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REPERCUSSÃO-BC eleva Selic a 4,25%

·3 minuto de leitura
Prédio do Banco Central em Brasília. 29/10/2019. REUTERS/Adriano Machado.

Por Gabriel Ponte

BRASÍLIA (Reuters) - O Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira, para 4,25%, e indicou a intenção de fazer um novo aperto de pelo menos a mesma magnitude em sua próxima reunião. Em comunicado, o Copom também abandonou o uso da expressão "normalização parcial" para se referir ao atual ciclo de alta de juros, anunciando que pretende levar a Selic para patamar neutro.

Veja comentário de profissionais do mercado:

IVO CHERMONT, SÓCIO E ECONOMISTA-CHEFE, QUANTITAS ASSET

"Acho que o mercado vai focar exatamente nesses três pontos, que são: a (normalização) 'parcial' sendo retirada, que era amplamente esperada. A indicação dos 75 pontos-base para a próxima reunião, eu acho que era razoavelmente esperada, agora esse comentário feito sobre o risco de ser mais do que 75 pontos-base me pareceu fora do radar, vamos dizer assim. Acho que isso dá um componente mais 'hawkish', que torna o cenário mais complexo, uma vez que o mercado vai passar a discutir, eu acho, o que que ele (Copom) tem de observar nas expectativas, uma vez que ele até enfatizou essa variável, para que ele dê os 100 (pontos-base de aumento)."

ADAUTO LIMA, ECONOMISTA-CHEFE, WESTERN ASSET

"A surpresa, ao nosso ver, foi a qualificação dos próximos passos, sugerindo que pode acelerar dos 75 pontos-bases (de aumento) para algo mais, dependendo da evolução das expectativas. Acredito que o Copom avalia que os riscos para a atividade diminuíram de forma significativa entre reuniões, que as surpresas de crescimento estão sendo cada vez mais positivas, e vê o risco, hoje, indo para uma desancoragem de expectativas, por isso a mudança nessa qualificação, sugerindo que pode ter que se chegar mais rapidamente para a taxa de juros neutra."

GINO OLIVARES, ECONOMISTA-CHEFE, GALAPAGOS CAPITAL

"Dado que ele (Copom) está mais confortável com a atividade, não vê mais riscos do lado da atividade para baixo, está dizendo: 'olha, eu não preciso mais de estímulo, mas preciso me preocupar com a inflação', pois ela está pior. Aí então decidiu aumentar 75 pontos-base, acho que fez uma saída elegante até, de uma forma bem suave, e afirmou que agora precisa ir para (a taxa de juros) neutra."

RACHEL DE SÁ, CHEFE DE ECONOMIA, RICO

"Leio o comunicado com um tom mais 'hawkish', porque acho que era preciso nesse momento, principalmente olhando aí as expectativas de inflação desancorando para o ano que vem, porque acho que um dos grandes ganhos deste Banco Central foi credibilidade, e que só ficou ainda mais forte com a aprovação de sua autonomia. Então ele trazer um tom mais 'hawkish' nesse comunicado foi importante para dizer: 'temos essa autonomia, estamos levando essa autonomia para um ponto importante, a gente está reconhecendo que precisa ser feito algo, considerando todo o balanço de riscos aqui'."

MARCOS WEIGT, CHEFE DE TESOURARIA, TRAVELEX BANK

"O Copom reconhece que as pressões inflacionárias aumentaram e que as expectativas de inflação subiram, portanto ele retirou a frase sobre ajuste parcial e vai colocar a taxa para o neutro. Deu (aumento de) 0,75 (pontos-base) unânime e na próxima reunião já sinalizou que vai dar mais 0,75. Esse ajuste na frase era meio que esperado, mas o impacto para o real deve ser positivo, deve dar mais força para o real, porque já estamos chegando a uma taxa de 4,25%. Na próxima (reunião), já vamos chegar a 5,00%, então já é uma taxa que pelo menos não incentiva as posições vendidas em real."

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