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Republicanos propõem compromisso temporário para evitar default

·3 minuto de leitura
Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos em Washington (AFP/Andrew CABALLERO-REYNOLDS)

Os republicanos do Senado americano ofereceram aos democratas nesta quarta-feira (6) uma proposta para encerrar o impasse no Congresso pelo aumento do limite da dívida do país, enquanto Wall Street e o presidente Joe Biden alertaram para as possíveis consequências catastróficas de uma moratória.

O líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, propôs a aprovação de uma extensão de emergência do teto da dívida o mais rapidamente possível, para resolver o problema até dezembro, dando tempo ao governo democrata para preparar uma solução a longo prazo.

"Para proteger o povo americano de uma crise a curto prazo criada pelos democratas, permitiremos que os democratas usem os procedimentos normais para aprovar uma extensão do limite da dívida de emergência em um valor fixo em dólares, para cobrir os níveis dos gastos atuais até dezembro", disse McConnell.

Isso dará tempo suficiente ao partido do presidente Joe Biden para aprovar uma solução a longo prazo com os votos democratas, por meio de uma complicada manobra parlamentar.

Os democratas descartam agora seguir esse procedimento, conhecido como "reconciliação", para aprovar um aumento ou suspensão do teto da dívida apenas com seus votos, motivo pelo qual o governismo poderia rejeitar a oferta republicana após as discussões que ocorrem nesta quarta-feira.

- Pressão de Biden -

Diante do bloqueio parlamentar, Biden entrou em cena esta semana: reuniu-se com os principais líderes bancários e empresariais para discutir "a necessidade urgente de o Congresso agir com apoio bipartidário" para evitar "a catástrofe econômica que resultaria" de um calote da maior potência mundial, de acordo com a Casa Branca.

Entre os convidados do encontro estavam diretores dos bancos JPMorgan Chase, Citi e Bank of America, bem como representantes da Nasdaq e das gigantes Intel e Raytheon. "Brincamos com fogo", alertou a presidente do Citi, Jane Fraser.

"O mundo está olhando para nós", assinalou Jamie Dimon, do JP Morgan, um dos banqueiros mais influentes dos Estados Unidos, que lembrou o papel-chave da moeda americana e dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos na economia e nas finanças mundiais.

A presidente da Nasdaq, Adena Friedman, disse que os mercados reagiriam "de forma muito negativa" a uma moratória, que colocaria em risco as economias e os planos de aposentadoria de milhões de americanos.

O presidente Biden voltou a atacar os republicanos, pedindo-lhes que "parem com a roleta-russa" com a economia e a reputação financeira dos Estados Unidos.

O limite do endividamento será alcançado em 18 de outubro, segundo a secretária do Tesouro, Janet Yellen. Por outro lado, o Bipartisan Policy Center, um 'think tank' independente, estimou nesta quarta-feira que o país terá problemas de liquidez entre 19 de outubro e 2 de novembro.

"O Congresso deve agir antes", disse Shai Akabas, diretor de Política Econômica da entidade. "Mesmo antes de 19 de outubro, o Tesouro terá níveis de liquidez perigosamente baixos. Um evento inesperado poderia desencadear uma crise financeira", destacou.

O secretário da Defesa, Lloyd Austin, ergueu a voz nesta quarta-feira, ao alertar que um default afetaria "a segurança" do país e "atingiria gravemente" os militares e suas famílias, porque não poderiam receber seus salários a tempo, ou em sua totalidade.

Como todas as grandes economias, os Estados Unidos vivem de crédito há décadas em matéria de gastos públicos, e já aumentaram sua capacidade de se endividar ou suspenderam o teto da dívida em diversas ocasiões.

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