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Retomada de tarifas dos EUA deixará para Fernández economia argentina mais complicada

SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O anúncio do presidente dos EUA de que voltará a aumentar as taxas de importação de aço e alumínio da Argentina e do Brasil, torna ainda mais complicada a situação econômica que será herdada por Alberto Fernández após sua posse, no próximo dia 10.

A medida afeta grandes empresas locais, como a Techint e a Aluar, em um momento em que o país atravessa grave crise econômica. As vendas de aço e alumínio aos EUA correspondem hoje a um valor de US$ 700 milhões.

Em sua última semana no governo, a gestão de Mauricio Macri foi tomada de "surpresa", pelo tuíte de Trump.

O presidente Macri está na Espanha, participando da cúpula do clima, em Madri, e não se pronunciou oficialmente. Fonte alta do governo, porém, confirmou que Macri recebeu a notícia como todo o planeta, por Twitter, sem aviso prévio, apesar da proximidade entre os dois mandatários.

Em 2018, o governo Trump havia se comprometido com o argentino a manter uma cota de importações de aço e alumínio isentos de impostos, algo que foi muito comemorado na Argentina.

Macri, porém, pediu que dois de seus ministros se mobilizassem para tentar conter a medida. O ministro da Produção, Dante Sica, e o chanceler, Jorge Faurie, se reuniram na manhã desta segunda-feira (2) para elaborar uma estratégia e, talvez, apresentar uma contraproposta aos EUA.

Sica teria se comunicado com o secretário de Comércio dos EUA, Willbur Ross, mas o conteúdo da conversa não foi divulgado.