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REPERCUSSÃO-PIB do Brasil cresce mais que o esperado no 2º tri com impulso de serviços e investimentos

Rua de comércio popular no Rio de Janeiro

SÃO PAULO (Reuters) - O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou crescimento de 1,2% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro, resultado acima do esperado e impulsionado pela recuperação do setor de serviços e aumento do consumo das famílias e dos investimentos, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja comentários de profissionais do mercado financeiro:

ANDRES ABADIA, ECONOMISTA-CHEFE PARA AMÉRICA LATINA DA PANTHEON MACROECONOMICS

"A reabertura total da economia, o impulso do apoio fiscal às famílias, a recuperação do mercado de trabalho e as condições benignas para as principais exportações do Brasil apoiaram a sólida recuperação no último trimestre. Esses fatores compensaram totalmente o empecilho da inflação alta e condições financeiras mais apertadas. As perspectivas de curto prazo são sólidas. A confiança continua resiliente, a inflação está caindo rapidamente graças às medidas recentemente adotadas pelo governo e o mercado de trabalho continua robusto. O ímpeto de crescimento provavelmente arrefecerá sequencialmente, devido ao efeito defasado da inflação e dos aumentos de juros, mas deve permitir que o PIB real cresça cerca de 2,3% em 2022 como um todo. O balanço de riscos para 2023 pende para o lado negativo, devido principalmente à cena política e à deterioração do quadro fiscal, que pode manter os juros altos por mais tempo."

WILLIAM JACKSON, ECONOMISTA-CHEFE DE MERCADOS EMERGENTES DA CAPITAL ECONOMICS

"O aumento mais forte do que o esperado de 1,2% do PIB brasileiro no segundo trimestre nos levou a revisar nossa previsão de crescimento do PIB em 2022 para 2,5%, acima do consenso (de 2,0% antes). E a probabilidade de um aumento final de juros de 25 pontos-base (para 14,00%) no atual ciclo de aperto monetário aumentou. Mas é provável que a economia desacelere no segundo semestre do ano e o crescimento em 2023 provavelmente terá uma média lenta de 0,8%."

LAIZ CARVALHO, ECONOMISTA PARA BRASIL DO BNP PARIBAS

"A abertura do PIB (foi) muito positiva. Acho que o grande destaque pelo lado da oferta é o setor de serviços... e, olhando dentro do setor de serviços, principalmente a parte de transportes, a parte de comunicação e também a parte de comércio. Quando a gente olha pela ótica da demanda, também é muito positivo esse número. O que a gente chama de absorção doméstica --que entra consumo das famílias, investimentos e consumo do governo-- também tem uma perspectiva muito positiva. Durante o segundo trimestre deste ano a gente teve transferências de renda para a população maiores... e, falando já de perspectivas para o terceiro trimestre, a gente terá o Auxílio Brasil maior, de 600 reais, e também os 'vouchers' para caminhoneiros, motoristas de táxi e (auxílio) gás. A perspectiva é que essas transferências de renda ajudem também o PIB do terceiro trimestre e que o PIB do terceiro trimestre seja bastante positivo."

ALBERTO RAMOS, DIRETOR DE PESQUISA MACROECONÔMICA PARA AMÉRICA LATINA DO GOLDMAN SACHS

"Estamos atualizando nossa previsão de crescimento real do PIB em 2022 para 2,9% (de 2,2%). Em 2023, esperamos que a economia cresça pouco menos de 1%. A economia teve um desempenho surpreendentemente bom durante o primeiro trimestre, apesar do aperto significativo das condições financeiras e da aceleração da inflação. A atividade de serviços foi particularmente robusta durante, principalmente entre os segmentos mais impactados pela pandemia. No entanto, no futuro, a inflação elevada, o impacto defasado do recente aperto monetário e financeiro, condições de crédito cada vez mais exigentes, alto nível de endividamento das famílias, desaceleração contínua da economia global (e potencial suavização dos preços das commodities e dos termos de troca) e a incerteza política pós-eleitoral provavelmente adicionarão obstáculos crescentes à atividade econômica.

LUCAS MAYNARD, ECONOMISTA DO SANTANDER

"O resultado implica um carrego estatístico de 2,6% para 2022, consolidando um forte desempenho do PIB no primeiro semestre e trazendo riscos de alta significativos para nossa projeção atual de crescimento de 1,9% do PIB este ano. Do lado da oferta, crescimento generalizado, como esperado. Os serviços continuaram a se fortalecer... impulsionados pela consolidação do processo de reabertura da economia aliada à expansão da massa salarial real. Do lado da demanda, a absorção doméstica marcou leitura forte, parcialmente compensada pelo setor externo. Calculamos fechamento do hiato do produto, pairando em aproximadamente +0,5% e alcançando uma leitura positiva pela primeira vez desde 2014."

GUSTAVO CRUZ, ECONOMISTA DA RB INVESTIMENTOS

"Acredito que esse PIB do segundo trimestre vai provocar revisões para cima (nas estimativas para 2022) no boletim Focus. A gente deve caminhar para ver mais casas colocando (previsão para crescimento do PIB) perto de 2,5%. Fazia muito sentido que a parte de seviços fosse o grande 'driver' do crescimento... Acho que tudo que é presencial, que ficou muito deprimido no ano de 2020, em 2021 retomou ainda sem grande quantidade de presença das pessoas nos locais. Agora, em 2022, realmente, com as pessoas vacinadas, com dose de reforço, agora as pessoas se sentem mais confiantes. A sensação que a gente tem é de que talvez no terceiro trimestre (a atividade) não desacelere tanto. O impacto dos combustíveis bem mais baratos será um fator relevante para provocar revisões (para cima) na atividade, isso vai abrir espaço para mais gastos."

(Por Luana Maria Benedito)