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Reuters acusa Binance de ajudar golpistas e traficantes a lavar R$ 11 bilhões

Logotipo da Binance em moeda, em frente à exchange.
Logotipo da Binance em moeda, em frente à exchange.

Em reportagem especial, a Reuters aponta que a Binance serviu como ferramenta para lavagem de pelo menos R$ 11,3 bilhões (US$ 2,35 bi) ao longo de seus cinco anos de existência.

Destes, R$ 4 bilhões estariam relacionados a mercados negros, outros R$ 5,27 bi a golpes, R$ 1,8 bi a violações da sua subsidiária indiana WarzirX e uma pequena fração, de R$ 129 milhões à hacks de outras exchanges.

Conforme Changpeng Zhao, fundador e CEO da Binance, preferiu não comentar sobre o caso, Patrick Hillmann, diretor de comunicações da Binance, representou a empresa.

Na oportunidade, comentou que alguns números são incorretos e exagerados. Indo além, também afirmou que, embora a exchange receba depósitos livremente, o importante é como a Binance trata estes montantes posteriormente.

Implementação de KYC freou depósitos suspeitos

Desde sua fundação, em junho 2017, até agosto de 2021, a Binance permitia que seus usuários realizassem depósitos e saques sem verificar a identidade dos mesmos. Tamanha facilidade e privacidade ajudou no crescimento da empresa, contudo, também atraiu dinheiro ilícito.

Conforme o relatório da Reuters, a Binance chegou a receber R$ 194 milhões (US$ 40,6 mi) do Hydra Market, um mercado negro onde é possível encontrar diversos produtos ilícitos, apenas em um mês. No total, a Binance teria recebido R$ 3,7 bilhões vindos do Hydra ao longo de seus cinco anos.

O que freou o uso da Binance como ferramenta para processar tais tipos de fundos foi a implementação de KYC (verificação de identidade). Conforme mostrado pela Reuters, os números vêm despencando desde então.

Fundos do Hydra Market com destino à Binance, em queda após implementação de KYC pela corretora.
Fundos do Hydra Market com destino à Binance, em queda após implementação de KYC pela corretora.

Além disso, a Binance também realizou contratações de peso nos meses seguintes. Como exemplo, contratou um ex-agente da receita federal dos EUA que trabalhou no caso da Silk Road, mostrando interesse em combater tais atividades.

O estrago já estava feito

Apesar das boas intenções através da implementação de verificação de identidade e contratações de peso, o estrago já estava feito. No total, a Reuters aponta que pelo menos R$ 11 bilhões vindos de mercados negros, hacks e outros golpes passaram pela corretora.

Outro caso gigante apontado pela investigação é o esquema de pirâmide Finiko. Neste, a Binance teria recebido outros R$ 4 bilhões entre 2019 e 2021. Além disso, há outros menores, como da Cyber Storm no Paquistão, de R$ 479 milhões em 2021, assim como outros menores, com sede em diversas jurisdições.

Como resposta à Reuters, o porta-voz da Binance, Patrick Hillmann, afirmou que alguns números são incorretos e exagerados. Continuando, citou que tais fundos podem ser congelados pela empresa.

“O que é importante notar não é de onde vêm os fundos — já que os depósitos de criptomoedas não podem ser bloqueados — mas o que fazemos depois que os fundos são depositados.”

Apesar disso, é difícil acreditar que a Binance era tão rígida antes de agosto de 2021. Afinal, usuários podiam sacar grandes quantidades de criptomoedas diariamente, sem precisar enviar qualquer documento à mesma. Somado a isso, o grande volume e liquidez da exchange podem ter sido outro atrativo a tais pessoas.

Por fim, de qualquer forma esta investigação da Reuters exerce pressão não apenas à própria Binance como também aos reguladores internacionais. Portanto, este pode ser um motivo para que autoridades analisem estas denúncias.

Fonte: Livecoins

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