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Republicanos nos EUA defendem projeto de lei de alívio para Covid-19 mais enxuto

Sarah N. Lynch e Jarrett Renshaw
·2 minuto de leitura

Por Sarah N. Lynch e Jarrett Renshaw

WASHINGTON (Reuters) - Dez senadores republicanos moderados pediram neste domingo que o presidente democrata Joe Biden reduza significativamente o seu pacote de alívio de 1,9 trilhão de dólares contra os efeitos da pandemia de Covid-19 para receber apoio bipartidário, no momento que democratas do Congresso se preparam para fazer avançar o seu plano nesta semana.

Um conselheiro econômico da Casa Branca sinalizou disposição de discutir as ideias dos senadores republicanos que mencionaram uma lei alternativa de 600 bilhões de dólares, mas afirmou que o presidente não aceitaria recuar na necessidade de uma lei abrangente para tratar da crise sanitária e das consequências econômicas.

“Ele está aberto a ideias, de onde quer que elas venham… no que ele não recuará é na necessidade de avançar com velocidade em uma abordagem abrangente”, disse o diretor do Conselho Nacional Econômico, Brian Desse, à emissora NBC. “Uma abordagem fragmentada… não é a receita do sucesso”.

Não ficou claro se o movimento de 10 dos 50 republicanos no Senado, com 100 integrantes no total, mudaria os planos dos democratas do Congresso de avançar a legislação nos próximos dias.

Biden e outros democratas estão tentando usar o controle que obtiveram na Câmara e no Senado para avançar rapidamente no principal objetivo do presidente de lidar com a pandemia.

A aprovação da nova legislação de socorro não apenas impactaria os americanos e as empresas afetados por uma pandemia que matou cerca de 440 mil pessoas nos Estados Unidos, mas também oferece um teste inicial para a promessa de Biden de trabalhar para reduzir a divisão partidária em Washington. Biden assumiu o cargo em 20 de janeiro.

A proposta de Biden inclui 160 bilhões de dólares para vacinas e testes, 170 bilhões de dólares para escolas e universidades e fundos para dar a parte dos americanos um cheque de estímulo de 1.400 dólares por pessoa, entre outras provisões.