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Repsol planeja quintuplicar capacidade de energias renováveis

Rodrigo Orihuela
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Repsol vai reduzir o dividendo no próximo ano após definir planos para desacelerar a busca de petróleo e quintuplicar a capacidade de energias renováveis durante a próxima década.

A empresa espanhola, que foi a primeira grande petrolífera a estabelecer uma meta para zerar as emissões líquidas um ano atrás, colocará seus projetos em “fase de colheita”, com foco na produção de petróleo de maior valor em menos países. Embora o dividendo seja menor em 2021, será pago inteiramente em dinheiro, ao contrário da distribuição atual, em sua maior parte com novas ações. A Repsol espera começar a aumentar o pagamento novamente a partir de 2023.

A decisão da Repsol de registrar perdas contábeis de 4,8 bilhões de euros (US$ 5,7 bilhões) com ativos de petróleo e a promessa de eliminar as emissões líquidas de gases de efeito estufa de suas operações até 2050 foi o primeiro passo de uma drástica mudança para o setor de petróleo. A empresa planeja canalizar recursos do segmento de petróleo para a expansão da capacidade de energia renovável para 15 gigawatts - incluindo eólica e solar - em relação aos atuais 2,95 gigawatts.

O “novo plano estratégico destaca a transição contínua do foco do petróleo para as energias renováveis”, disse Salih Yilmaz, analista de energia da Bloomberg Intelligence. “Espera-se que a mudança seja autofinanciável com o Brent a US$ 50 o barril.”

A nova estratégia da Repsol também inclui uma meta concreta para a produção de hidrogênio verde, diferenciando-a de outras petroleiras. A maioria das empresas argumenta que esse combustível ainda não é econômico. A Repsol busca se alinhar com o objetivo do governo espanhol de transformar o país em um importante centro europeu para embarques de hidrogênio, e a empresa pretende produzir mais de 1,2 gigawatt em 2030.

A empresa planeja usar três tipos de tecnologia para produzir hidrogênio verde: eletrólise, usando eletricidade renovável para gerar hidrogênio a partir da água; biometano em reformadores a vapor, que extrai hidrogênio do gás produzido a partir de fontes biológicas; e fotoeletrólise, onde a luz solar é usada para extrair hidrogênio da água.

Energia limpa

O presidente do conselho da Repsol, Antonio Brufau, começou a detalhar publicamente sua intenção de desenvolver uma petroleira menos poluente já em 2016. O foco da estratégia do executivo é transformar a Repsol em uma “empresa de energia” completa, em vez de uma produtora de petróleo. No mês passado, o diretor-presidente da Repsol, Josu Jon Imaz, disse que a empresa já gasta mais no desenvolvimento de projetos renováveis do que na busca de petróleo.

A empresa pode vender uma participação minoritária em sua unidade de negócios de baixo carbono, ou realizar uma oferta pública inicial no próximo ano ou em 2022, disse o CEO a repórteres. Também está em busca de potenciais negócios em renováveis para entrar em novos mercados, além dos países em que já opera.

“Até 2030, a Repsol será uma empresa renovada, mais sustentável e mais focada”, segundo o plano estratégico divulgado na quinta-feira. “Nossa estratégia é baseada em uma oferta de multienergia que combina todas as tecnologias para a descarbonização.”

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©2020 Bloomberg L.P.