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Reprovação a governo Bolsonaro sobe a 38% e aprovação soma 29%, diz CNI/Ibope

Marcelo Ribeiro

Índices de confiança no presidente oscilaram na margem de erro A avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro caiu para 29% em dezembro. Em setembro, esse índice foi de 31%. Já a fatia dos que consideram o governo ruim ou péssimo aumentou de 34% em setembro para 38%. Os que consideram o governo regular somam 31% dos consultados (32% em setembro), de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira.

Contratado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Ibope ouviu 2000 pessoas em 127 municípios entre os dias 5 e 8 de dezembro de 2019. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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A aprovação da maneira de governar do presidente variou de 44% para 41% no mesmo período. Por outro lado, a desaprovação passou de 50% para 53%.

A confiança no presidente Bolsonaro oscilou de 42% para 41% entre setembro e dezembro. Da mesma forma, houve oscilação, no limite da margem de erro, entre aqueles que disseram não confiar em Bolsonaro: o índice subiu de 55% para 56% entre setembro e dezembro

Em relação ao futuro, 34% acreditam que o restante do governo Bolsonaro será ótimo ou bom, contra 37% em setembro. A oscilação entre os que acreditam que o restante da gestão será ruim ou péssimo ficou dentro da margem de erro, chegando a 32% em dezembro, frente a 31% em setembro.

A pesquisa revelou que 40% avaliam o governo Jair Bolsonaro como melhor do que a gestão de seu antecessor, Michel Temer, enquanto 36% avaliam que é igual. Por outro lado, 20% consideram a administração de Bolsonaro pior do que a do emedebista.

Políticas

As políticas de segurança pública do governo de Jair Bolsonaro são as decisões com maior índice de aprovação em dezembro. De acordo com a sondagem, 50% aprovam as decisões tomadas pelo chefe de Poder Executivo nesta área, enquanto 47% desaprovam.

Em seguida, aparecem as políticas de educação, aprovadas por 45% e reprovadas por 51%, e as políticas de combate ao desemprego do governo Bolsonaro, com 41% de aprovação e 53% de desaprovação.

Empatadas com 40% de aprovação, estão as políticas de combate à inflação e contra a fome – que tem 54% e 55% de reprovação, respectivamente.

Pouco mais de 1/3 da população – 36% - aprova as políticas para saúde do governo Bolsonaro, enquanto 60% desaprovam.

Notícias

As notícias mais lembradas foram relativas às queimadas na Amazônia, conforme a sondagem realizada neste mês. A notícia mais citada foi quando Bolsonaro atribuiu a responsabilidade das queimadas a ONGs e ao ator Leonardo DiCaprio.

O segundo grupo de notícias mais lembrado foi referente ao aumento do preço da carne, seguido por informações sobre a reforma da Previdência e sobre o caso da morte da ex-vereadora Marielle Franco.

A saída de Bolsonaro do PSL e o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, também estão entre as notícias mais lembradas.