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Retomada perde força e atividade encolhe 0,3% no segundo trimestre, diz Monitor do PIB da FGV

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 08.02.2019 - Calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 08.02.2019 - Calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em um sinal de perda de fôlego, a atividade econômica do país encolheu 0,3% no segundo trimestre, frente aos três primeiros meses de 2021, indicam dados do Monitor do PIB, calculado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). O resultado foi divulgado nesta terça-feira (17).

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve crescimento de 12,1%. O pesquisador do FGV Ibre Claudio Considera, coordenador do levantamento, ponderou que o desempenho positivo está relacionado à base de comparação fragilizada pela pandemia.

Conforme o economista, a retração de 0,3% mostra que houve “certo otimismo” de analistas após o PIB (Produto Interno Bruto) avançar 1,2% no primeiro trimestre. Na visão de Considera, “ainda há um longo caminho para a retomada mais robusta da economia”.

“A atividade está se recuperando, mas não na magnitude que as pessoas acham que estaria se recuperando. Quando o PIB cresceu 1,2% no primeiro trimestre, houve analistas dizendo que a economia poderia crescer entre 5% e 7% neste ano”, afirma Considera.

O monitor busca antecipar o ritmo da atividade econômica no país. O resultado oficial do PIB é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A divulgação do FGV Ibre é mensal. Em junho, a atividade econômica teve avanço de 1,2% ante maio, conforme o monitor. Frente ao sexto mês de 2020, houve elevação maior, de 10,1%, também relacionada à base de comparação fragilizada.

O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será apresentado no dia 1º de setembro pelo IBGE.

Pela ótica da oferta, dois dos três setores pesquisados ficaram no vermelho entre abril e junho, sinaliza o Monitor do PIB. A agropecuária caiu 4,4% frente ao primeiro trimestre, enquanto a indústria recuou 1,9%.

Já o setor de serviços, bastante afetado pela chegada da Covid-19, avançou 0,7%. Esse segmento é o principal componente do PIB sob a ótica da oferta, respondendo por cerca de 70% do indicador. Reúne uma grande variedade de negócios, de pequenos comércios a instituições financeiras e de ensino.

“O setor de serviços está começando a reviver com o aprendizado da população sobre a pandemia. Por exemplo, você ainda não vai a um restaurante, mas pede comida em casa”, cita Considera.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 0,8% no segundo trimestre, em relação ao primeiro, mostra o Monitor do PIB. Também houve alta no consumo do governo (0,3%), nas exportações (8,3%) e nas importações (9,7%).

Já os investimentos produtivos na economia brasileira, medidos pelo indicador de FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), caíram 2,2%. Segundo Considera, a retração veio após o resultado do primeiro trimestre (alta de 4,3%) ter sido turbinado por impactos do regime aduaneiro especial, o Repetro, que permite ao setor de petróleo e gás importar bens de capital sem pagar tributos federais. Entre eles, plataformas.

O regime permite que as plataformas possam ser consideradas ativos permanentes das petroleiras instaladas no país, e não mais prestação de serviços pagos a subsidiárias ou fornecedores no exterior.

Na visão de analistas, a vacinação contra a Covid-19 tende a beneficiar setores como o de serviços, que depende da circulação de clientes, ao longo do segundo semestre. O desemprego e a inflação em alta, por outro lado, desafiam a recuperação econômica.

No trimestre encerrado em maio, dado mais recente disponível, a taxa de desemprego foi de 14,6% no país. Havia 14,8 milhões de trabalhadores desocupados à época.

A escalada da inflação nos últimos meses tem sido puxada pela energia elétrica, que ficou mais cara em razão da crise hídrica. A escassez de chuva derruba o nível de reservatórios de usinas hidrelétricas, forçando o acionamento de térmicas, que envolvem custos maiores. O reflexo é a conta de luz mais alta na casa dos consumidores e nas empresas.​

“A economia vai continuar crescendo no terceiro e no quarto trimestres, pelo menos em relação ao ano passado. Mas não vejo uma trajetória de recuperação tão forte, inclusive em 2022. Tem desemprego, tem inflação, tem pandemia. As pessoas estão esquecendo que a inflação tira o poder de compra das famílias, assim como o desemprego. São vários problemas antes de uma recuperação forte”, observa Considera.

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