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Repressão em Hong Kong sinaliza 2022 difícil para mídia

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- O colapso do último grande veículo de comunicação pró-democracia de Hong Kong, o Stand News, marca um dos declínios mais dramáticos da liberdade de imprensa mundial este ano.

Desde o fechamento do jornal Apple Daily de Jimmy Lai em julho até as operações de busca, prisões e apreensões de ativos que levaram ao fechamento do Stand News na quarta-feira, o centro financeiro global passou de um dos mercados de mídia mais livres da Ásia a um dos mais controlados. Além de recorrer a uma lei de segurança nacional que prevê penas de prisão perpétua, autoridades de Hong Kong começaram a acusar jornalistas e usuários da Internet sob uma lei de sedição da era colonial que pode prender um escritor por até dois anos.

Embora a repressão de Hong Kong seja exclusiva dos fatos ocorridos na ex-colônia britânica, onde o governo de Pequim busca evitar o retorno das manifestações pró-democracia em massa de dois anos atrás, mudanças semelhantes foram vistas ao redor do mundo em 2021. Governos - ameaçados pela agitação social provocada pela pandemia e encorajados pela campanha do ex-presidente americano Donald Trump contra as “fake news” - parecem prontos para mais medidas com o objetivo de silenciar a cobertura crítica no ano que se inicia.

Na China, a jornalista Zhang Zhan estaria à beira da morte devido a uma greve de fome em protesto contra sua sentença de quatro anos de prisão por divulgar informações sobre a Covid-19. Funcionários do Twitter que não excluíram contas criticando o governo do primeiro-ministro Narendra Modi enfrentaram a ameaça de processos na Índia, a maior democracia do mundo. Na Rússia, autoridades determinaram neste mês o fechamento de dois grupos de direitos humanos, incluindo um que monitora prisioneiros políticos. Irã, Egito e Zimbábue adotaram medidas para minar a capacidade dos jornalistas de informar sobre a realidade da pandemia.

O jornalismo foi total ou parcialmente bloqueado em quase 75% dos 180 países classificados na última pesquisa da organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras. O grupo revelou que 488 jornalistas estavam presos, um recorde desde que começou a compilar números em 1995.

“A liberdade de imprensa está em declínio”, disse Keith Richburg, diretor do Centro de Jornalismo e Estudos de Mídia da Universidade de Hong Kong e presidente do Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong. “Trump ajudou a criar câmaras de eco de fake news, onde tudo que o critica é falso.”

“O que está acontecendo em Hong Kong é parte de um padrão de cerceamento”, acrescentou. “O escopo dos países onde a imprensa é realmente livre é cada vez menor. Os países defendem a ideia de liberdade de imprensa da boca para fora, sem realmente praticá-la.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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