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Retomada levará ao menos 1 ano, avaliam 6 a cada 10 brasileiros, segundo CNI

Juliano Basile
·3 minuto de leitura

67% dos entrevistados acreditam que recuperação econômica ainda não começou Ainda que o Brasil tenha começado a promover a retomada das atividades produtivas, a população está insegura e pretende manter seus gastos em patamares reduzidos, segundo a conclusão de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa e divulgada nesta quinta-feira. A sondagem revela que 67% dos entrevistados acreditam que a recuperação econômica ainda não começou e 61% afirmam que ela vai demorar pelo menos um ano para ocorrer. Foto AP/Silvia Izquierdo Apesar de a pesquisa indicar alguma recuperação na renda (caiu de 40% no início de maio para 31% agora o percentual das pessoas que disseram ter perdido em parte ou totalmente a sua renda), grande parte das pessoas ainda continuam com as despesas retraídas: 71% dos brasileiros disseram ter reduzido seus gastos mensais desde o início da pandemia. Em maio, eram 74%. A cautela talvez se explique pela insegurança ainda provocada pela conjuntura atual, diz a CNI. Entre os trabalhadores formais e informais, 71% dizem ter algum medo de perder o emprego, leve recuo em relação aos 77% que tinham algum temor no início de maio. No entanto, o percentual dos trabalhadores que têm medo grande ou muito grande de perder o emprego ficou praticamente estável: 45% agora, ante 48% há dois meses. De acordo com a pesquisa, o nível reduzido de consumo tende a ser mantido mesmo após o fim do isolamento social. Para todos os produtos pesquisados, que vão desde itens como roupas e produtos de higiene pessoal até bebidas alcoólicas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, a maioria dos consumidores pretende manter os gastos com eles. Os itens que mais devem ter crescimento no consumo no pós-isolamento são as roupas, diz a pesquisa. Mesmo assim, apenas 21% dos entrevistados afirmaram que pretendem ampliar o consumo desses produtos. Isolamento Apesar das perdas econômicas e de o medo do novo coronavírus ter caído de 53% para 47% em relação ao primeiro levantamento, em maio, os dados mostram que o brasileiro segue favorável ao isolamento social (84%). O grupo das pessoas que saem de casa apenas para ações essenciais, como fazer compras ou trabalhar, aumentou de 58% para 67% entre maio e julho. Sobre o trabalho remoto, oito em cada dez entrevistados dizem que as tarefas que precisam entregar não podem ser feitas de casa. A população está dividida quanto ao retorno das atividades do comércio de rua — 49% aprovam e 47% desaprovam —, mas sobre outros itens, como salões de beleza, bares e restaurantes, shoppings, escolas e universidades, academias e cinemas, a maioria dos brasileiros é contra a abertura. Os percentuais variam de 57% a 86% desfavoráveis à reabertura desses estabelecimentos. Um dado positivo revelado pela pesquisa diz respeito ao endividamento, que, apesar de estar num nível elevado, atingindo 45% da população, recuou oito pontos percentuais na comparação com maio, quando 53% dos entrevistados se declararam endividados. Entre quem tem dívida, 62% afirmam que conseguirão quitá-la nos próximos 30 dias. O percentual é dez pontos percentuais maior que o registrado em maio. O levantamento mostrou ainda que 30% dos brasileiros pediram e estão recebendo o auxílio emergencial do governo. Entre eles, a maioria (57%) usou os recursos para compras e 35% destinaram os valores para pagar dívidas. O levantamento foi realizado pelo Instituto FSB Pesquisa com 2.009 pessoas de todas as unidades da Federação entre 10 e 13 de julho e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Em virtude do próprio isolamento social, as entrevistas foram realizadas por telefones fixos e móveis, em amostra representativa da população brasileira a partir de 16 anos.