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Restrição ao financiamento privado motiva saída do PSOL de candidato que recebeu doações de Armínio Fraga

·3 minuto de leitura

RIO — Insatisfações dentro do PSOL motivam a saída de membros do partido, entre eles o candidato a vereador no ano passado que recebeu doações de empresários como Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e dos irmãos Moreira Salles, João e Walter, ambos cineastas e herdeiros do Itaú. Wesley Teixeira, que concorreu a uma vaga para a Câmara Municipal de Caxias, no Rio, vai deixar o partido junto com outros correligionários, como Douglas Belchior, que foi candidato à Câmara Federal por São Paulo, após as novas determinações da legenda decididas no Congresso Nacional do PSOL, que ocorreu neste fim de semana.

Um dos motivos de insatisfação — e que gera as baixas na sigla — é justamente a restrição ao financiamento privado de campanha. Segundo os opositores da decisão, os aportes oriundos dos fundos eleitoral e partidário não são distribuídos igualmente e restringir o financiamento pode inviabilizar as candidaturas.

A saída de quadros do partido que hoje não tem mandato é uma prévia, segundo avaliam filiados do PSOL, do que deve acontecer no início ano que vem, no período da janela partidária, quando parlamentares poderão trocar de partido sem que corram o risco de serem cassados.

No ano passado, Teixeira recebeu duras críticas por ter recebido doações de Armínio e dos irmãos Moreira Salles, entre outros empresários. Na época, a executiva do partido quase expulsou o jovem de 25 anos. Em resposta, o deputado federal Marcelo Freixo, ainda filiado ao PSOL, ameaçou deixar a sigla caso algo acontecesse com Teixeira.

— As doações da campanha que recebi ajudaram nos gastos com proteção e a disputar mentes e corações. Desde as doações pequenas vindas de porteiros, professores, motorista de Uber, empregadas domésticas, como também as grandes doações de Arminio Fraga e irmãos Salles. Já do PSOL, não recebi um centavo —diz Teixeira, que critica a concentração de repasses dos partidos: — O conjunto dos partidos, precisam descentralizar os recursos e investir em renovação nas periferias e corrigir desigualdades na questão de raça e gênero.

Teixeira, que pretender concorrer a deputado estadual em 2022, explica que o dinheiro que recebeu em sua campanha o ajudou a se proteger da violência política que sofreu no pleito municipal:

— A violência política é algo grave, ainda mais na Baixada Fluminense que é marcada pelo coronelismo. Sofri ataques nas eleições de 2020 e continuo sofrendo até hoje. Nossos ideais e quem nós somos nos fazem alvos e não queremos novos mártires como Marielle Franco.

Aliado de Freixo, uma das opções de Teixeira é seguir para o PSB, legenda que abrigou o deputado federal para concorrer ao governo do estado no ano que vem e lhe deu mais liberdade para articular com partidos fora do espectro da esquerda.

Na carta que anuncia sua saída do PSOL, que será divulgada junto com a de Belchior, Teixeira também critica as desigualdades no repasse dos recursos pelo partido. Em eleições passadas, o GLOBO mostrou que candidatos negros recebem menos verba dos partidos do que brancos.

“Os partidos recebem para eleições um fundo público, dinheiro vindo dos nossos impostos. Esse recurso deveria ser aplicado para dar a melhor condição das candidaturas fazerem a disputa das ideias, porém o que vemos é a reprodução da desigualdade, com uma concentração de recursos em candidatos que já possuem mandatos, na maioria das vezes nas capitais, em detrimento de outras regiões, com diferença injusta e desigual entre homens brancos e mulheres brancas em relação a candidaturas de mulheres negras e homens negros”, escreveu Teixeira no anunciou de sua saída.

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