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Reservas de gás boliviano caem mas vendas de Brasil e Argentina estariam garantidas

(Arquivo) Unidade da YPFB na cidade boliviana de El Alto

As reservas de gás da Bolívia caíram de 10,7 trilhões de pés cúbicos (TCF) para 8,95 TCF em três meses, e o governo provisório prometeu investigar, embora tenha afirmado que os suprimentos de Brasil e Argentina estão garantidos, nesta quarta-feira (27).

"O total de reservas comprovadas seria de 8,95 (TCF). São os números com os quais trabalharemos para qualquer venda ou exportação", disse o novo presidente da empresa estatal de petróleo YPFB, José Luis Rivero.

Rivero entregou um relatório ao também novo Ministro de Hidrocarbonetos do governo de transição, Victor Hugo Zamora, sobre reservas comprovadas de gás natural, depois que, em agosto passado, a consultoria privada canadense Sproule International Limited disse que eles são 10,7 TCF.

Rivero disse que o trabalho será feito o mais rápido possível para contratar uma nova consultoria para certificar reservas e, assim, ter uma imagem mais clara ao negociar, por exemplo, um novo contrato com o Brasil.

Zamora também afirmou que será investigado por que as reservas caíram nos últimos três meses, após o relatório da Sproule.

No governo anterior, Evo Morales e seu ministro de Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sánchez, chegaram a garantir que as reservas fossem de 13,45 TCF.

Antes de consultar um efeito no fornecimento de gás para a Argentina e o Brasil, Zamora disse que "o negócio não vai cair e temos a possibilidade de continuar com o negócio de gás" com esses países e o mercado interno.

A produção boliviana de gás oscila entre 45 milhões e 59 milhões de metros cúbicos por dia (mmcd) - segundo dados oficiais - distribuídos entre 12 e 14 mmcd para o mercado interno, entre 19 e 20 mmcd para a Argentina e entre 23 e 25 mmcd para o Brasil.