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Retinas cultivadas em laboratório em breve poderão ser usadas em pacientes

Em um grande passo dado em direção ao tratamento ocular de pessoas com problemas de retina, cientistas conseguiram fazer células dos olhos cultivadas em laboratório se ligarem entre si após serem separadas. Isso abre a possibilidade de criar os tecidos necessários artificialmente e utilizá-los em cirurgias, mas para tal, ainda são necessários testes em humanos.

As células fotorreceptoras oculares se combinam a outras células para formar a retina, uma fina camada no fundo dos olhos que transforma os comprimentos de onda emitidos pela luz em informações, sinais que o cérebro consegue interpretar como a nossa visão. Para a ciência, era um desafio cultivar tais células fora do corpo, podendo substituí-las pelas mortas ou danificadas nos doentes. Agora, isso é uma realidade.

Células cultivadas em laboratório estão cada vez mais perto de serem usadas para substituir a retina danificada de pacientes oculares (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Células cultivadas em laboratório estão cada vez mais perto de serem usadas para substituir a retina danificada de pacientes oculares (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

De olho nos avanços

Organoides retinais, agrupamentos celulares organizados em formas 3D em laboratório, já haviam sido gerados em 2014, a partir de reprogramações de células de pele humana, que as fizeram se tornar células-tronco, então programadas para virar células de retina. Em 2022, foi demonstrado que elas podiam responder a diferentes comprimentos de onda da luz, bem a como diferentes intensidades, além de buscar conexões com células próximas.

De acordo com os pesquisadores envolvidos no último estudo, publicado em dezembro do ano passado na revista científica PNAS, ele seria a última peça desse quebra-cabeça — ou seja, faltava verificar o comportamento celular após a separação dos organoides, algo importantíssimo para sua futura introdução nos olhos dos pacientes. Envolvidos no processo estão os axônios, extensões que se juntam às células com sinais químicos sinápticos.

Após separar e reconectar as células, os cientistas adicionaram o vírus da raiva na cultura laboratorial, observando sua migração entre as partes da retina por uma semana. Isso foi o indicativo que precisavam para saber se as conexões sinápticas estavam acontecendo eficientemente.

Na figura, é possível ver as células da retina pelas quais uma versão modificada do vírus da raiva conseguiu passar, provando que as sipnases correm bem (Imagem: UW–Madison/Gamm Laboratory)
Na figura, é possível ver as células da retina pelas quais uma versão modificada do vírus da raiva conseguiu passar, provando que as sipnases correm bem (Imagem: UW–Madison/Gamm Laboratory)

Detalhes e o futuro da pesquisa

Análises mais profundas mostraram que as conexões mais comuns estavam sendo feitas pelos fotorreceptores, que conhecemos como cones e bastonetes. Isso é bom, já que esses tipos de célula são as que costumamos perder em doenças como a retinite pigmentosa e a degeneração macular, esta última geralmente causada pela idade.

Outras células que fizeram boas sinapses foram os gânglios retinais, cuja substituição pode tratar condições oculares como o glaucoma, caracterizado pelo dano no nervo ótico, que liga o órgão ao cérebro. Para utilizar as células cultivadas em laboratório nos olhos dos pacientes, agora só faltam os testes em seres humanos — sem, é claro, nenhum vírus da raiva envolvido.

Fonte: Canaltech

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