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Retomada na zona do euro conta com gastos de poupadores idosos

Catherine Bosley e Jana Randow
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Para a zona do euro acelerar o crescimento econômico com a expansão do consumo, uma geração inteira que costuma poupar em vez de gastar precisaria esbanjar um pouco.

Isso porque grande parte do dinheiro poupado por famílias mais ricas presas em casa, sem frequentar restaurantes ou tirar férias durante a crise de coronavírus, está concentrada entre europeus com mais idade, que são menos propensos a colocar a mão no bolso do que os mais jovens.

Se esse grupo de consumidores vai remar contra a maré e usar sua liberdade para sair e gastar quando a pandemia for controlada, é crucial para medir a recuperação da maioria das economias avançadas. No entanto, é mais importante na Europa, que tem a idade média mais alta de todas as regiões do mundo.

A pilha de dinheiro que poderia ser liberado é grande: o Barclays estima o excesso de economias em 600 bilhões de euros (US$ 714 bilhões). Mas o banco está entre aqueles preocupados com o fato de que a concentração dessa riqueza entre cidadãos tradicionalmente conservadores na hora de gastar pode limitar quaisquer benefícios.

“Devemos ter uma liberação gradual da poupança”, disse Davide Oneglia, economista da TS Lombard. “Talvez menos forte do que muitos esperam, porque muitas dessas economias fazem parte de um setor onde as famílias são particularmente ricas e menos inclinadas a consumir.”

O Deutsche Bank projeta que a demanda reprimida pode adicionar cerca de 1 ponto percentual ao crescimento do PIB de 2021 - uma fatia considerável para uma economia que, segundo o Fundo Monetário Internacional, deve se expandir 4,4%. Dean Turner, economista do UBS, acredita que os recursos poupados responderão por uma “proporção significativa” da recuperação pós-pandemia, com crescimento dos gastos do consumidor de 2,9% este ano.

Esse aumento seria fundamental para impulsionar um boom na zona do euro, até porque a região precisa de fatores de crescimento adicionais, já que sua recuperação, prejudicada pela lenta vacinação, está aquém da retomada dos EUA e da China. Os prolongados lockdowns da Alemanha levaram institutos de pesquisa do país a cortarem sua previsão de crescimento conjunta para 2021 em um ponto percentual, para 3,7%, na quinta-feira.

Os dados de vendas no varejo da zona do euro mostram que os gastos com bens em geral se sustentaram bem, mesmo durante restrições posteriores. Mas é menos claro o nível de recuperação em serviços ao consumidor quando as empresas forem reabertas.

Autoridades prendem a respiração. Dados do Banco Central Europeu mostram o dinheiro extra poupado principalmente entre pessoas com mais de 50 anos ao longo dos últimos 12 meses, enquanto indivíduos entre 16 e 49 anos, com maior propensão para gastar e maior risco de desemprego, enfrentam piora da situação financeira.

Para Gloria Sattél e Alfons Pribek, um casal austríaco cujos hábitos pré-crise incluíam refeições frequentes em restaurantes, idas regulares à ópera e ao teatro, estadias de uma semana em spas duas vezes por ano e também viagens à Grécia, Alemanha e França, o fim dos lockdowns pode não trazer os velhos hábitos de consumo de volta tão cedo.

“Vamos ao spa assim que abrir, mas, além disso, estamos adiando planejar qualquer coisa”, disse Sattél, de 78 anos, que mora com o marido de 81 anos no centro de Viena. “Fomos generosos conosco no último ano, mas sobra dinheiro e simplesmente não haverá tantas oportunidades de gastá-lo.”

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