Dell conseguiu fazer a tela Full HD de 13,3 polegadas ocupar um bom espaço, com bordas superior e laterais fininhas. Embora não tenha o design "edge to edge" aplicado no XPS 13, o teclado do Inspiron também aproveita bem a carcaça do equipamento. Com layout no padrão ABNT 2, leitor de digitais embutido no botão liga/desliga e teclas grandes e macias, ele é bastante cômodo e ergonômico mesmo para quem tem de permanecer longos períodos digitando. Apesar disso, a bola fora aqui fica por conta da retroiluminação do teclado, que nem sempre funciona a contento. A cor prateada das teclas aliada à pintura dos caracteres praticamente no mesmo tom e dependendo do seu ângulo de visão, é quase impossível identificar qual tecla é qual.

Leia também: Análise | Dell XPS 13 2020 desbanca MacBook Air como melhor ultracompacto

Fora isso, todo o restante agrada bastante. A região para descanso dos punhos é bem espaçosa e suficiente até mesmo para usuários que têm mãos grandes. O trackpad não é dos maiores e não tem clique embutido na região sensível ao toque, mas ainda assim é bastante responsivo e tem suporte a gestos.

Nas laterais, uma grata surpresa. Apesar de estarmos falando de um notebook ultrafino, o Inspiron 13 5000 traz uma boa quantidade de entradas se o compararmos com outros modelos do gênero. Na lateral esquerda, há a entrada para alimentação, uma saída HDMI 1.4, uma porta USB-A 3.2 de 1ª geração e outra USB-C 3.2; na outra extremidade, mais uma porta USB-A 3.2, conector de áudio e microfone para headset e um leitor de cartões microSD. Graças à porta dedicada para alimentação, o usuário tem efetivamente 3 portas USB para conectar mouse, armazenamento externo e outros periféricos — mais que suficiente se levarmos em consideração a proposta do equipamento.

Considerando os demais ultrafinos do mercado, o Inspiron 13 5000 até que está bem servido em matéria de conectividade
Considerando os demais ultrafinos do mercado, o Inspiron 13 5000 até que está bem servido em matéria de conectividade (Foto: Sergio Oliveira/Canaltech)

Especificações

Depois de conhecer o Dell Inspiron 13 5000 por fora, chegou a hora de mergulhar nos componentes que estão dentro da carcaça e dão vida ao laptop. Porém, antes de cairmos de cabeça nisso, vale destacar que o modelo chegou ao Brasil com três possibilidades de configuração. São elas:

  • Entrada: Intel Core i5-1135G7, gráficos integrados Iris Xe, 8 GB de RAM LPDDR4X-4267 soldada, 256 GB de armazenamento em SSD NVMe M.2 PCIe 3.0, tela Full HD de 13,3 polegadas, bateria de 4 células e 53Whr e Windows 10 Home

  • Intermediária: Intel Core i5-1135G7, gráficos integrados Iris Xe, 8 GB de RAM LPDDR4X-4267 soldada, 512 GB + 32 GB de armazenamento Intel Optane Memory H10, tela Full HD de 13,3 polegadas, bateria de 4 células e 53Whr e Windows 10 Home

  • Topo de linha: Intel Core i7-1165G7, gráficos integrados Iris Xe, 8 GB de RAM LPDDR4X-4267 soldada, 512 GB + 32 GB de armazenamento Intel Optane Memory H10, tela Full HD de 13,3 polegadas, bateria de 4 células e 53Whr e Windows 10 Home

Aqui no Canaltech, recebemos a versão topo de linha do Inspiron 13 5000, que tem no processador o seu maior diferencial. O modelo é o Core i7 de entrada dos ultra low voltage da família Tiger Lake, vindo com 4 núcleos e 8 threads rodando a um clock base alto de 2,8 GHz, podendo alcançar 4,7 GHz em boost — bem mais que o Core i7-1065G7 (1,3 GHz / 3,9 GHz) empregado no XPS 13, diga-se de passagem. Na prática, isso, aliado às melhorias de arquitetura desta 11ª geração de processadores, se traduz em mais desempenho na execução de tarefas rotineiras, como edição de textos, planilhas e apresentações, navegação na internet e consumo de conteúdo multimídia.

As entranhas do Inspiron 13 5000: projeto enxuto utiliza apenas uma ventoinha de 45mm para refrigerar todo o sistema; memória RAM é soldada na placa, sem possibilidade de trocar pente ou expandir capacidade
As entranhas do Inspiron 13 5000: projeto enxuto utiliza apenas uma ventoinha de 45mm para refrigerar todo o sistema; memória RAM é soldada na placa, sem possibilidade de trocar pente ou expandir capacidade (Foto: Sergio Oliveira/Canaltech)

Outra vantagem dos Intel Core de 11ª geração é a nova tecnologia de gráficos integrados Iris Xe. Graças a ela, computadores ultraportáteis como o Inspiron têm até o dobro de desempenho em tarefas que demandam por processamento gráfico. Em outras palavras, embora este notebook da Dell não seja focado em games, ele quebra um galho e roda alguns jogos a contento, mesmo sem uma placa de vídeo dedicada. Falarei mais sobre isso na próxima seção.

A escolha da Dell por armazenamento em SSD NVMe M.2 e Intel Optane H10 é outro acerto no projeto do Inspiron 13 5000. Mesmo no modelo com especificações de entrada, o usuário tem à disposição um componente de altíssima velocidade, impactando diretamente no desempenho geral do sistema e na experiência de uso. Já nas versões intermediária e topo de linha, a adição do Optane H10 traz um cache inteligente de 32 GB que agiliza ainda mais a leitura e escrita dos arquivos mais acessados pelo usuário. Para os mais preocupados com produtividade, é bola dentro.

Fechando a tríade de componentes mais importantes de qualquer computador, os 8 GB de memória RAM LPDDR4X-4267 se apresentam aqui como o possível gargalo de desempenho do Inspiron 13 5000. Embora operem a uma frequência elevada e sejam suficientes para a maioria das tarefas do dia a dia, os 8 GB acabam sendo o fator limitante na hora de executar rotinas mais pesadas, como a edição de uma imagem em altíssima resolução ou de um vídeo, por mais curtinho que seja. Por já vir soldada na placa-mãe do notebook, a memória não pode ser expandida, então o usuário está preso a essa capacidade por toda a vida útil do equipamento.

No modelo do Inspiron 13 5000 recebido pelo Canaltech, armazenamento fica por conta do Intel Optane H10 de 1 TB + 32 GB de cache inteligente; modelo de entrada vem com SSD NVMe M.2 de 256 GB
No modelo do Inspiron 13 5000 recebido pelo Canaltech, armazenamento fica por conta do Intel Optane H10 de 1 TB + 32 GB de cache inteligente; modelo de entrada vem com SSD NVMe M.2 de 256 GB (Foto: Sergio Oliveira/Canaltech)

Para além disso, a tela do Inspiron 13 5000 é bastante competente. Com 13,3 polegadas, o painel WVA vem com a sempre bem-vinda camada antirreflexo, resolução de 1.920 x 1.080 pixels, 300 nits de brilho e 95% de cobertura do espectro sRGB. Na prática, ele oferece uma excelente experiência de uso, seja qual for o cenário. Com o auxílio do Dell Cinema, que já vem instalado no Windows 10, é possível selecionar predefinições de esquema de cores para aproveitar melhor o tempo trabalhando, a apreciação de um filme e série, leitura durante a noite etc. Destaque para o contraste e a fidelidade e vivacidade das cores proporcionados pelo painel WVA, particularmente o meu preferido.

O notebook vem acompanhado de uma câmera discreta instalada na borda superior: com sensor HD, ela faz apenas o básico, quebrando o galho em reuniões e videochamadas. O microfone também não tem firula e vem instalado ao lado da webcam; com matriz dual, ele capta a voz do usuário com qualidade OK e suficiente para fazer uma videochamada e outra. Finalmente, os alto-falantes estéreo de 2W são competentes e mais que suficientes para um ultrafino como o Inspiron 13 5000 — dá para assistir a um filme ou ouvir música numa boa no quarto em silêncio. Para mais que isso, o bichinho sofre e a recomendação é recorrer ao bom e velho fone de ouvido.

Desempenho

E na prática? Como todos esses componentes funcionam em conjunto? Coloquei o Inspiron 13 5000 à prova com o auxílio de testes sintéticos para avaliar como o ultrafino com processador Intel de 11ª geração se comporta.

Como um dos pontos altos dessa nova família de CPUs são os gráficos integrados Iris Xe, nada melhor do que testá-lo isoladamente executando o Cinebench R20. A ferramenta renderiza uma cena em 3D e atribui uma nota baseada no desempenho da placa gráfica, além de colocá-la num ranking comparativo. No resultado, o Inspiron recebeu 1.976 e 499 pontos nos testes multicore e single-core, respectivamente. Para efeito de comparação, esses números são 45,6% e 8,7% superiores que os registrados pelo Dell XPS 13 com Intel Core de 10ª geração — uma prova da evolução intergeração no quesito processamento gráfico, embora este não seja o propósito de uma máquina como esta.

Desempenho do Inspiron 13 5000 no Cinebench R20: longe do ideal para trabalhos de renderização 3D, mas 45% acima do XPS 13
Desempenho do Inspiron 13 5000 no Cinebench R20: longe do ideal para trabalhos de renderização 3D, mas 45% acima do XPS 13 (Captura de tela: Sergio Oliveira/Canaltech)

Trazendo o notebook para uma situação mais próxima de uso real, utilizei os testes sintéticos do PCMark10 para simular e registrar o desempenho do Inspiron 13 5000 em tarefas rotineiras do dia-a-dia. Aqui, vale a suíte de testes da UL Benchmark executa rotinas como videoconferência, navegação online, manipulação de planilhas, edição de fotos e afins, atribuindo uma nota para cada uma dessas atividades. Os resultados obtidos foram os seguintes:

Benchmark do PCMark 10 simula rotinas do dia a dia e atribui notas ao desempenho em cada uma delas
Benchmark do PCMark 10 simula rotinas do dia a dia e atribui notas ao desempenho em cada uma delas (Gráfico: Sergio Oliveira/Canaltech)

Os dados desse gráfico são reveladores e podem ser interpretados da seguinte forma: perceba como o Inspiron se sai melhor que seu irmão mais pomposo em três testes específicos — o de manipulação de planilha, o de processamento de texto e o de navegação online. Esses testes demandam única e exclusivamente processamento single-core, então se sobressai o computador que tem o processador com o melhor clock single-core. Como o Core i7-1165G7 do Inspiron chega a 4,7 GHz e o Core i7-1065G7 do XPS 13 atinge 3,9 GHz, está explicada a vantagem.

Também cabe observar os testes de edição de vídeo e de imagem, que consomem bastante memória RAM. Aí fica fácil entender porque o XPS 13 levou a melhor: são 16 GB contra apenas 8 GB do Inspiron 13 5000. Finalmente, no teste de videoconferência, onda há maior exigência dos gráficos integrados, o Inspiron tecnicamente empatou com o XPS 13, embora pudesse ter deslanchado na frente caso tivesse mais memória RAM — em outras palavras, aqui fica evidente como a nova tecnologia consegue fazer mais com menos.

Para respaldar essas afirmações, também executei o teste de Aplicações do PCMark 10. Aqui, em vez de criar um ambiente sintético e simular a execução da suíte de aplicativos de escritório do Office, a ferramenta de benchmark utiliza de fato o Office que está instalado no notebook para fazer suas medições. E como todos os aplicativos da suíte exigem única e exclusivamente poder de processamento para se sobressair, o resultado não poderia ser outro que não a dominância do Inspiron 13 5000 com os Intel Core de 11ª geração:

Teste de aplicativos do PCMark 10 utiliza o Microsoft Office para medir desempenho da máquina em aplicativos de escritório
Teste de aplicativos do PCMark 10 utiliza o Microsoft Office para medir desempenho da máquina em aplicativos de escritório (Gráfico: Sergio Oliveira/Canaltech)

Voltando um pouquinho nos testes, vale fazer uma ressalva quanto a um teste específico dos testes do PCMark 10: o de inicialização de apps. Aqui o Inspiron comeu poeira e a culpa não poderia ser de outro componente que não o armazenamento Intel Optane H10. "Destreinado", o sistema não chegou a armazenar absolutamente nada em seu cache de 32 GB, que, segundo a fabricante, pode alcançar taxas de leitura e de escrita de até 2.400 MB/s e 1.800 MB/s, respectivamente. Prova disso é o teste realizado com o AS SSD Benchmark, que registrou velocidades de até menos da metade do ideal: 1.219 MB/s para leitura e 729 MB/s para escrita.

Desempenho do Intel Optane H10 ficou abaixo do esperado nos benchmarks
Desempenho do Intel Optane H10 ficou abaixo do esperado nos benchmarks (Captura de tela: Sergio Oliveira/Canaltech)

Felizmente, isso não chega a atrapalhar o desempenho geral do laptop ultrafino da Dell, que também conta com um projeto de refrigeração muito bem elaborado e que permite todos os componentes funcionarem a todo vapor. Em avaliações anteriores que escrevi para o Canaltech, sempre frisei que está cada vez mais difícil manter notebooks e desktops equipados com processadores Intel operando a temperaturas aceitáveis. Muito disso está relacionado à microarquitetura defasada da fabricante e sua litografia de 14nm, que vem sendo recauchutada ad infinitum.

No Inspiron 13 5000, porém, temos uma nova família de CPUs com litografia de 10nm. Na prática, isso significa que esses novos processadores conseguem entregar mais desempenho enquanto consomem menos energia e geram menos calor. Pode parecer coisa boba, mas esse tem sido o Calcanhar de Aquiles da Intel nos últimos anos e impacta diretamente na performance e em como os notebooks são projetados — vide o Predator Helios 700, um trambolho gigantesco que se desdobra para manter tudo resfriado de maneira adequada. Com componentes internos "menos esquentados", é possível investir em designs mais finos, saídas de ar mais discretas e ventoinhas menos barulhentas.

Leia mais: Análise | Acer Predator Helios 700 é o notebook dos sonhos de todo gamer

E eis aqui a prova definitiva de tudo isso: o Inspiron 13 5000 utiliza apenas uma ventoinha de 45mm e um heatpipe de cobre para resfriar todo o sistema. Mesmo em situações de estresse intenso, numa cidade quente como Natal, o laptop ultrafino não ultrapassou dos 80°C, operando a uma média de 63,3°C — no comparativo com o XPS 13, que atingiu média de 79,3°C, a redução foi de 20,1% na temperatura média em estresse intenso.

Teste de estabilidade do AIDA64 serve de baliza para medir a temperatura de operação do Inspiron 13 5000; resultado mostra diferença do impacto térmico do Tiger Lake no sistema
Teste de estabilidade do AIDA64 serve de baliza para medir a temperatura de operação do Inspiron 13 5000; resultado mostra diferença do impacto térmico do Tiger Lake no sistema (Gráfico: Sergio Oliveira/Canaltech)

Componentes trabalhando a uma temperatura agradável e baixo consumo energético da CPU (o pico foi de 40,6W e média de 11,6W sob estresse intenso) beneficiam diretamente a autonomia da bateria. Mais uma vez com o auxílio do PCMark 10, executei o Modern Office Battery Life Benchmark para medir a autonomia do componente simulando uma rotina de trabalho no escritório, com videoconferência, navegação em redes sociais, edição de planilhas e de textos, além de criação de apresentações — tudo isso com o Wi-Fi ligado e brilho de tela em 50%. No fim das contas, o Inspiron 13 5000 conseguiu permanecer 652 minutos longe da tomada — ou seja, 10h52. É tempo mais que suficiente para um dia inteiro de trabalho e pelo menos um episódio da sua série favorito ao término do expediente.

PCMark 10 simula um dia de trabalho em escritório para testar a bateria do notebook; Inspiron conseguiu ficar ligado por quase 11 horas ininterruptas
PCMark 10 simula um dia de trabalho em escritório para testar a bateria do notebook; Inspiron conseguiu ficar ligado por quase 11 horas ininterruptas (Gráfico: Sergio Oliveira/Canaltech)

Desempenho em jogos

Embora seja um notebook voltado para o cotidiano, um dos grandes atrativos do Inspiron 13 5000 são seus gráficos integrados Iris Xe, que representam uma grande evolução em relação ao Iris Plus. Segundo a Intel, o ganho de desempenho é de até 100% em processamento gráfico (como mostra o gráfico a seguir), o que acaba despertando a curiosidade sobre como ele se comporta rodando alguns jogos.

Teste do 3DMark, Night Raid roda uma cena de jogo e mede o desempenho da CPU, GPU e geral do sistema; comparativo mostra a evolução dos Intel Core de 11ª geração em relação aos modelos anteriores
Teste do 3DMark, Night Raid roda uma cena de jogo e mede o desempenho da CPU, GPU e geral do sistema; comparativo mostra a evolução dos Intel Core de 11ª geração em relação aos modelos anteriores (Gráfico: Sergio Oliveira/Canaltech)

Obviamente o objetivo aqui não é jogar um Red Dead Redemption 2 ou Assassin's Creed Valhalla, mas sim jogos mais leves e de catálogo. Em jogos como Age of Empires 2: Definitive Edition e Age of Empires 3: Definitive Edition, a média de FPS ficou entre 24 e 33, respectivamente, com os jogos rodando em em Full HD e com especificações no mínimo.

Outro game que não exigiu mexer em absolutamente nada foi Rocket League. Conhecido por rodar em praticamente qualquer máquina, o título identificou as especificações da máquina e setou as configurações para priorizar desempenho em Full HD, obtendo uma taxa média de 61 FPS durante as partidas.

CS:GO, por outro lado, apresentou bastante stuttering com os gráficos em Full HD e especificações no mínimo, embora a taxa média de quadros tenha sido 58. Reduzindo a resolução para HD, o game ficou jogável e apresentou taxa média de 84 FPS.

Também testamos alguns títulos de catálogo, como Tomb Raider e BioShock Remastered. No primeiro jogo da trilogia de reboot de Lara Croft, o Inspiron 13 5000 rodou tudo em Full HD e com configurações no médio, obtendo taxa média de 60 FPS. Já no aclamado shooter da Take Two Interactive, a média de quadros por segundo foi de nada menos que 85.

Ainda tentei rodar Far Cry 5 só para ver como o notebook ultrafino da Dell se saía. Apesar de o jogo ter rodado, a taxa de quadros em Full HD com tudo no mínimo foi medíocre: apenas 16 FPS de média. Pior do que isso aconteceu em Fortnite, que exige bastante memória RAM para rodar mesmo com os gráficos no mínimo em Full HD. Resultado: o sistema crashou e o Windows 10 exibiu um aviso de memória insuficiente para executar o game. Em HD, o título chega a rodar na casa dos 65 FPS, mas apresenta tanto stuttering que é injogável.

Dessa forma, temos o seguinte gráfico de desempenho do Inspiron 13 5000 em jogos:

Desempenho do Inspiron 13 5000 em jogos: apesar de não ter sido projetado para isso, ultrafino consegue rodar um título e outro a contento
Desempenho do Inspiron 13 5000 em jogos: apesar de não ter sido projetado para isso, ultrafino consegue rodar um título e outro a contento (Gráfico: Sergio Oliveira/Canaltech)

Dell Inspiron 13 5000: Vale a pena?

Confesso que o Dell Inspiron 13 5000 foi uma grata surpresa. Durante o período de testes, o notebook agradou bastante por sua versatilidade e mobilidade: consegui integrá-lo à minha rotina de trabalho no Canaltech e ele me proporcionou várias horas de trabalho deitado na rede. Isso só é possível graças às dimensões e peso diminutos do laptop, que pode ser levado para lá e para cá sem qualquer dificuldade.

Sobre a mesa, o equipamento se sobressai ainda mais. O detalhe da tampa, que inclina e deixa o teclado numa posição muito mais ergonômica para digitação, é daquelas minúcias valiosíssimas e que fazem muita diferença para quem passa horas e mais horas diante do computador digitando. Além disso, esse detalhe minúsculo contribui bastante para o desempenho geral do notebook, ajudando a mantê-lo refrigerado.

Falando em desempenho, o Inspiron 13 5000 cumpre com maestria todas as tarefas que se propõe fazer. Seja para trabalhar no dia a dia, navegar na internet ou consumir conteúdo multimídia na excelente tela de 13,3 polegadas, o laptop não pede arrego. Em todo o período de testes, a única exceção surgiu ao tentar rodar Fortnite — algo para que ele não foi projetado. Aqui, os 8 GB de memória RAM foram o fator limítrofe e a única vez que senti que a impossibilidade de poder expandi-los para 16 GB poderia ser um problema. Assim, pense bem se o seu uso principal vai exigir muita memória RAM, pois você não poderá atualizá-la.

Fora isso, o visual de primeira aliado ao acabamento refinado e às especificações de primeira posicionam este notebook muito bem no segmento de ultrafinos. Para quem busca um equipamento como este e tem uma boa grana à disposição, o Inspiron 13 5000 pode ser encontrado por a partir de R$ 5.998,00 no varejo nacional.

Fonte: Canaltech

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