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Resultado negativo do PIB ocorreu em trimestre mais atingido pela Covid, diz SPE

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Pessoas caminham em rua de comércio antes do Natal em meio à pandemia da Covid-19

(Reuters) - A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia avaliou que o resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre ocorreu no período de três meses com maior número de mortes pela Covid-19 e com efeitos setoriais relevantes e, nesse sentido, argumentou que é mais importante avaliar a qualidade dos dados.

"Importantes reformas pró-mercado e medidas de consolidação fiscal estão sendo aprovadas, lançando as bases para o crescimento sustentável do país no longo prazo", ressaltou a SPE em nota nesta quarta-feira, destacando a melhora nos indicadores fiscais, com redução da projeção da dívida bruta e um menor déficit primário para 2021 e 2022.

O PIB registrou uma contração de 0,1% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, manteve a previsão de um crescimento acima de 5% para o ano. [nS0N2A5058]

A nota da SPE também destaca o desempenho acima da média do país no acumulado em quatro trimestres (+1,8%), ressaltando um avanço em relação a países desenvolvidos como Reino Unido e Alemanha. Também chama atenção para o aumento da taxa de investimento para 18,2% no segundo trimestre --o que seria a maior taxa para o período desde 2014-- e da alta da taxa de poupança para 20,9%, maior patamar desde 2000.

No segundo trimestre, os Serviços apresentaram crescimento de 0,7% em relação aos três primeiros meses do ano, enquanto a Indústria e a Agropecuária sofreram retrações de 0,2% e 2,8%, respectivamente.

Entre os principais fatores positivos para a atividade no segundo semestre, a SPE aponta o investimento do setor privado, um maior crescimento global e a recuperação do emprego, impulsionado pela vacinação em massa contra a Covid-19. A secretaria elenca como riscos a não continuidade da consolidação fiscal, o recrudescimento da pandemia e o risco hídrico.

(Por Patrícia Vilas Boas)

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